c10a3 resinas trocadoras de ions


RESULTADOS: 2

  •     AGILLE MEDICAMENTOS
  •      QUESTRAN LIGHT
  •      Apresentação: 854,4 MG/G PO OR CT 50 ENV AL POLIET X 4,68 G
  •      Princípio Ativo: COLESTIRAMINA...
  •      Fabricante: BRISTOL-MYERS SQUIBB FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896016807534
     
    PMC: 380.45
  •      R$ 361.41
     
  •     FARMA DELIVERY
  •      QUESTRAN LIGHT
  •      Apresentação: 854,4 MG/G PO OR CT 50 ENV AL POLIET X 4,68 G
  •      Princípio Ativo: COLESTIRAMINA...
  •      Fabricante: BRISTOL-MYERS SQUIBB FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896016807534
     
    PMC: 380.45
  •      R$ 393.68
     



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


COLESTIRAMINA


Para que serve o Colestiramina

Redução dos níveis séricos de colesterol e prevenção da doença arterial coronariana (DAC)

A colestiramina (substância ativa) é indicada como terapia complementar à dieta para redução dos níveis séricos elevados de colesterol em pacientes com hipercolesterolemia do tipo IIa de Frederickson ou primária1(teor elevado de lipoproteínas de baixa densidade).

A colestiramina (substância ativa) pode ser útil para reduzir o colesterol elevado que ocorre em pacientes com hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia combinadas, desde que a hipertrigliceridemia2,3 não seja o distúrbio mais importante.

Relata-se que a terapia a longo prazo com colestiramina (substância ativa) pode provocar um leve aumento (10%) do nível de colesterol-HDL, que pode ser associado com a diminuição da progressão da aterosclerose4.

Redução do quadro pruriginoso5 associado à obstrução biliar parcial

Demonstra-se que o efeito da colestiramina (substância ativa) sobre os níveis séricos de colesterol destes pacientes é variável. Portadores de cirrose biliar primária podem apresentar níveis elevados de colesterol como parte da doença.

Como coadjuvante da terapia de reidratação no quadro diarreico6 devido à má absorção de ácidos biliares, associada aos seguintes grupos etiológicos:

  • Diarreia resultante de doença e/ou ausência de íleo7,8;
  • Diarreia resultante de distúrbios funcionais (orgânicos ou cirúrgicos) ou de doenças infecciosas9,10.

Para desintoxicação de pacientes expostos ao clordecone11 ou em casos de superdose de femprrocumona12

A colestiramina (substância ativa) liga-se a estas substâncias no intestino, interrompendo sua circulação êntero-hepática e diminuindo, consequentemente, seus níveis séricos.

1CID E78 Distúrbios do metabolismo de lipoproteínas e outras lipidemias.
2CID E78.0 Hipercolesterolemia pura.
3CID E78.2 Hiperlipidemia mista.
4CID I25.1. Doença aterosclerótica do coração.
5CID L 29 Prurido (associado a obstrução da vesícula biliar K82.0).
6ICD K52.9 Gastroenterite e colite não-infecciosas, não especificadas.
7CID K50 Doença de Crohn (enterite regional).
8CID K51 Colite ulcerativa.
9CID K59 Outras doenças dos intestinos.
10ICD K59.1 Diarreia funcional.
11CID T60.0 Efeito tóxico de inseticidas organofosforados e carbamatos.
12CID T45.5 Anticoagulantes.

Contraindicação do Colestiramina

Colestiramina (substância ativa) é contraindicado parapacientes que apresentam histórico de hipersensibilidade prévia a qualquer um dos seus componentes e para pacientes com obstrução biliar completa, cuja bile não é secretada no intestino.

Como usar o Colestiramina

Colestiramina (substância ativa) não deve ser tomada na sua forma de pó e sim misturando sempre com água ou outros líquidos antes da ingestão.

Após preparo, a suspensão deve ser mantida em repouso por 1 a 2 minutos para hidratação adequada, em seguida mexer até obter uma suspensão homogênea e ingerir.

Após a ingestão, adicionar mais água ao copo e ingerir, para assegurar a administração completa da dose.

Um vez que colestiramina (substância ativa) pode ligar-se a outros medicamentos administrados concomitantemente, os pacientes devem ingerir outros medicamentos em um intervalo tão longo quanto possível ou pelo menos 1 hora antes ou de 4 a 6 horas após a administração de colestiramina (substância ativa) para que se evite o impedimento da absorção destes medicamentos.

