a03g0 modeladores sensomotores gastrointestinais


RESULTADOS: 1

  •     DROGARIA PRIMUS
  •      ZELMAC
  •      Apresentação: 6 MG COM CT BL AL /AL X 30
  •      Princípio Ativo: TEGASERODE...
  •      Fabricante: NOVARTIS BIOCIENCIAS S.A
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896261005242
     
    PMC: 185.64
  •      R$ 155.15
     



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


TEGASERODE


Para que serve o Tegaserode

Síndrome do Intestino Irritável

Tegaserode (substância ativa) é indicado para mulheres com diagnóstico de Síndrome do Intestino Irritável, com até 55 anos de idade, sem doenças cardiovasculares conhecidas ou fatores de risco para elas.

Contraindicação do Tegaserode

Hipersensibilidade ao Tegaserode (substância ativa) ou a qualquer um dos excipientes.

Insuficiência hepática grave ou moderada.

Insuficiência renal grave.

Tegaserode (substância ativa) não deve ser utilizado em pacientes com doença cardiovascular isquêmica, e pacientes com risco aumentado de eventos cardiovasculares isquêmicos, indicados pela presença de fatores de risco.

Como usar o Tegaserode

População alvo

A dose recomendada de Tegaserode (substância ativa) é um comprimido de 6 mg duas vezes ao dia. Tegaserode (substância ativa) deve ser tomado por via oral, antes de uma refeição, por até 12 semanas. A dose máxima diária é de 12 mg.

Pacientes idosos

O uso em pacientes idosos não é recomendado e deve restringir-se a mulheres com menos de 55 anos de idade.

Crianças

A segurança e a eficácia em pacientes pediátricos não foram estabelecidas. Por este motivo, a sua utilização nesta população de pacientes não é recomendada.

Pacientes com insuficiência hepática

Não é necessário um ajuste posológico em pacientes com insuficiência hepática leve. Entretanto, recomenda-se precaução durante o uso de Tegaserode (substância ativa) nessa população de pacientes.

Apesar da insuficiência hepática leve a moderada não alterar significativamente a farmacocinética de Tegaserode (substância ativa), uma piora da função hepática (cujos indicadores são albumina sérica diminuída, e ácidos dihidroxi e trihidroxi biliares aumentados) pode resultar em exposição elevada ao Tegaserode (substância ativa).

O Tegaserode (substância ativa) não foi estudado adequadamente em pacientes com insuficiência hepática moderada ou grave e, portanto não deve ser utilizado nesses pacientes.Pacientes com insuficiência renal

Não é necessário ajuste de doses em pacientes com insuficiência renal leve a moderada. Tegaserode (substância ativa) não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência renal grave.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Reações Adversas do Tegaserode

Síndrome do Intestino Irritável

Em estudos controlados por placebo, que envolveram 2.198 pacientes tratados com Tegaserode (substância ativa) durante um período de até 12 semanas a frequência de efeitos adversos nos pacientes que tomavam Tegaserode (substância ativa) foi semelhante à observada nos que tomavam o placebo, com exceção da diarreia.

A diarreia foi relatada como um efeito adverso por 11,7% dos pacientes em tratamento com o Tegaserode (substância ativa) nos ensaios clínicos, enquanto o valor correspondente para o placebo foi de 5,4%. Mesmo na subpopulação com mais de 3 evacuações/dia ou fezes moles/líquidas até 25% do tempo no início, a frequência na qual a diarreia foi reportada como um efeito adverso durante o tratamento foi apenas ligeiramente superior.

Na maioria dos casos ocorreu logo após o início do tratamento (média de 9 dias), foi transitória (duração média de 2 dias), mais frequentemente observada como um episódio único durante o período de tratamento de 12 semanas, e resolveu-se com a continuação da terapêutica. A taxa de descontinuação dos estudos devido à diarreia foi baixa (1,6% nos pacientes tratados com Tegaserode (substância ativa) e 0,5% no grupo do placebo).

Em estudos clínicos, um número pequeno de pacientes (0,04%) apresentou diarreia clinicamente significativa com hospitalização, hipovolemia, hipotensão e necessidade de infusão intravenosa de fluidos. A diarreia pode ser a resposta farmacológica ao Tegaserode (substância ativa).

A frequência da maioria dos outros efeitos adversos que ocorreram nos ensaios clínicos foi semelhante nos pacientes tratados com Tegaserode (substância ativa) e com placebo. Incluíram queixas gastrintestinais (ex. dor abdominal, náusea, flatulência), cefaleias, tonturas, dor lombar e doença semelhante à gripe.

