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Exame de Zika vírus: saiba mais sobre o PCR

O exame genético PCR é o mais eficaz, mas deve ser feito no começo dos sintomas

 

 
Dr. Ciro Martinhago 
CRM 102030/SP
 

Nestes tempos em que a infecção causada pelo Zika vírus assusta a sociedade brasileira, especialmente aqueles casais que pretendem engravidar, o teste PCR é a técnica de detecção do vírus mais recomendada, devido à precisão do resultado (99,99% de acerto) e especialmente por conta da rapidez com que podemos obter o resultado. Mas você sabe o que é este exame?

 

Histórico do teste PCR

PCR é uma sigla inglesa para Polymerase Chain Reaction, ou "Reação em Cadeia da Polimerase". Ele é uma das primeiras grandes conquistas da genética moderna e já rendeu o prêmio Nobel de Química ao seu desenvolvedor, Kary Mullis. O processo PCR foi inventado por Mullis em 1983 e é saudado como uma das mais monumentais técnicas científicas do século XX. 

O PCR é um divisor de águas no mundo da genética. Antes do seu desenvolvimento, era muito difícil e demorado o processo de amplificar e criar cópias de fragmentos de DNA para serem analisadas. O que a Reação em Cadeia da Polimerase faz é permitir a criação de várias cópias de um determinado segmento de DNA. E faz isso com rapidez e precisão. 

 A técnica PCR é utilizada em diversas áreas da Genética: em todas as análises e procedimentos biomoleculares, na pesquisa forense, na agricultura. Na área médica, o PCR é atualmente utilizado para fazer a clonagem de genes, testes de paternidade, sexagem fetal, identificação de organismos que causam infecções (vírus, bactérias, fungos) e na identificação de doenças genéticas e hereditárias, entre outras várias aplicações. 

PCR na detecção de doenças como o Zika vírus

Na detecção dos organismos agentes de doenças infecciosas, a técnica de PCR é especialmente indicada por ser um método direto e altamente sensível, além de rápido. O PCR é capaz de identificar o organismo causador da infecção (bactéria, fungo, vírus) com precisão, fornecendo informações acuradas sobre o tipo, a quantidade e a presença do patógeno na célula analisada. 

Um grupo de cientistas brasileiros e estrangeiros está se dedicando, no momento, ao mapeamento do genoma do Zika vírus encontrado no Brasil. O Zika vírus é encontrado em outras partes do mundo, e a espécie brasileira é bastante similar à encontrada na Ásia. A compreensão de toda a estrutura genética da espécie brasileira e a comparação com outras espécies, como a asiática, é fundamental para ter um diagnóstico preciso e para levar à produção de uma vacina específica. Esta seria a melhor forma de tratamento para o combate a essa terrível doença.

Como o PCR para Zika vírus é feito?

Como teste genético para diagnosticar a infecção pelo Zika vírus, é melhor que o PCR seja realizado aos primeiros sinais de infecção. É de suma importância para o paciente, especialmente se for uma mulher grávida, que haja o diagnóstico diferencial da virose, pois outras infecções por vírus - cujos sintomas se assemelham - não afetam o bebê, como é o caso do Zika.

O problema é que após cinco ou mais dias do início dos sintomas, o corpo começa a produzir anticorpos que aderem ao vírus para combatê-lo e aí não é mais possível encontrar o seu material genético. Assim, fica muito difícil detectar e analisar o vírus no sangue. 

No entanto, em outros meios de cultura, como o sêmen, é possível detectar o vírus e analisá-lo geneticamente. Está comprovado que o Zika vírus pode permanecer ativo no sêmen humano por mais de 60 dias. Casais cujo parceiro tenha tido a virose, ou suspeita de virose, nos últimos meses, devem procurar um laboratório de genética para verificar se ele ainda tem o vírus em seu organismo.

A técnica de PCR, de per si, não é cara, mas o procedimento depende de equipamentos de alto custo, o que acaba por tornar o exame mais caro. No entanto, o mundo da genética progride a passos largos em termos de tecnologia cada vez mais rápida, precisa e simplificada. Há pouco mais de 10 anos, o custo de um mapeamento genético era de milhares de dólares, hoje está abaixo de um mil dólares. Ou seja, a macro e rápida tendência mundial é termos um barateamento dos custos genômicos com tecnologia, o que deverá afetar felizmente o preço dos testes genéticos, inclusive o PCR.

 

Preço Remédio

Preço de Remédio - Com a economia brasileira instável, as pessoas têm mudado seus hábitos de consumo e aderido às pesquisas de preços antes das compras para economizar. E, quando o assunto é pesquisar preço de remédio, a economia pode ser ainda maior. Cada dia mais, o consumidor está priorizando preço à marca na hora de adquirir medicamentos. E essa pesquisa pode alavancar grandes economias ao consumidor, visto que na comparativa de preço de remédio, a diferença do mesmo medicamento pode chegar a uma variação de mais de 1.200 %.

A pesquisa deve ser feita em farmácias distintas e na mesma farmácia, isso porque o mesmo princípio ativo pode ter preços variados em diferentes laboratórios. O dólar é um componente importante nessa diferença de preços de remédios, pois muitos laboratórios importam os princípios ativos, e assim, a moeda estrangeira passa a ter uma influência muito grande nos valores praticados.

Utilizar uma ferramenta para pesquisar preço de remédio, é a forma mais fácil e segura de obter em tempo real informações e resultados mais completos e abrangentes que vão além da coleta de preço, considerando outros fatores que vão ser essenciais para a sua tomada de decisão.