Posologia para adultos

Para reduzir os níveis de colesterol e a incidência de eventos cardíacos:

Comece com 1 envelope (equivalente a 4 g de resina colestiramina (substância ativa) anidra) em 60 a 90 mL de líquido pela manhã e à noite. Após uma ou duas semanas, aumente a dose para 8 g de resina colestiramina (substância ativa) em 120 a 180 mL de líquido pela manhã e à noite.

Se necessário, aumente a medicação até o máximo de 24 g de resina colestiramina (substância ativa) para a máxima redução do colesterol.

Sugere-se que a administração de colestiramina (substância ativa) seja feita às refeições, mas este esquema pode ser modificado para evitar a interferência na absorção de outras medicações.

Embora o esquema posológico proposto seja de duas vezes por dia, colestiramina pode ser administrado em 1 a 6 doses ao dia.

Se houver necessidade de aumentar a dose, o aumento deverá ser realizado gradativamente e com monitoração periódica dos níveis de lipídios/lipoproteínas.

Doses acima de 24 g diárias de resina colestiramina (substância ativa) podem interferir com a absorção normal de gordura.

Terapia concominante:

O efeito redutor do colesterol proporcionado pela colestiramina (substância ativa) sobre o colesterol-total ou o LDL-colesterol aumenta quando o produto é associado a um inibidor do HMG-CoA redutase (por exemplo, pravastatinasinvastatinalovastatina).

Constata-se também maior redução do LDL-colesterol com a combinação de ácido nicotínico e colestiramina (substância ativa).

Há igualmente evidência de que a adição de colestiramina (substância ativa) à terapia com o genfibrozila pode reforçar a tentativa de diminuir ainda mais o LDL-colesterol em pacientes com níveis de LDL-colesterol e triglicérides elevados e baixo de HDL-colesterol.

Para o alívio do purido devido à obtrução biliar parcial, proceda como segue:

Use de 4 a 8 g de resina colestiramina (substância ativa) diariamente.

Para o alívio da diarreia induzida por má absorção dos ácidos biliares, proceda como a seguir:

A dose inicial de colestiramina (substância ativa) deve ser de 4 g de colestiramina (substância ativa) três vezes por dia, com ajuste posterior da dose, se necessário.

Para o tratamento da intoxicação por clordecone proceda como a seguir:

Utilize 16 g de colestiramina (substância ativa) por dia, em doses divididas, com ajuste posterior da quantidade, se necessário.

Para o tratamento de superdose de femprocumona, proceda como a seguir:

Utilize 4 g de colestiramina (substância ativa) três vezes por dia, com ajuste posterior da quantidade, se necessário.

Posologia para crianças

Para minimizar potenciais efeitos colaterais de natureza gastrintestinal, é desejável iniciar toda a terapia em crianças com uma dose diária de colestiramina (substância ativa).

A dose será, então, gradativamente aumentada a cada cinco a sete dias, até o nível desejado para um controle eficaz.

Para reduzir os níveis de colesterol, proceda como a seguir:

Dose: 0,06 g/Kg duas a quatro vezes por dia.

A dose poderá ser aumentada até o máximo de 0,36 g/Kg/dia.

Para o alívio do purido:

Dose: 0,06 g/Kg uma ou duas vezes ao dia.

Para o alívio da diarreia induzida por má absorção de ácidos biliares:

A dose inicial de colestiramina (substância ativa) deve ser moderada; 2 a 8 g/dia de colestiramina (substância ativa) divididos em três doses estará, provavelmente, dentro de uma faixa de iniciação aceitável nestes pacientes, com as menores doses indicadas para recém-nascidos.

A dose deverá então, ser ajustada às necessidades e à resposta do paciente.

Nota: em todos os pacientes que apresentem diarreia induzida por má absorção de ácidos biliares, deve ser observada uma resposta dentro de 3 dias. caso contrário, deve-se iniciar uma terapia alternativa.

Para a desintoxicação de crianças expostas ao clodercone, proceda como a seguir:

Não se estabeleceram diretrizes precisas de doses; entretanto, recomenda-se 0,06 g/Kg quatro vezes por dia, com ajuste posterior, se necessário.