Resumo da tabela das reações adversas de estudos clínicos

As reações adversas de estudos clínicos (veja Tabela 1), estão listadas de acordo com o sistema de classificação sistema-órgão do MedDRA. Em cada sistema de classe de órgão, as reações adversas a medicamentos estão listadas por frequência, com as reações mais frequentes primeiro. Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas estão listadas em ordem decrescente de gravidade. Além disso, a categoria de frequência correspondente, que utiliza a convenção a seguir (CIOMS III), também está disponível para cada reação adversa a medicamento: muito comum (≥ 1/10), comum (≥ 1/100, < 1/10), incomum (≥ 1/1,000, < 1/100), rara (≥ 1/10,000, < 1/1,000), muito rara (< 1/10,000), incluindo relatos isolados.

Tabela 1 – Reações adversas em estudos clínicos:

Classe de sistema de órgãos Categoria de frequência Reações adversas

Distúrbios vasculares

Muito raros

Hipotensão.

Distúrbios gastrointestinais

Comuns

Distensão abdominal, diarreia, dor abdominal, náusea, flatulência.

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum

Dor de cabeça.

Comum

Tontura.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conectivo

Comum

Dor nas costas.

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Comum

Doenças semelhantes à gripe.

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Muito raro

Hipovolemia.

Reações adversas de relatos espontâneos e casos da literatura (frequência desconhecida)

As reações adversas a medicamentos a seguir foram identificadas baseadas em relatos espontâneos e estão organizadas de acordo com o sistema órgão e classe. Uma vez que essas reações foram reportadas voluntariamente por uma população de tamanho desconhecido, não é sempre possível estimar a frequência de modo confiável.

Tabela 2 – Reações adversas de relatos espontâneos e literatura (frequência desconhecida):

Classe de sistema de órgãos Reações adversas

Distúrbios vasculares

Colite isquêmica.

Distúrbios do sistema imunológico

Hipersensitividade tipo I, rash, urticária, prurido.

Distúrbios hepatobiliares

Hepatite, testes de função hepática anormais.

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Hipocalemia.

Descrição de reações adversas selecionadas

Eventos cardiovasculares

Nos ensaios clínicos de Síndrome do Intestino Irritável, Tegaserode (substância ativa) não foi associado a alterações nos intervalos do ECG.

Em uma revisão externa dos estudos clínicos, treze casos (13/11.614; 0,11%) de eventos cardiovasculares isquêmicos, como infarto do miocárdio, angina instável ou acidente vascular cerebral foram observados em pacientes em tratamento com Tegaserode (substância ativa). Um evento foi observado em um paciente do grupo placebo (1/7.031; 0,01%). Uma segunda revisão externa confirmou um desequilíbrio numérico. Eventos no grupo de Tegaserode (substância ativa) foram principalmente observados em pacientes com doença cardiovascular isquêmica ou fatores de risco cardiovasculares pré-existentes. Não foi estabelecida a relação causal entre o uso de Tegaserode (substância ativa) e esses eventos.

Foram relatados eventos isquêmicos cardiovasculares. A maioria destes eventos foi observada em pacientes com fator de risco cardiovascular subjacente (quando esta informação estava disponível). Embora relatos de alguns dos eventos cardiovasculares mostrem que estes ocorreram em torno do início do tratamento com Tegaserode (substância ativa), nenhum paciente específico ou evento característico pôde ser identificado.

Não foi estabelecida relação causal entre os casos relatados de eventos isquêmicos, hepatite, níveis anormais de transaminases e bilirrubina e Tegaserode (substância ativa).

A análise conjunta de um estudo epidemiológico não demonstrou desequilíbrio quanto aos eventos cardiovasculares isquêmicos entre pacientes que iniciaram Tegaserode (substância ativa) (n = 52,229) e um grupo comparador (n = 52,229).

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Tegaserode

Não foram identificadas interações medicamentosas clinicamente relevantes em estudos específicos de interações fármaco-fármaco ou após a utilização concomitante durante o programa do desenvolvimento clínico do Tegaserode (substância ativa).

Com base nos dados disponíveis atualmente, quando Tegaserode (substância ativa) é coadministrado com outros fármacos, não são necessários ajustes posológicos para nenhum dos fármacos.