 

Preço Medicamento - PMC

Preço Medicamento - PMC

Quando entram no Brasil, os medicamentos passam pela aprovação de preço da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Com esse controle, evita-se a venda dos fármacos por preços abusivos e reajustes não autorizados pelos órgãos reguladores. Na hora de comprar medicamentos muitas dúvidas surgem e algumas delas podem estar relacionadas ao preço dos medicamentos. Reajuste, fiscalização e PMC são algumas das informações que podem fazer toda a diferença.

Determinadas normas foram criadas para ajudar o consumidor durante as pesquisas de preços de medicamentos. Uma delas é o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), utilizado para estipular qual deve ser o preço máximo que uma farmácia ou drogaria pode vender um produto. Cada medicamento possui um PMC, que pode ser consultado, caso necessário. As alterações de preços acontecem anualmente, de acordo com regras ditadas pelos órgãos sanitários competentes, como a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). No descumprimento destas normas, as empresas responsáveis são autuadas.

De acordo com a Procon, toda a farmácia ou drogaria precisa ter o guia de preços de medicamentos à disposição do cliente, que precisa também estar visível no balcão, para ajudar na pesquisa. Nele estão descritos todos os medicamentos registrados pela Anvisa, inclusive laboratórios e valores. Nenhum remédio deve ser vendido por um preço maior que o da lista. O consumidor deve verificar o valor dos preços e fazer um comparativo, para verificar se o preço está sendo pedido dentro do teto. Se o valor cobrado for acima do permitido o cliente deve procurar um dos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.

 

Febre amarela: sintomas, tratamentos e causas

O que é Febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida por mosquitos. A infecção pode ser categorizada de duas formas: febre amarela urbana, quando é transmitida pelo Aedes aegypti; ou febre amarela silvestre, quando transmitida pelo Haemagogus e Sabethe.

A doença é considerada aguda e hemorrágica e recebe este nome, pois causa amarelidão do corpo (icterícia) e hemorragia em diversos graus. O vírus é tropical e mais comum na América do Sul e na África. Apesar de ser considerado um vírus perigoso, a maioria das pessoas não apresentam sintoma e evoluem para a cura.

 A febre amarela pertence à classificação das arboviroses, , tendo várias diferenças entre a dengue e ao Zika vírus, apesar de pertecerem à família dos Flavivírus.

 

Causas

A febre amarela costuma ser transmitida por mosquitos, principalmente o Aedes aegypti (em áreas urbanas) e o Haemagogus (em áreas rurais). O mosquito é infectado ao picar uma pessoa ou animais com a doença e então desenvolve a doença e passa a transmiti-la para quem ele picar.

Existem dois ciclos da febre amarela:

Febre amarela silvestre: em que mosquitos destas regiões se infectam picando primatas com a doença e podem transmitir a um humano que visite este habitat

Febre amarela urbana: em que um humano infectado anteriormente pela febre amarela silvestre a transmite para mosquitos urbanos, como o Aedes aegypti, que a espalham.

É importante alertar que em ambos os casos a doença é a mesma, a diferenciação do ciclo de transmissão apenas ajuda nas estratégias para evitar a disseminação da febre amarela.

A pessoa permanece em estado de viremia, ou seja, capaz de transmitir o vírus para mosquitos, por até 7 dias após ter sido picada.

Normalmente o vírus causa sintomas em pessoas que nunca tiveram a doença ou que nunca tomaram a vacina contra febre amarela.

 

Fatores de risco

Pessoas que nunca entraram em contato com a febre amarela ou nunca se vacinaram contra ela correm o risco de contrair a doença ao viajarem para locais em que a doença é ativa, mesmo que não haja casos recentes reportados nestas regiões.

O risco é maior para as pessoas com mais de 60 anos de idade e qualquer pessoa com imunodeficiência grave devido a HIV/AIDS.

 

Sintomas de Febre amarela

Muitas pessoas que contraem a febre amarela não apresentam sintomas, e quando os apresentam, os mais comuns são: Febre, Dores musculares em todo o corpo, principalmente nas costas, Dor de cabeça, Perda de apetite, Náuseas e vômito, Olhos, face ou língua avermelhada, Fotofobia, Fadiga e fraqueza.

Os sintomas nesta fase aguda da doença costumam durar entre três e quatro dias e passam sozinhos.

No entanto, uma pequena porcentagem de pessoas pode desenvolver sintomas mais graves cerca de 24 horas após a recuperação dos sintomas mais simples. Nesta fase chamada de tóxica, o vírus pode atingir diversos órgãos e sistemas, mas principalmente o fígado e rins. Os sintomas dessa fase são: Retorno da febre alta, Icterícia, devido ao dano que o vírus causa no fígado, Urina escura, Dores abdominais e Sangramentos na boca, nariz, olhos ou estômago.

Em casos mais graves o paciente pode apresentar delírios, convulsões e até entrar em coma.

Dependendo do dano causado no organismo, esta fase da febre amarela pode levar a morte no intervalo entre sete e dez dias. Por isso, pessoas que são diagnosticadas com febre amarela devem estar atentas ao aparecimento dos sintomas iniciais e observar se os sintomas mais graves se manifestarem, para busca de ajuda médica.

Os sintomas da febre amarela podem ser confundidos com malária, leptospirose, hepatite viral e dengue hemorrágica. Já os sintomas de dengue comum também se assemelham, apesar de serem um pouco mais leves.