Para o tratamento de superdose de femprocumona, proceda como a seguir:

Utilizar a dose recomendada de 0,06 g/Kg três vezes por dia, com ajuste posterior, se necessário.

A colestiramina (substância ativa) não deve ser usado em pacientes com diarreia sanguinolenta ou exudativa.

Para segurança e eficácia desta apresentação, a colestiramina (substância ativa) não deve ser administrado por vias não recomendadas.

A administração deve ser somente pela via oral.

Reações Adversas do Colestiramina

A reação adversa mais comum é a constipação.

Os fatores predisponentes para a maioria das queixas quando da utilização de colestiramina (substância ativa) como agente redutor de colesterol são doses elevadas e idade avançada (paciente acima de 60 anos).

A constipação normalmente é leve, transitória e pode ser controlada com terapia convencional.

Alguns pacientes requerem diminuição temporária da dose ou interrupção da terapia.

Eventos adversos menos frequentes:

Desconforto abdominal, flatulência, náuseas, vômitos, diarreia, pirose, anorexiadispepsia e esteatorreia, tendências a sangramento por hipoprotrombinemia (deficiência da vitamina K), assim como deficiências da vitamina A (relata-se cegueira noturna raramente) e vitamina D, acidose hiperclorêmica em crianças, osteoporose, erupções e irritação da pele, da língua e região perianal. Após comercialização do produto houve relatos (raros) de casos de obstrução intestinal, inclusive duas mortes em pacientes pediátricos.

Observa-se, ocasionalmente, material calcificado nos dutos biliares, inclusive calcificação da vesícula biliar, em pacientes que receberam a resina colestiramina (substância ativa), o que, no entanto, pode ser manifestação de doença hepática, sem vínculo com o uso de colestiramina (substância ativa).

Um paciente apresentou cólica biliar em cada uma das três ocasiões em que tomou colestiramina (substância ativa). Em um paciente, com diagnóstico de quadro abdominal agudo, detectou-se uma “massa pastosa” no cólon transverso quando observado através de raios-x.

Houve outros eventos (não necessariamente relacionados com o medicamento) ocorridos em pacientes que tomavam colestiramina (substância ativa) a saber:

Gastrintestinais:

Sangramento retal, melena, sangramento hemorroidal, sangramento de úlcera duodenal conhecida, disfagia, soluços, úlcera aguda, sabor ácido, pancreatite, dor retal, diverticulite, eructação.

Alterações de testes laboratoriais:

Anormalidades da função hepática.

Hematológicos:

Tempo de protrombina diminuído ou aumentado, equimoses e anemia.

Hipersensibilidade:

Urticária, asma, sibilos e dispneia.

Musculoesqueléticos:

Dores nas costas, mialgias, artralgias e artrite.

Neurológicos:

Cefaleiaansiedade, vertigem, tontura, fadiga, zumbidos, síncope, sonolência, nevralgia femoral, parestesia.

Ocular:

Uveíte.

Renal:

Hematúria, disúria, urina com odor de queimado, diurese.

Outros:

Alterações de peso (ganho ou perda), aumento da libido, adenopatia, edema, sangramento gengival, cáries dentárias, anemia.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Colestiramina

A colestiramina (substância ativa) pode retardar ou reduzir a absorção de medicação oral concomitante, como fenilbutazonavarfarina, clorotiazida (ácida), tetraciclinapenicilina Gfenobarbital, medicamentos para as doenças da tireoide, preparações de tiroxina e digitálicos.

A descontinuidade de colestiramina (substância ativa) poderá ser prejudicial à saúde se um medicamento com potencial tóxico, como um digitálico, por exemplo, tiver sido titulado para níveis de manutenção enquanto o paciente estava em tratamento com colestiramina.

A colestiramina (substância ativa) pode interferir na farmacocinética de medicamentos que sofrem a recirculação êntero-hepática, como estrógenos, por exemplo.

Precauções do Colestiramina

Antes de se iniciar o tratamento com colestiramina (substância ativa), devem-se investigar e tratar especificamente doenças que levem ao aumento dos níveis séricos de colesterol, como hipotireoidismodiabetesmellitus, síndrome nefrótica, desproteinemias e doença hepática obstrutiva.

Adicionalmente, antes do início da terapia com colestiramina (substância ativa), deve-se tentar controlar o colesterol sérico mediante dieta apropriada, redução de peso e tratamento de eventuais distúrbios subjacentes que possam ser a causa da hipercolesterolemia.

