j06h9 outras imunoglobulinas antivirais


RESULTADOS: 3

  •     FARMACLASS DELIVERY
  •      SYNAGIS
  •      Apresentação: 50 MG PO LIOF INJ CT FA VD INC + AMP DIL X 1 ML
  •      Princípio Ativo: PALIVIZUMABE...
  •      Fabricante: ABBVIE FARMACÊUTICA LTDA.
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  8054083006703
     
    PMC: 
  •      R$ 4450.00
     
  •     FARMACLASS DELIVERY
  •      SYNAGIS
  •      Apresentação: 100 MG PO LIOF INJ CT FA VD INC + AMP DIL X 1 ML
  •      Princípio Ativo: PALIVIZUMABE...
  •      Fabricante: ABBVIE FARMACÊUTICA LTDA.
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  8054083003849
     
    PMC: 
  •      R$ 8000.00
     
  •     FARMA DELIVERY
  •      SYNAGIS
  •      Apresentação: 100 MG PO LIOF INJ CT FA VD INC + AMP DIL X 1 ML
  •      Princípio Ativo: PALIVIZUMABE...
  •      Fabricante: ABBVIE FARMACÊUTICA LTDA.
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  8054083003849
     
    PMC: 
  •      R$ 8262.00
     



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


PALIVIZUMABE


Para que serve o Palivizumabe

Palivizumabe (substância ativa) é destinado à prevenção de doença grave do trato respiratório inferior causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em pacientes pediátricos com alto risco para doença por VSR. A segurança e a eficácia foram estabelecidas em crianças prematuras (com menos de 35 semanas de idade gestacional), em crianças portadoras de displasia broncopulmonar sintomática e em portadores de cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa menores de 2 anos de idade.

Contraindicação do Palivizumabe

Palivizumabe (substância ativa) não deve ser utilizado em crianças com histórico de reação anterior grave ao palivizumabe ou a outros componentes da fórmula ou a outros anticorpos monoclonais humanizados.

Este medicamento é contraindicado para uso por adultos.

Como usar o Palivizumabe

Palivizumabe (substância ativa) deve ser administrado na posologia de 15mg/kg, uma vez por mês durante períodos de risco de VSR previstos na comunidade, exclusivamente por via intramuscular (I.M.), de preferência na face ântero-lateral da coxa. O músculo glúteo não deve ser utilizado rotineiramente como local de administração devido ao risco de dano ao nervo ciático.

A administração deve seguir técnica asséptica. A dose mensal deve ser igual a: peso do paciente (kg) x 15mg/kg ÷ 100mg/mL de palivizumabe. Os volumes superiores a 1mL devem ser administrados em doses divididas.

A eficácia de doses inferiores a 15mg/kg de Palivizumabe (substância ativa) ou de doses administradas em intervalo inferior a um mês não foi estabelecida.

Palivizumabe (substância ativa) reconstituído deve ser administrado exclusivamente por via intramuscular (I.M.).

A maioria das experiências clínicas foi adquirida com a administração de 5 injeções durante o período de sazonalidade de VSR pois os benefícios em termos de proteção com doses acima de 5 doses não foi estabelecido.

Palivizumabe (substância ativa) não deve ser misturado a outros medicamentos ou diluentes. Utilizar somente a ampola de diluente que acompanha o produto ou água para injetáveis.

Para prevenir transmissão de doenças infecciosas, devem ser utilizadas seringas e agulhas descartáveis. Não reutilizar seringas e agulhas.

Preparação para administração

Palivizumabe (substância ativa), quando reconstituído seguindo as instruções descritas abaixo, possui um excesso para permitir a retirada adequada de palivizumabe.

Palivizumabe (substância ativa) 50mg:

  1. Para reconstituir remover o lacre do frasco-ampola e limpar a tampa de borracha com álcool a 70% ou equivalente.
  2. Adicionar lentamente, 0,6mL de água para injetáveis ao frasco-ampola. Atenção: A ampola de água para injetáveis que acompanha o produto contém 1,0mL. Adicionar somente a quantidade indicada. Homogeneizar a solução lentamente, para evitar formação de espuma, com movimentos rotatórios por 30 segundos. Não agitar o frasco-ampola.
  3. Deixar o palivizumabe reconstituído em repouso, em temperatura ambiente, por no mínimo 20 minutos, até que a solução fique límpida. A solução reconstituída deve ser límpida a levemente opalescente.
  4. O palivizumabe reconstituído não contém conservantes e deve ser administrado até 6 horas após a reconstituição.
  5. Frasco-ampola de uso único. Desprezar as porções não utilizadas.