 

Buscando ajuda médica

Pessoas que manifestam sintomas de febre amarela, sejam simples ou mais graves, devem buscar ajuda médica imediata. Esta ajuda serve não apenas para tratamento e observação dos sintomas mais graves, mas também para a vigilância desta doença.

Além disso, se você não vive em uma região endêmica para febre amarela, mas pretende viajar para uma, é importante buscar um médico para tomar a vacina.

 

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma febre amarela são: Clínico geral e Infectologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações: Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram; histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade; se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.                   

Diagnóstico de Febre amarela

O diagnóstico da febre amarela é feito com base nos sintomas, histórico médico e de exposição a mosquitos possivelmente infectados.

Caso o médico suspeite de febre amarela, existe um exame de sangue que pode detectar a presença do vírus ou de anticorpos que indiquem sua infecção anterior.

 

Tratamento de Febre amarela

Não existe medicamento para combater o vírus da febre amarela. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sangüíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva.

Não existem tratamentos médicos específicos contra o vírus da febre amarela. Normalmente o tratamento visa a melhora dos sintomas e em casos mais graves é realizado o atendimento em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reposição do sangue perdido nas hemorragias, diálise para os rins afetados e controle geral das complicações.

Devido ao risco da doença se desenvolver de forma hemorrágica, é importante evitar o uso de aspirina.

 

Convivendo/ Prognóstico

Pessoas diagnosticadas com a forma mais simples da febre amarela devem manter cuidados básicos como: Repouso, Reposição de líquidos, principalmente recorrendo ao soro caseiro em casos de vômitos e uso correto dos medicamentos indicados. Além disso, é importante que estas pessoas não fiquem expostas à mosquitos, ou podem infectá-los com a doença.

 

Expectativas

A maioria das pessoas com febre amarela serão assintomáticas ou terão a versão mais leve da doença, se recuperando completamente em poucos dias. No entanto, em pessoas sintomáticas, a fadiga e fraqueza podem durar ainda por alguns meses.

Uma pequena porcentagem das pessoas com febre amarela terá a versão mais grave da doença, e entre 20 a 50% podem ter uma versão fatal.

Pessoas que tiveram febre amarela uma vez estão imunizadas contra a doença.

 

Prevenção

Vacinação contra febre amarela

A vacinação é considerada pela Organização Mundial da Saúde a forma mais importante de prevenir a febre amarela. Tanto que é a vacinação frequente que impede que a doença de espalhe mesmo em áreas endêmicas. É preciso que ao menos 80% da população seja imunizada contra um vírus para prevenir a doença nestas regiões.

Veja a seguir como deve ser a vacinação em áreas endêmicas:

De 6 meses a 9 meses de idade incompletos: a vacina está indicada somente em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem inadiável para área de risco de contrair a doença

De 9 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias de idade: é indicado uma dose aos 9 meses de idade e uma dose de reforço aos 4 anos de idade

A partir dos 5 anos de idade: se a pessoa já recebeu uma vacina, pode-se dar mais uma dose. Se ela nunca foi vacinada, é preciso dar uma dose inicial e outra de reforço 10 anos depois.

No caso de pessoas com mais de 60 anos que nunca foram vacinadas, o médico deve levar em conta os riscos da vacinação, que incluem o risco de eventos adversos nessa faixa etária ou decorrentes de comorbidades. Gestantes e lactantes são contraindicadas a tomar esta vacina, assim como pessoas imunossuprimidas.

No caso de viajantes, o recomendado aqui no Brasil é realizar a vacinação 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação, já que os anticorpos protetores aparecem entre sete e dez dias após o contato com o vírus. De acordo com as Regulações de Saúde Internacionais, os países têm o direito de requerer de viajantes o certificado da vacinação contra a febre amarela.

 

Fonte: www.minhavida.com.br

 

Diabetes: sintomas, tratamentos e causas

O que é Diabetes?

diabetes é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos, causando um aumento da glicose (açúcar) no sangue. O diabetes acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo, ou porque este hormônio não é capaz de agir de maneira adequada (resistência à insulina). A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está presente no sangue possa penetrar dentro das células, para ser utilizado como fonte de energia. Portanto, se houver falta desse hormônio, ou mesmo se ele não agir corretamente, haverá aumento de glicose no sangue e, consequentemente, o diabetes.

Tipos

Diabetes tipo 1

No diabetes tipo 1, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo com que nossos anticorpos ataquem as células que produzem a esse hormônio. O diabetes tipo 1 ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes com diabetes.

Pré-diabetes

pré-diabetes é um termo usado para indicar que o paciente tem potencial para desenvolver a doença, como se fosse um estado intermediário entre o saudável e o diabetes tipo 2 - pois no caso do tipo 1 não existe pré-diabetes, a pessoa nasce com uma predisposição genética ao problema e a impossibilidade de produzir insulina, podendo desenvolver o diabetes em qualquer idade.

Diabetes tipo 2

No diabetes tipo 2 existe uma combinação de dois fatores - a diminuição da secreção de insulina e um defeito na sua ação, conhecido como resistência à insulina. Geralmente, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com medicamentos orais ou injetáveis, contudo, com o passar do tempo, pode ocorrer o agravamento da doença. O diabetes tipo 2 ocorre em cerca de 90% dos pacientes com diabetes.

Diabetes Gestacional

É o aumento da resistência à ação da insulina na gestação, levando aos aumento nos níveis de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez na gestação, podendo - ou não - persistir após o parto. A causa exata do diabetes gestacional ainda não é conhecida, mas envolve mecanismos relacionados à resistência à insulina.