Os níveis séricos de colesterol deverão ser determinados frequentemente durante os meses iniciais da terapia e, em seguida, periodicamente.

A redução docolesterol deverá ocorrer durante o primeiro mês de tratamento com colestiramina (substância ativa). Continuar a terapia para manter a redução do colesterol.

Os níveis séricos de triglicérides deverão ser medidos periodicamente para se detectar a ocorrência ou não de alterações significativas.

Por sequestrar ácidos biliares, a resina colestiramina (substância ativa) pode interferir com a absorção normal de gorduras quando dada em altas doses (24 g diariamente).

Em tais doses, a colestiramina (substância ativa) pode impedir a absorção de vitaminas lipossolúveis, como as vitaminas A, D e K. Sendo assim, quando da administração de colestiramina (substância ativa) em altas doses e por longos períodos de tempo, deverá ser considerada a suplementação diária de vitaminas A, D e K.

O uso crônico da resina colestiramina (substância ativa) pode estar associado à maior tendência ao sangramento devido à hipoprotrombinemia associada à deficiência de vitamina K.

Normalmente, este quadro responde de imediato à administração parenteral desta vitamina; recorrências podem ser prevenidas pela administração oral da vitamina K

Relata-se redução do folato sérico ou do folato dos eritrócitos, portanto a suplementação de ácido fólico deve ser considerada nestes casos.

Uma vez que a resina colestiramina (substância ativa) pode ligar-se a outros medicamentos administrados concomitantemente, o intervalo entre a administração da resina colestiramina (substância ativa) e de outras medicações deve ser o quanto maior for possível.

Os pacientes devem ingerir outras medicações pelo menos 1 hora antes ou de 4 a 6 horas após a administração de colestiramina (substância ativa) para que se evite o impedimento da absorção destes medicamentos.

Existe a possibilidade de que o uso prolongado da resina colestiramina (substância ativa) em altas doses possa produzir acidose hiperclorêmica, por se tratar de uma resina de troca aniônica na forma de cloreto, o que tende a ocorrer principalmente em pacientes mais jovens e menores, onde a dose relativa pode ser maior.

A resina colestiramina pode produzir ou agravar a constipação preexistente ou condições relacionadas, como hemorróidas. Em pacientes constipados, a dose de resina colestiramina (substância ativa) deverá ser diminuída, pois poderá produzir impactação.

Em pacientes com sintomas clínicos de doença arterial coronariana (DAC), onde o endurecimento das fezes deverá ser evitado, a dose de colestiramina (substância ativa) deverá ser titulada para prevenir a constipação.

Testes laboratoriais

Os níveis séricos de colesterol devem ser determinados frequentemente durante os meses iniciais de terapia e, em seguida, periodicamente.

Os níveis séricos de triglicérides devem ser medidos periodicamente para se detectar a ocorrência, ou não, de alterações significativas.

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade

Em estudos realizados em ratos nos quais a resina colestiramina (substância ativa) foi utilizada como uma ferramenta para investigar o papel de vários fatores intestinais, como gorduras, sais biliares e flora microbiana, no desenvolvimento de tumores intestinais induzidos por agentes cancerígenos potentes, observou-se que a incidência de tumores foi maior em ratos tratatos com a resina colestiramina (substância ativa) do que no grupo controle.

A relevância desta observação laboratorial de estudos em ratos para o uso clínico do colestiramina não é conhecida. No estudo LRC-CPPT (Lipid Research Clinics Coronary Primary Prevention Trial) referido no item "Ação do colestiramina (substância ativa)" a incidência total de neoplasias fatais e não fatais foi similar nos dois grupos de tratamento.

Quando as diferentes categorias de tumores são avaliadas, diversos tipos de tumores do sistema digestivo foram um pouco mais prevalentes no grupo colestiramina (substância ativa) comparado ao grupo controle.

 Um pequeno número e as múltiplas categorias impedem que conclusões sejam feitas. Entretanto, tendo em vista o fato de que a resina colestiramina (substância ativa) se limita ao trato gastrointestinal e não é absorvida, e frente aos resultados do estudos de carcinogenicidade em ratos, um acompanhamento pós estudo de 6 anos da população de pacientes do estudo LRC-CPPT que foi completado (um total de 13,4 anos de estudos clínicos e acompanhamento pós estudo) e nenhuma diferença significativa foi revelada na incidência de mortalidade causa-específica ou morbidade por câncer, quando comparado pacientes tratados com colestiramina (substância ativa) e placebo.