Palivizumabe (substância ativa) 100mg:

  1. Para reconstituir remover o lacre do frasco-ampola e limpar a tampa de borracha com álcool a 70% ou equivalente.
  2. Adicionar lentamente 1,0mL de água para injetáveis ao frasco-ampola.  Homogeneizar a solução lentamente para evitar formação de espuma, com movimentos rotatórios por 30 segundos. Não agitar o frasco-ampola.
  3. Deixar o palivizumabe reconstituído em repouso, em temperatura ambiente, por no mínimo 20 minutos, até que a solução fique límpida. A solução reconstituída deve ser límpida a levemente opalescente.
  4. O palivizumabe reconstituído não contém conservantes e deve ser administrado até 6 horas após a reconstituição.
  5. Frasco-ampola de uso único. Desprezar as porções não utilizadas. Quando reconstituída conforme recomendado, a solução contém 100mg/mL de palivizumabe.

Posologia

A posologia recomendada de Palivizumabe (substância ativa) é 15mg/kg de peso corporal, administrados uma vez por mês durante períodos de risco de VSR previstos na comunidade.

A primeira dose deve ser administrada antes do início do período de sazonalidade de VSR e as doses subsequentes devem ser administradas mensalmente durante este período.

No hemisfério sul, o período de sazonalidade de VSR normalmente começa em maio e dura até setembro, mas a atividade do VSR pode começar antes ou persistir mais tempo em uma comunidade. Para evitar o risco de reinfecção, recomenda-se que crianças em tratamento com Palivizumabe (substância ativa) que apresentaram infecção por VSR continuem a receber doses mensais do palivizumabe durante toda a estação de VSR.

Reações Adversas do Palivizumabe

As reações adversas relatadas nos estudos pediátricos de profilaxia foram similares nos grupos placebo e Palivizumabe (substância ativa). A maioria das reações adversas foi passageira e com gravidade branda a moderada.

Os eventos adversos no mínimo possivelmente relacionados ao Palivizumabe (substância ativa) estão dispostos por sistema de frequência:

  • Muito comum: ≥ 1/10;
  • Comum ≥ 1/100 a < 1/10;
  • Incomum: ≥1/1000 a < 1/100;
  • Raro: ≥ 1/10000 a < 1/1000) em estudos conduzidos com pacientes prematuros com ou sem displasia broncopulmonar e em pacientes pediátricos com doença cardíaca congênita.

Em estudo realizado com prematuros e crianças com displasia broncopulmonar (Estudo Impact-RSV), não foram observadas diferenças importantes nas reações adversas por sistemas fisiológicos ou nos subgrupos de crianças categorizadas conforme gênero, idade, idade gestacional, país, raça/etnia ou na concentração sérica quartil de Palivizumabe (substância ativa). Não foi observada diferença significante no perfil de segurança entre crianças que não apresentam infecção ativa por VSR e aquelas hospitalizadas pela infecção. A descontinuação permanente de Palivizumabe (substância ativa) devido às reações adversas foi rara (0,2%). Os óbitos foram equilibrados entre os grupos placebo e tratados com Palivizumabe (substância ativa) e não foram relacionados ao tratamento.

No estudo conduzido com crianças portadores de cardiopatia congênita (Estudo CHD) não foram observadas diferenças importantes nas reações adversas por sistemas fisiológicos ou quando foram avaliadas nos subgrupos de crianças por categoria congênita (cianótica vs. acianótica). A incidência de eventos adversos graves foi significativamente inferior no grupo Palivizumabe (substância ativa) quando comparada ao grupo controle. Nenhum evento adverso grave foi relatado no grupo Palivizumabe (substância ativa). As incidências de cirurgias cardíacas, classificadas como planejadas, ocorridas antes do planejado ou urgentes, foram equilibradas entre os grupos. Os óbitos associados a infecções por VSR ocorreram em 2 pacientes no grupo Palivizumabe (substância ativa) e 4 pacientes no grupo placebo e não foram relacionados ao tratamento.

Seguem abaixo as reações adversas relatadas nos estudos

Reação muito comum (≥ 1/10):

Rashpirexia.

Reação comum (≥ 1/100 e < 1/10):

Reação no local da injeção.

Estudo de dose prolongada

Nenhum evento adverso reportado foi considerado relacionado ao Palivizumabe (substância ativa) e nenhum óbito foi relatado neste estudo.