Outros tipos de diabetes

Esses tipos de diabetes são decorrentes de defeitos genéticos associados a outras doenças ou ao uso de medicamentos. Podem ser:

  • Diabetes por defeitos genéticos da função da célula beta

  • Por defeitos genéticos na ação da insulina

  • Diabetes por doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística etc.)

  • Diabetes por defeitos induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, betabloqueadores, contraceptivos etc.).

 

Perguntas frequentes

Meu exame de glicemia está acima dos 100 mg/dl. Estou com diabetes?

Não necessariamente. O exame de glicemia do jejum é o primeiro passo para investigar o diabetes e acompanhar a doença. Os valores normais da glicemia do jejum ficam entre 70 e 99 mg/dL (miligramas de glicose por decilitro de sangue). Estar um pouco acima desses valores indica apenas que o indivíduo está com uma glicemia no jejum alterada. Isso funciona como um alerta de que a secreção de insulina pode não estar normal, e o médico deve seguir com a investigação solicitando um exame chamado curva glicêmica, que define se o paciente possui intolerância à glicose, diabetes ou então apenas um resultado alterado.

Diabetes é contagioso?

O diabetes não passa de pessoa para pessoa. O que acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. Pode acontecer, por exemplo de a mãe ter diabetes e os filhos nascerem totalmente saudáveis. Já o diabetes tipo 2 tem uma função multifatorial: é consequência de maus hábitos, como sedentarismo e obesidade, que também podem ser adotados pela família inteira - explicando porque pessoas próximas tendem a ter a doença conjuntamente, mas também tem propensão genética.

Posso consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana?

Sabe-se que o Diabetes tipo 2 do adulto, que corresponde a 90% dos casos de Diabetes no mundo, tem causa multifatorial, ou seja, são muitos fatores que juntos desencadeiam a doença. A vida sedentária, a tendência genética e principalmente o ganho de peso são as principais causas.

O ganho de peso é decorrente do excesso de calorias ingeridas. Dessa forma, se a pessoa come açúcar a mais e acaba por isso ganhando peso, neste caso sim o açúcar é a causa do ganho de peso, que finalmente, pode levar ao Diabetes. Mas se a pessoa come pão em excesso, ou batata, ou arroz, e devido a estas calorias fica acima do peso, também igualmente tem risco de desenvolver Diabetes.

Resumindo: não é o fato de comer especificamente açúcar que causa Diabetes, mas sim o fato de comer em excesso qualquer alimento que acabe fazendo com que o peso da pessoa aumente. E, além do excesso de peso, é preciso juntar outros fatores, como sedentarismo e história familiar para daí sim, ter maior risco de desenvolver Diabetes.

Insulina causa dependência?

A aplicação de insulina não promove qualquer tipo de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia. Não se trata de dependência química e sim de necessidade vital. O paciente com diabetes precisa da insulina para sobreviver, mas não é um viciado na substância.

 

Sintomas de Diabetes

Os principais sintomas do diabetes são vontade frequente de urinar, fome e sede excessiva e emagrecimento. Esses sintomas acontecem em decorrência da produção insuficiente de insulina ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente sua ação, causando assim um aumento da glicose no sangue. Confira a seguir os sintomas característicos de cada tipo de diabetes.

Principais sintomas do diabetes tipo 2:

Pessoas com diabetes tipos 2 não apresentam sintomas iniciais e podem manter a doença assintomática por muitos anos. No entanto, devido a uma resistência à insulina causada pela condição de saúde é possível manifestar os seguintes sintomas:

  • Fome excessiva

  • sede excessiva

  • infecções frequentes. Alguns exemplos são bexiga, rins e pele

  • Feridas que demoram para cicatriza

  • Alteração visual (visão embaçada)

  • Formigamento nos pés e furúnculos.

Qualquer indivíduo pode manifestar diabetes tipo 2. No entanto ter idade acima de 45 anos, apresentar obesidade ou sobrepeso e ter histórico familiar de diabetes tipo dois podem aumentar o risco de ter a doença.

Sintomas do diabetes tipo 1

Pessoas com diabetes tipo 1 podem apresentar os seguintes sintomas:

  • Vontade frequente de urinar

  • Fome excessiva

  • Sede excessiva

  • Emagrecimento

  • Fraqueza

  • Fadiga

  • Nervosismo

  • Mudanças de humor

  • Náusea e vômito.

O diabetes tipo 1 pode ocorrer por uma herança genética em conjunto com infecções virais. A doença pode se manifestar em qualquer idade, mas é mais comum ser diagnosticada em crianças, adolescentes ou adultos jovens

Sintomas do diabetes gestacional

O diabetes gestacional, na maioria das vezes, não causa sintomas e o quadro é descoberto durante os exames periódicos. No entanto, devido ao aumento da glicemia durante a gravidez é possível manifestar os seguintes sintomas:

  • Sede excessiva

  • Fome excessiva

  • Vontade constante de urinar

  • Visão turva.

Qualquer mulher pode manifestar o diabetes gestacional. No entanto, ter histórico familiar de diabetes, excesso de peso antes da gravidez e ganho de peso durante a gestação podem favorecer o quadro.

Sintomas do Pré diabetes

O pré-diabetes é a situação clínica que precede o diagnóstico do diabetes tipo 2. Geralmente o pré-diabetes não é acompanhado de sintomas. Por isso é uma condição de saúde que muitas vezes não é diagnosticada.