Gravidez

Por não ser absorvido sistemicamente, não se espera que colestiramina (substância ativa) possa causar algum dano fetal quando administrado durante a gravidez nas doses recomendadas.

Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas e a conhecida interferência na absorção de vitaminas lipossolúveis pode ser deletéria, mesmo em presença de suplementação.

Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso na lactação

Deve-se administrar colestiramina (substância ativa) com cautela a mulheres que estejam amamentando, a possibilidade de ocorrer carência de vitaminas na mãe pode ter efeito sobre o lactente.

Para alívio dos sintomas da diarreia aguda, proceda como a seguir:

Na diarreia aguda do lactente, a terapia essencial é a rápida reidratação, adotando-se a clássica solução para a reidratação oral da Organização Mundial de Saúde (SRO-OMS).

Uso pediátrico

A experiência em crianças e recém-nascidos é limitada.

Os efeitos da administração prolongada, assim como a manutenção de níveis diminuídos de colesterol em pacientes pediátricos, ainda não são conhecidos.

Não indicado na diarreia aguda ou persistente da criança.

Pacientes fenilcetonúricos

Atenção: contém fenilalanina.

Colestiramina (substância ativa) contém aspartamo que proporciona o equivalente a 16,8 mg de fenilalanina por envelope.

Ação do Colestiramina

Resultados de eficácia

Em um grande estudo, multicêntrico, placebo-controlado, LRC-CPPT (Lipid Research Clinics Coronary Primary Prevention Trial), que analisou 3.806 homens com idades entre 35 e 59 anos apresentando níveis séricos de colesterol de 265 mg/100 mL ou mais, a combinação de colestiramina (substância ativa) e uma dieta pobre em colesterol diminuiu a taxa de eventos cardíacos fatais em 24% e a de eventos cardíacos não-fatais em 19%, em relação à dieta isolada, durante o período de observação, de 7 a 10 anos.

Além disso, os pacientes que receberam colestiramina (substância ativa) não demonstraram efeitos colaterais debilitantes; as únicas queixas foram constipaçãoazia, náusea e inchaço.

Em estudos randomizados e controlados a arteriografia em pacientes hiperlipidêmicos com doença da artéria coronária, tratados com colestiramina (substância ativa) e dietoterapia, mostraram regressão das lesões ateroscleróticas.

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas

O colesterol é um dos principais, se não o único precursor dos ácidos biliares. Durante a digestão normal, os ácidos biliares são secretados pela bílis do fígado e da vesícula biliar para o intestino delgado.

Os ácidos biliares emulsionam a gordura e os materiais lipídicos presentes em alimentos, facilitando assim a absorção.

A maior parte dos ácidos biliares secretados são reabsorvidos no íleo e devolvidos através da veia portal para o fígado, completando assim o ciclo entero-hepático.

Apenas quantidades muito pequenas de ácidos biliares são encontrados no soro normal.

A colestiramina (substância ativa) é uma resina que adsorve e combina-se aos ácidos biliares do intestino para formar um complexo insolúvel que é excretado nas fezes. Isso resulta em uma contínua, embora parcial, remoção de ácidos biliares a partir da circulação entero-hepática, impedindo a sua reabsorção.

O aumento da perda fecal de ácidos biliares leva a um aumento da oxidação do colesterol em ácidos biliares e à diminuição dos níveis séricos de colesterol e de lipoproteína de baixa densidade-colesterol.

Colestiramina (substância ativa) é hidrofílica, mas não é solúvel em água, nem é hidrolisada pelas enzimas digestivas.

A colestiramina (substância ativa) não é absorvida pelo trato intestinal. Como a colestiramina (substância ativa) é uma resina de troca aniônica poderá ter uma forte afinidade por outros ânions além dos ácidos biliares.

Em pacientes com obstrução biliar parcial, a redução dos níveis séricos de ácidos biliares por colestiramina (substância ativa) reduz o excesso de ácidos biliares depositado na pele resultando na diminuição do prurido.

Propriedades Farmacocinéticas

A resina colestiramina (substância ativa) em não é absorvida do trato intestinal.



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