Imunogenicidade

No estudo Impact-RSV, a incidência de anticorpos antiPalivizumabe (substância ativa) seguida da quarta administração foi 1.1% no grupo placebo e 0.7% no grupo Palivizumabe (substância ativa). Nos pacientes pediátricos que receberam Palivizumabe (substância ativa) em segundo período de sazonalidade, um dos 56 pacientes relatou reatividade transitória, de baixo nível. Esta reatividade não foi associada com eventos adversos ou alterações nas concentrações séricas de Palivizumabe (substância ativa). A imunogenicidade não foi avaliada no estudo CHD.

Os anticorpos contra Palivizumabe (substância ativa) também foram avaliados em quatro estudos adicionais em 4337 pacientes tratados com Palivizumabe (substância ativa) (crianças nascidas com 35 semanas de gestação ou menor, ou pacientes com idade igual ou inferior a 24 meses com displasia broncopulmonar ou portadoras de cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa foram incluídas nestes estudos) e em 0% a 1.5% dos pacientes em diferentes tempos dos estudos. Não foram observadas associações entre a presença de anticorpos e eventos adversos. Portanto, a resposta anticorpo antidroga não parece ser de relevância clínica.

No estudo de dose prolongada, níveis baixos e transitórios de anticorpos antiPalivizumabe (substância ativa) foram observados em uma criança após a segunda dose de Palivizumabe (substância ativa) que caíram a níveis indetectáveis na quinta e sétima dose.

Experiência pós-comercialização

As reações adversas a seguir foram relatadas na terapia com Palivizumabe (substância ativa). Uma vez que estas reações foram relatadas voluntariamente por uma população de tamanho indefinido, estimar sua frequência ou estabelecer uma relação com a exposição ao Palivizumabe (substância ativa) nem sempre é possível.

Sangue e distúrbios no sistema linfático:

Trombocitopenia.

Distúrbios no sistema imunológico:

Anafilaxia, choque anafilático (em alguns casos, foram relatadas fatalidades).

Distúrbios no sistema nervoso:

Convulsão.

Distúrbios na pele e tecidos subcutâneos:

Urticária.

Em um grupo de quase 20.000 crianças, o horário do tratamento com Palivizumabe (substância ativa) e os seus eventos adversos foram controlados por um registro de complacência por paciente, o programa REACH. Deste grupo, 1250 crianças registradas receberam 06 injeções, 183 crianças receberam 07 injeções e 27 crianças receberam 08 ou 09 injeções. Os eventos adversos observados em pacientes após a sexta ou maior dose deste registro, bem como os eventos observados pela farmacovigilância póscomercialização, foram semelhantes em caráter e frequência àqueles após 5 doses iniciais.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Palivizumabe

Não foram conduzidos estudos formais de interação medicamentosa por potencial de significância clínica, entretanto, não foram descritas interações até o momento. Como o anticorpo monoclonal é específico para VSR, não se espera que o Palivizumabe (substância ativa) interfira com a resposta imunológica às vacinas, incluindo vacinas de vírus vivos.

Interações medicamento-exames laboratoriais:

O Palivizumabe (substância ativa) pode interferir com alguns testes de diagnóstico de VSR, como detecção de antígenos e cultura celular. Portanto, os resultados de testes de diagnósticos, quando obtidos, devem ser utilizados em conjunto com achados clínicos para guiar decisões médicas.

Precauções do Palivizumabe

Reações alérgicas, incluindo muito raramente a anafilaxia(reação alérgica grave) e o choque anafilático (reação alérgica extrema), foram relatadas após a administração de Palivizumabe (substância ativa). Fatalidades foram relatadas em alguns casos.

Medicamentos para o tratamento de reações graves de hipersensibilidade (alergia), incluindo anafilaxia e choque anafilático, devem estar disponíveis para uso imediato, acompanhando a administração de Palivizumabe (substância ativa).

Se uma reação grave de hipersensibilidade ocorrer, a terapia com Palivizumabe (substância ativa) deve ser descontinuada. Assim como outros agentes administrados nesta população, se uma reação de hipersensibilidade moderada ocorrer, deve-se ter cautela na readministração de Palivizumabe (substância ativa).

Como com qualquer injeção intramuscular, o Palivizumabe (substância ativa) deve ser administrado com cuidado a pacientes com trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas no sangue) ou qualquer distúrbio de coagulação.

A tampa de borracha do frasco-ampola não possui borracha natural (látex) em sua composição.

Infecção aguda ou doença febril moderadas a graves podem ser motivos para atraso no uso do Palivizumabe (substância ativa), a menos que, na opinião do médico, a suspensão do uso do Palivizumabe (substância ativa) implique risco maior. Uma doença febril leve, como infecção respiratória leve do trato superior, normalmente não é motivo para adiar a administração do Palivizumabe (substância ativa).