No entanto, se o indivíduo apresentar ganho de peso, ter casos de diabetes na família, ingerir uma dieta rica em alimentos hipercalóricos e for sedentário, é importante procurar orientação médica para investigar como estão os níveis de glicose no sangue.

 

Diagnóstico de Diabetes

O diagnóstico de diabetes normalmente é feito usando três exames:

Glicemia de jejum

glicemia de jejum é um exame que mede o nível de açúcar no seu sangue naquele momento, servindo para monitorização do tratamento de diabetes. Os valores de referência ficam entre 70 a 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL). O que significam resultados anormais:

  • Resultados entre 100 mg/dL e 125 mg/dL são considerados anormais próximos ao limite e devem ser repetidos em uma outra ocasião

  • Valores acima de 140 mg/dL já são bastante suspeitos de diabetes, mas também devendo ser repetido em uma outra ocasião, mas sempre é necessária uma avaliação médica.

Hemoglobina glicada

Hemoglobina glicada (HbA1c) a fração da hemoglobina ( proteína dentro do glóbulo vermelho) que se liga a glicose. Durante o período de vida da hemácia - 90 dias em média - a hemoglobina vai incorporando glicose, em função da concentração deste açúcar no sangue. Se as taxas de glicose estiverem altas durante todo esse período ou sofrer aumentos ocasionais, haverá necessariamente um aumento nos níveis de hemoglobina glicada. Dessa forma, o exame de hemoglobina glicada consegue mostrar uma média das concentrações de hemoglobina em nosso sangue nos últimos 3 meses . Os valores da hemoglobina glicada irão indicar se você está ou não com hiperglicemia, iniciando uma investigação para o diabetes. Valores normais da hemoglobina glicada:

  • Para as pessoas sadias: entre 4,5% e 5,7%

  • Para pacientes já diagnosticados com diabetes: abaixo de 7%

  • Anormal próximo do limite: 5,7% e 6,4% e o paciente deverá investigar para pré-diabetes

  • Consistente para diabetes: maior ou igual a 6,5%.

Curva glicêmica

O exame de curva glicêmica simplificada mede a velocidade com que seu corpo absorve a glicose após a ingestão. O paciente ingere 75g de glicose e é feita a medida das quantidades da substância em seu sangue após duas horas da ingestão. No Brasil é usado para o diagnóstico o exame da curva glicêmica simplificada, que mede no tempo zero e após 120 minutos.Os valores de referência são:

  • Em jejum: abaixo de 100mg/dl

  • Após 2 horas: 140mg/dl.

Curva glicêmica maior que 200 mg/dl após duas horas da ingestão de 75g de glicose é suspeito para diabetes.

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda como critério de diagnóstico de diabetes mellitus as seguintes condições:

  • Hemoglobina glicada maior que 6,5% confirmada em outra ocasião (dois testes alterados)

  • Uma dosagem de hemoglobina glicada associada a glicemia de jejum maior que 200 mg/dl na presença de sintomas de diabetes

  • Sintomas de urina e sede intensas, perda de peso apesar de ingestão alimentar, com glicemia fora do jejum maior que 200mg/dl

  • Glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl em pelo menos duas amostras em dias diferentes

  • Glicemia maior que 200 mg/dl duas horas após ingestão de 75g de glicose.

 

Tratamento de Diabetes

O tratamento de diabetes tem como objetivo controlar a glicose presente no sangue do paciente evitando que apresenta picos ou quedas ao longo do dia. Veja a seguir o tipo de tratamento para cada tipo de diabetes:

Tratamento para diabetes tipo 1

O tratamento para o diabetes tipo 1 requer as seguintes medidas

Aplicação de insulina

Os pacientes com diabetes tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Para fazer essa medida é necessário ter em casa um glicosímetro, dispositivo capaz de medir a concentração exata de glicose no sangue.

A insulina deve ser aplicada diretamente no tecido subcutâneo (camada de células de gordura), logo abaixo da pele.

Os melhores locais para a aplicação de insulina são:

  • Abdome (barriga)

  • Coxa (frente e lateral externa)

  • Braço (parte posterior do terço superior)

  • Região da cintura

  • Glúteo (parte superior e lateral das nádegas).

Uso de medicamentos específicas

Além de prescrever injeções de insulina para baixar o açúcar no sangue, alguns médicos solicitam que o paciente inclua também medicamentos via oral em seu tratamento. Os medicamentos mais usados para tratar o diabetes tipo 1 são:

  • Glifage

  • Glifage Xr

  • Metformina.

Tratamento para Diabetes Gestacional

O tratamento para mulheres que apresentam diabetes gestacional visa diminuir os níveis de açúcar na corrente sanguínea da mãe, a fim de evitar que também prejudique o desenvolvimento do bebê. Veja a seguir como é o tratamento para o diabetes gestacional.

Monitorização cuidadosa do seu bebê

Mulheres que apresentem uma condição de diabetes gestacional precisam observar como está o crescimento do bebê e desenvolvimento do bebê, com ultrassons e outros exames.

Uso de medicamentos específicos

Caso uma dieta acompanhada exercícios não seja suficiente, a gestante pode precisar de injeções de insulina para baixar o açúcar no sangue. Alguns médicos prescrevem também medicamentos via oral para controlar o açúcar no sangue.

Tratamento para o diabetes tipo 2

Pessoas que apresentam diabetes tipo 2 contam com práticas específicas no tratamento da condição de saúde. Confira a seguir:

Tratamento das comorbidades do Diabetes tipo 2

No geral, o diabetes tipo 2 vem acompanhados de outros problemas, como obesidade e sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão.

Dessa forma, é importante consultar seu médico e cuidar também dessas outras doenças e problemas que podem aparecer junto com o diabetes tipo 2.

Dessa forma, a pessoa com diabetes garante a sua saúde e consegue controlar todas as doenças com mais segurança.

Medicamentos para tratar diabetes tipo 2

Entre os medicamentos que podem ser usados para controlar o diabetes tipo 2 estão:

  • Inibidores da alfaglicosidase: são medicamentos que impedem a digestão e absorção de carboidratos no intestino.

  • Sulfonilureias: Estimulam a produção pancreática de insulina pelas células beta do pâncreas, tem alto potencial de redução de A1C (até 2% em média), mas podem causar hipoglicemia.

  • Glinidas: nateglinida e repaglinida, via oral. Agem também estimulando a produção de insulina pelo pâncreas.

Tratamento para o Pré-diabetes

Na maior parte dos casos o tratamento do pré-diabetes vai se iniciar com as orientações para modificação de hábitos de vida: dieta com redução de calorias, gorduras saturadas e carboidratos, principalmente os simples, além do estímulo à atividade física.

Em alguns casos, o médico responsável poderá optar, junto com o paciente, por iniciar tratamento com medicação para prevenir a evolução para o diabetes.

Nos pacientes com pré-diabetes, se estão em sobrepeso ou obesidade, a perda de cerca de 5% a 7% do peso corporal já leva a uma melhora metabólica importante.

Corte o cigarro

Diabetes e cigarro multiplicam em até cinco vezes o risco de infarto. As substâncias presentes no cigarro ajudam a criar acúmulos de gordura nas artérias, bloqueando a circulação. Consequentemente, o fluxo sanguíneo fica mais e mais lento, até o momento em que a artéria entope. Além disso, fumar também contribui para a hipertensão no paciente com diabetes.

Cuide da saúde bucal

A higiene bucal após cada refeição para o paciente com diabetes é fundamental. Isso porque o sangue dos portadores de diabetes, com alta concentração de glicose, é mais propício ao desenvolvimento de bactérias. Por ser uma via de entrada de alimentos, a boca acaba também recebe diversos corpos estranhos que, somados ao acúmulo de restos de comida, favorecem a proliferação de bactérias. Realizar uma boa escovação e ir ao dentista uma vez a cada seis meses é essencial

 

Medicamentos para Diabetes

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e nunca se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

 

Complicações possíveis

Retinopatia diabética

Lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e, como consequência, a perda da acuidade visual.

Arteriosclerose

Endurecimento e espessamento da parede das artérias

Nefropatia diabética

Alterações nos vasos sanguíneos dos rins que fazem com que ocorra uma perda de proteína pela urina. O órgão pode reduzir a sua função lentamente, mas de forma progressiva até a sua paralisação total.

Neuropatia diabética

Os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas, como formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos, dores locais e desequilíbrio, enfraquecimento muscular, traumatismo dos pelos, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e impotência.

Pé diabético

Ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés de quem tem diabetes desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado.

Infarto do miocárdio e AVC

Ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, a atividade física e os medicamentos que possam combater a pressão alta, o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência desse problema é de duas a quatro vezes maior em pessoas com diabetes.

Infecções

O excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate a vírus, bactérias etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica.

Hipertensão

Ela é uma consequência da obesidade - no caso do diabetes tipo 2 - e da alta concentração de glicose no sangue, que prejudica a circulação, além da arteriosclerose que também contribui para o aumento da pressão.

 

Convivendo/ Prognóstico

Pacientes com diabetes devem ser orientados a:

  • Realizar exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões - vale à pena usar um espelho para visualizar as plantas dos pés todos os dias

  • Manter uma alimentação saudável

  • Utilizar os medicamentos prescritos

  • Praticar atividades físicas

  • Manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas.

 

Prevenção

Pacientes com história familiar de diabetes devem ser orientados a:

  • Manter o peso normal

  • Não fumar

  • Controlar a pressão arterial

  • Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas

  • Praticar atividade física regular.

 

Fonte: http://www.minhavida.com.br

 

 

Avós que cuidam dos netos vivem até 10 anos mais, diz estudo

Um novo estudo feito na Alemanha, mostrou que avós que cuidam de crianças tem mais longevidade, e podem chegar a viver 10 anos a mais, do que aqueles que não participam tanto da rotina das crianças.

 

Os pesquisadores analisaram a vida de 500 pessoas, entre 70 e 103 anos de idade, que foram acompanhadas pelo Estudo de Envelhecimento de Berlin por durante 19 anos. Eles observaram qual qual era a diferença na taxa de mortalidade entre os avós que ajudavam a cuidar dos netos, participando da educação deles, e dos avós que não tinham netos ou não conviviam com eles.

 

No entanto, a pesquisa não avós que têm a custódia das crianças e são os principais responsáveis por elas, já que a ideia era focar na figura dos avós como suporte dos pais das crianças.

 

Os resultados do estudo mostraram que conviver com netos e cuidar deles reduzia em 37% o risco de mortalidade. Metade do grupo dos avós presentes viveu por dez anos depois do início da pesquisa. Contudo, no grupo oposto, cerca de 50% deles só chegou a sobreviver mais 5 anos.