Cuidados e advertências para populações especiais

Idosos:

Palivizumabe (substância ativa) não é indicado para uso em idosos.

Gravidez e lactação:

O Palivizumabe (substância ativa) não é indicado para uso adulto e não foram conduzidos estudos de reprodução animal. Também não se sabe se o Palivizumabe (substância ativa) pode causar dano ao feto quando administrado a mulheres grávidas ou se pode comprometer a capacidade reprodutiva.

Categoria de risco C:

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Carcinogênese, mutagênese e fertilidade:

Não foram realizados estudos de carcinogênese, mutagênese e toxicidade reprodutiva.

Ação do Palivizumabe

Resultado de Eficácia

Um estudo duplo-cego, randomizado, placebo-controlado, realizado em 139 centros nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido avaliou 1.502 crianças prematuras e portadores de displasia broncopulmonar, com risco para doença respiratória por VSR (1.002 no grupo palivizumabe; 500 no grupo placebo). A dose do palivizumabe no grupo que recebeu a profilaxia foi de 15 mg/kg, uma vez ao mês, durante a sazonalidade do VSR. A redução geral das taxas de hospitalização relacionada ao VSR foi de 55% (p < 0,001). Nos displásicos, esta redução foi de 38% e nos prematuros, 78%. Houve ainda uma redução de 42% nos dias de internação hospitalar, de 40% nos dias com suplementação de oxigênio e de 38% das crianças com score de gravidade >3.

Um outro estudo duplo-cego, randomizado, placebo-controlado, realizado em 76 centros nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Polônia avaliou 1.287 crianças portadoras de cardiopatia congênita com menos de 24 meses de idade. Nestes pacientes, a profilaxia reduziu o risco de hospitalização em decorrência de infecção por VSR em 45%, o número de dias de internação em 56% e o número de dias com uso de oxigênio suplementar em 73%.

Segurança:

Um estudo de Coorte retrospectivo pós-marketing, observacional, não-intervencional foi conduzido em pacientes com doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica significativa (DCCRH) em 32 centros de 10 países europeus (Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Noruega, Polônia, Eslovênia, Espanha e Reino Unido).

Crianças com DCCRH menores de 24 meses de idade no momento da primeira dose de Palivizumabe (substância ativa) (n=1009) foram comparadas com um grupo de Coorte de crianças selecionadas também com diagnóstico de DCCRH, mas que não receberam Palivizumabe (substância ativa) durante os primeiros 24 meses de vida (n=1009) para analisar a ocorrência de eventos adversos primários (EAP) em um período observacional de 8 (oito) meses. As crianças foram agrupadas por idade, tipo de doença cardíaca e cirurgia cardíaca corretiva prévia. EAP foram definidos como eventos adversos sérios de infecção, arritmias e morte.

EAP por infecção durante esses 8 meses de revisão foram relatados em menor número em crianças que receberam profilaxia (27,8% [281/ 1009]) se comparado com as crianças sem profilaxia (32,6% [329/ 1009]) com resultado estatisticamente significante (p=0.023). A incidência de arritmias por EAPs foi de 4,1% (41/ 1009) no grupo que recebeu profilaxia vs 3,9% (39/ 1009) no grupo que não recebeu profilaxia (p> 0.100). A incidência de morte por EAP foi numericamente menor nos pacientes que receberam profilaxia (0,9% [9/ 1009) comparado com as crianças que não receberam profilaxia (1% [10/ 1009]).

Os resultados desse estudo não indicaram aumento no risco de infecções graves, arritmias graves ou mortes em crianças com DCCRH associado com o uso de Palivizumabe (substância ativa) comparado com o grupo que não recebeu a medicação.

Características farcacológicas

Descrição:

O palivizumabe é um anticorpo monoclonal IgG1 humanizado, direcionado para um epítopo no sítio antigênico A da proteína de fusão do vírus sincicial respiratório (VSR). Este anticorpo monoclonal humanizado é composto de 95% de sequências de aminoácidos humanos e 5% de murinos. O palivizumabe é composto por duas cadeias pesadas e duas leves e apresenta um peso molecular de aproximadamente 148.000 Daltons.

Farmacologia clínica

Mecanismo de ação:

O palivizumabe apresenta atividade neutralizante e inibitória de fusão contra o VSR. Em experimentos laboratoriais, essas atividades inibem a replicação do VSR. Embora possam ser isoladas cepas resistentes de VSR em estudos laboratoriais, todos os isolados de VSR de um estudo clínico analisado foram neutralizados pelo palivizumabe. Concentrações séricas de aproximadamente 30 mcg/mL de palivizumabe reduziram, em média, 99% da replicação pulmonar do VSR em modelo de rato. Avaliou-se a atividade neutralizante in vivo do palivizumabe em um estudo randomizado e placebo-controlado realizado em 35 pacientes pediátricos com entubação traqueal devido à infecção por VSR. Nestes pacientes, o palivizumabe reduziu significativamente a quantidade de VSR no trato respiratório inferior, quando comparado com pacientes do grupo controle.