 

Os cientistas fizeram uma segunda análise com os idosos que não tinham netos, dividindo eles entre aqueles que ajudavam os filhos, seja com suporte emocional ou seja nas tarefas de casa, e aqueles que não tinham esse hábito (ou não tinham filhos).

 

Novamente, notaram uma média de sobrevida 5 anos maior do que entre os idosos que não mantinham esse laço. Contudo, os pesquisador não acreditam que idosos que não tem filhos ou netos, estão destinados a morrer mais cedo.

 

Durante a terceira etapa do estudo, eles investigaram exclusivamente esse grupo de idosos, percebendo que muitos deles se propunham a ajudar e apoiar amigos e vizinhos, criando um outro tipo de comunidade. Nesse caso, a sobrevida média foi de sete anos, em contraste com 4 anos entre os idosos que não mantinham essa relação colaborativa com os filhos.

 

Os pesquisadores consideram que conviver com a família ajuda os idosos fisicamente e psicologicamente. Além disso, acreditam que o estudo sustenta uma teoria evolutiva chamada Hipótese da Vovó, que tenta explicar porque os seres humanos vivem tanto tempo depois da sua fase fértil acabar.

 

Na natureza isso não é comum pois, evolutivamente falando, nossa função é a reprodução e a manutenção da espécie. Portando, os avós que ajudam a cuidar dos filhos mudam esse paradigma: uma mãe menos ocupada com um bebê pode voltar a se reproduzir mais rápido e gerando uma prole ainda maior.

 

Fonte: http://www.minhavida.com.br

 

De obesidade a AVC, os problemas de saúde relacionados a noites mal dormidas

O corpo humano emprega há milhares de anos um conjunto fixo de programações fisiológicas necessárias para o seu bom funcionamento. Uma das programações básicas é o adormecer quando a noite cai e o acordar quando o sol se levanta, período em que o indivíduo é restaurado para um novo dia.

 

Noites mal dormidas, contudo, causam um choque nessa programação natural e podem provocar uma série de problemas de saúde, que vão da depressão ao aumento de risco de acidente vascular cerebral (AVC).

 

"O sono é uma função fundamental para a nossa fisiologia - seria o equivalente ao alimento para o nosso cérebro", explica Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Incor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, que estuda a correlação entre distúrbios do sono e doenças cardiovasculares.

 

"É o momento de descanso para o sistema vascular, da faxina dos neurônios. O sono é a restauração da atividade neural adequada, importante para fixação da memória. Sabemos que dormir é fundamental. Mas estamos nos esquecendo disso", alerta.

 

Dados do último Estudo Epidemiológico do Sono da Cidade de São Paulo mostram que um terço da população da capital paulista sofre de insônia. Um novo estudo - Episono -, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com o Instituto do Sono, será conduzido em 2018 para atualizar os dados.

 

De acordo com Gabriel Natan Pires, biomédico e coordenador do Projeto Episono, o padrão do sono vem se modificando ao longo das últimas décadas - e para pior.

 

"Dados americanos mostram que, ao cabo de seis décadas, o tempo médio de sono foi reduzido em duas horas por noite. Mas privação do sono pode gerar sérios problemas, incluindo deficit de atenção, ansiedade, impulsividade e agressividade", explica.

 

Os vilões que atrapalham o sono

 

Dormir menos que o necessário, assim como dormir em horários irregulares ou trocar o dia pela noite, pode desencadear uma série de doenças. A recomendação mais recente da National Sleep Foundation (NSF), dos Estados Unidos, divulgada em 2015, é de sete a nove horas de sono para pessoas de 18 a 64 anos.

 

De acordo com Lorenzi Filho, noites mal dormidas e irregulares não apenas geram mais cansaço e sonolência no dia seguinte. "Quem dorme menos de cinco horas, em média, tem mais problemas de hipertensão, maior risco de infarto do miocárdio e de acidente vascular cerebral (AVC)", diz a fundação.

 

A falta de uma rotina, com hora de dormir e de acordar todos os dias, inclusive aos finais de semana, é um dos principais vilões. A ingestão de alimentos pesados poucas horas antes de dormir, assim como a de bebidas estimulantes, como o café, podem dificultar o adormecer e impactar a qualidade do sono durante a noite.

 

"A alimentação tanto proteica quanto cheia de carboidratos não é desejável porque demanda um processo digestivo longo e penoso. O recomendado é que qualquer um dos grupos seja consumido pelo menos duas horas antes de dormir. Idealmente, quatro horas antes, se possível", diz Daniel de Souza e Silva, pesquisador em neurofisiologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

 

"Em alguns casos, é recomendado não ingerir café depois das 14h."

 

Hábitos como manter televisores no quarto, checar o celular antes de dormir e até mesmo manter o ar-condicionado em temperaturas muito baixas podem prejudicar a qualidade do sono, diz Souza e Silva.

 

"É preciso convencer a população de que a cama foi feita para dormir. Existe uma associação entre esses hábitos e a dificuldade de adormecer", afirma.

 

Distúrbios do sono

 

A qualidade do sono também pode ser afetada por diferentes distúrbios. Entre as principais patologias, está a apneia obstrutiva do sono. Sua manifestação mais marcante é o ronco.

 

Esse distúrbio gera pequenas paradas respiratórias durante a noite, que provocam situações de "microacordar" e resultam em um sono fragmentado. De acordo com Pires, podem ocorrer até 30 pequenas paradas respiratórias por hora em pessoas que sofrem do problema.

 

Levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Sono, feita com base em um estudo da Unifesp e do Instituto do Sono de 2010, projetou que 32,8% da população brasileira sofria com a síndrome em 2013. O distúrbio piora com a obesidade, a idade avançada e o sedentarismo.

 

"A apneia obstrutiva do sono tem influência sobre os sistemas cardiovascular, neurológico e imunológico e acaba repercutindo não só na qualidade de vida, mas na longevidade do indivíduo", afirma Souza e Silva.

 

"Os indivíduos com essa patologia têm repercussões cardiológicas muito sérias, além de perda de performance no dia seguinte, como dificuldade de concentração, alteração de memória, cansaço e dor de cabeça."

 

Outro distúrbio importante é a insônia. Pessoas que tentam, mas não conseguem dormir, podem desenvolver quadros depressivos, problemas de memória e fadiga crônica.

 

De acordo com Pires, do Projeto Episono, há três padrões de insônia: aquele em que o indivíduo tem dificuldade em iniciar o sono; aquele em que há problemas em manter o sono, quando a pessoa acorda no meio da noite e tem dificuldade para voltar a dormir; e a insônia do despertar precoce - quando a pessoa acorda muito cedo e não consegue pegar no sono novamente.

 

Porém, dificuldades pontuais para dormir não são classificadas como insônia, explica o biomédico. "Para que haja diagnóstico clínico desse distúrbio, ele precisa ocorrer pelo menos três vezes por semana, ao menos por três meses seguidos. Dificuldades para dormir por uma noite não configuram um quadro clínico de insônia", afirma.

 

Tratamento e soluções

 

Distúrbios do sono têm cura, afirmam especialistas. No caso da insônia, Souza e Silva alerta para a importância de diagnosticar se ela é causada por questões neurológicas ou por fatores externos. Medicações, como os antidepressivos, podem alterar a arquitetura do sono e resultar em noites mal dormidas.

 

"A dificuldade para dormir está relacionada a diversos fatores - dificilmente a pessoa tem uma insônia primária, que seja a doença em si. Às vezes a pessoa dorme mal por fatores externos, como um problema respiratório", explica.

 

No caso dos que sofrem de apneia, os médicos recomendam evitar bebidas alcoólicas e sedativos, que relaxam a musculatura. Em alguns casos, é necessário utilizar próteses orais e, nos pacientes com um quadro mais grave, adotar uma máscara ligada a um compressor de ar - a CPAP, do inglês Continuous Positive Airway Pressure -, que previne a obstrução da garganta durante o sono.

 

Para os que não sofrem de distúrbios, é importante levar em consideração as horas recomendadas para cada faixa etária e buscar garantir uma noite tranquila de sono. Isso inclui evitar estímulos externos, como dispositivos eletrônicos antes da hora de dormir e seguir a rotina de acordar e se levantar no mesmo horário.

 

Souza e Filho lembra que, apesar de a rotina humana hoje ser pautada pela tecnologia, o corpo humano continua tendo uma estrutura fisiológica que segue processos estabelecidos há milhares de anos.

 

"Desde que surgiu a eletricidade, nossa programação natural foi sendo amplamente subvertida. Progressivamente, vem havendo uma redução expressiva nas horas de sono regular, o que desequilibra um sistema que estava em estabilidade havia muito tempo."

 

Para ele, cuidar do sono é uma questão de saúde pública. "Em qualquer cidade grande você vê as pessoas dormindo no transporte público. É um indicador de forte privação do sono em grande parte da população," afirma. "Cuidar dos distúrbios do sono e de comportamentos que alteram sua qualidade é reduzir gastos mais tarde com diversos cuidados de saúde."

 

Fonte: https://g1.globo.com

 

Falta de ingestão de água e má higiene podem provocar a infecção urinária

A infecção urinária é uma das principais causas de atendimentos nos postos de saúde. Algumas mudanças de hábitos podem evitar a infecção.

 

infecção urinária é uma das principais causas de atendimentos nos postos de saúde. Os sintomas variam bastante: dor, ardência, urgência de ir ao banheiro, cheiro forte no xixi, eliminação de pouco xixi e até febre. 

 

As mulheres são as que mais sofrem com o problema. Nelas, a uretra (canal que conduz a urina) é mais curta do que nos homens. Isso facilita a contaminação. A doença pode surgir em lugares diferentes – na bexiga é a infecção urinária baixa e nos rins é a infecção urinária alta. Quando está só na bexiga, a infecção é chamada de cistite. Se o processo não é resolvido, pode subir pelos ureteres, que é a ligação entre bexiga e rim, e a partir daí se espalhar para o corpo todo.

 

De acordo com os especialistas, na infecção urinária baixa a pessoa pode apresentar um desconforto para urinar (ardência), aumentar o número de micções, geralmente associado a uma pequena quantidade de urina e pode apresentar uma dor no abdômen inferior. A infecção alta é um caso mais grave. A pessoa pode ter febre, náuseas e vômitos. Também pode reduzir o apetite, queda no estado geral e dor na lombar.

 

Por que a infecção aparece? A infecção urinária pode ser causada pela falta de ingestão de água ou pela má higiene. Dependendo da idade, uma série de outros fatores podem ser levantados como causa.

 

Algumas mudanças de hábitos podem evitar a infecção: urinar após as relações sexuais, trocar fraldas e absorventes quando estão úmidos, evitar roupas úmidas e, o mais importante, tomar bastante água (pelo menos dois litros por dia).

 

Fonte: https://g1.globo.com

 

 

 


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