Farmacocinética 

Nos estudos em voluntários adultos, o palivizumabe apresentou perfil farmacocinético semelhante ao de um anticorpo IgG1 humano em relação ao volume de distribuição (média de 57 mL/kg) e à meia-vida (média de 18 dias). Nos estudos em crianças, a meia-vida média do palivizumabe foi de 20 dias e doses intramusculares mensais de 15 mg/kg alcançaram concentrações séricas de vale médias de 30 dias de aproximadamente 40 mcg/mL após a primeira administração, aproximadamente 60 mcg/mL após a segunda e cerca de 70 mcg/mL após a terceira e quarta administrações.

Em pacientes pediátricos que receberam palivizumabe num período de sazonalidade, a concentração sérica média após a primeira e quarta injeção foram aproximadamente 60 e 90 mcg/mL, respectivamente.

Pacientes pediátricos com idade menor ou igual a 24 meses com cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa receberam palivizumabe e foram submetidos a cirurgia aberta de bypass cardiopulmonar. A concentração sérica média de palivizumabe foi de aproximadamente 100 mcg/mL antes do bypass e diminuiu para aproximadamente 40 mcg/mL após o bypass.

Um estudo clínico aberto de fase II prospectivo, avaliou a farmacocinética, segurança e imunogenicidade após a administração de 7 doses de palivizumabe indicando que os níveis médios adequados de palivizumabe foram alcançados em todas as 18 crianças do estudo.

Dados microbiológicos

Atividade antiviral:

A atividade antiviral do palivizumabe foi avaliada em ensaio de microneutralização no qual concentrações de anticorpo VSR foram incubadas, de forma crescente, anteriormente à adição de células humanas epiteliais HEp-2. Após 4 a 5 dias de incubação, o antígeno VSR foi quantificado em ensaio de imunoadsorção ligado à enzima (ELISA). A concentração de neutralização (50% da concentração efetiva [EC50]) é expressa como a concentração de anticorpo necessária para reduzir a detecção de antígeno VSR em 50% quando comparada com células infectadas por vírus não tratadas. O palivizumabe apresentou, respectivamente, valores médios de EC50 de 0,65 mcg/mL (média [desvio padrão] = 0,75 [0,53] mcg/mL; n=69, intervalo de 0,07 – 2,89 mcg/mL) e 0,28 mcg/mL (média [desvio padrão] = 0,35 [0,23] mcg/mL; n=35, intervalo de 0,03 – 0,88 mcg/mL) contra isolados clínicos VSR A e VSR B. A maioria de isolados clínicos de VSR testados (n=96) foi coletada de indivíduos nos Estados Unidos e o restante no Japão (n=1), Austrália (n=5) e Israel (n=2). Estes isolados apresentam o polimorfismo sequencial VSR F mais comumente encontrado em isolados clínicos em todo o mundo.

Resistência:

O palivizumabe liga-se a uma região altamente conservada no domínio extracelular da proteína VSR F, referida como sítio antigênico II ou sítio antigênico A, a qual compreende os aminoácidos 262 a 275. Todos os mutantes de VSR que apresentam resistência ao palivizumabe demonstraram conter mudanças nos aminoácidos desta região da proteína F. Nenhuma variação sequencial polimórfica ou não polimórfica fora do sítio antigênico A na proteína VSR F tem demonstrado conferir resistência do VSR à neutralização por palivizumabe. Ao menos uma das substituições ligadas a resistência, N262D, K272E/Q ou S275F/L, foi identificada em 8 dos 126 de isolados clínicos de VSR de pacientes nos quais houve falha na imunoprofilaxia, resultado em frequência de 6,3% de mutação associada à resistência. Uma revisão de achados clínicos não revelou uma associação entre mudanças na sequência do sítio antigênico A e gravidade da doença em crianças tratadas com palivizumabe que desenvolveram doença do trato respiratório inferior causada por VSR. A análise de 254 isolados clínicos de VSR coletados de indivíduos que nunca haviam recebido imunoprofilaxia revelou 2 substituições associadas a resistência ao palivizumabe (1 com N262D e 1 em S275F), resultando na frequência de 0,79% de mutação associada à resistência.



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