Precauções do Tegaserode

Em uma revisão externa dos estudos clínicos, treze casos (13/11.614; 0,11%) de eventos cardiovasculares isquêmicos, como infarto do miocárdio, angina instável ou acidente vascular cerebral foram observados em pacientes em tratamento com Tegaserode (substância ativa). Um evento foi observado em um paciente do grupo placebo (1/7.031; 0,01%). Uma segunda revisão externa confirmou um desequilíbrio numérico. Os eventos no grupo de Tegaserode (substância ativa) foram principalmente observados em pacientes com doença cardiovascular isquêmica ou fatores de risco cardiovasculares pré-existentes. Médicos e pacientes devem estar atentos sobre o potencial para eventos como este neste grupo de pacientes. Não foi estabelecida a relação causal entre o uso de Tegaserode (substância ativa) e esses eventos.

Tegaserode (substância ativa) não deve ser iniciado em pacientes que estão apresentando ou apresentam diarreiafrequentemente.

Pacientes apresentando diarreia grave durante o tratamento com Tegaserode (substância ativa) devem ser orientados a consultar o médico.

Tegaserode (substância ativa) deve ser descontinuado imediatamente em pacientes que desenvolvem hipotensãoou síncope.

Tegaserode (substância ativa) contém lactose, portanto, pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência grave de lactase ou má absorção de glicose-galactose não devem tomar esse medicamento.

Mulheres com potencial para engravidar

Não existem dados para suportar recomendações especiais para mulheres com potencial para engravidar.

Gravidez

Dados sobre a exposição durante a gravidez indicaram a ausência de efeitos adversos do Tegaserode (substância ativa) na gravidez ou na saúde do feto e do recém-nascido. Até agora, não estão disponíveis outros dados epidemiológicos relevantes. Os estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito à gravidez, desenvolvimento embrio-fetal, parto ou desenvolvimento pós-natal. No entanto, face à experiência limitada em humanos, a utilização de Tegaserode (substância ativa) durante a gravidez não é recomendada.

Este medicamento pertence à categoria de risco B na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação

O Tegaserode (substância ativa) é excretado no leite de ratos fêmeas lactantes com uma razão leite-plasma elevada. Dado que também pode ser excretado no leite humano, o Tegaserode (substância ativa) não deve ser prescrito a mulheres que estão amamentando.

Fertilidade

Não existem dados disponíveis sobre o efeito do Tegaserode (substância ativa) na fertilidade humana. Tegaserode (substância ativa) em doses orais de até 240 mg/kg/dia não apresentou efeito na fertilidade em ratos.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos ou de utilizar máquinas

Não foram observados efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos ou de utilizar máquinas.

Ação do Tegaserode

Resultados de eficácia

Síndrome do Intestino Irritável

Estudos clínicos demonstraram que Tegaserode (substância ativa) proporciona melhora da dor e desconforto abdominais, da distensão e do funcionamento intestinal alterado em pacientes com SII que identificam a dor/desconforto abdominal e a constipação como os seus sintomas principais.

Em dois estudos multicêntricos duplo-cegos, controlados por placebo, foram estudados 1.680 pacientes com uma história de, no mínimo, 3 meses de sintomas de SII incluindo dor abdominal e função intestinal alterada. Em todos os pacientes, a alteração da função intestinal foi caracterizada por dois de três sintomas de constipação em pelo menos 25% do tempo, especificamente < 3 evacuações/semana, fezes duras ou grumosas ou esforço ao evacuar.

Adicionalmente a estes sintomas, 36% dos pacientes tiveram no mínimo um dos seguintes sintomas, pelo menos 25% do tempo: > 3 evacuações/dia, fezes moles ou líquidas ou urgência em defecar. Um período inicial de 4 semanas sem placebo foi seguido por um período de tratamento com a duração de 12 semanas. Os pacientes classificaram a sua resposta semanal usando a Avaliação Global Individual (AGI) do Alívio, que levou em consideração o bem-estar global, sintomas da dor e do desconforto abdominal e função intestinal alterada. O tratamento com Tegaserode (substância ativa) esteve associado a uma melhoria significativa na AGI do Alívio. Isto é sustentado por várias outras medidas de eficácia relevantes para SII, ou seja, redução na dor/desconforto abdominais, redução no número de dias com distensão significativa, aumento no número de evacuações, melhoria da consistência das fezes e redução do número de dias sem evacuações.

O início de ação, conforme avaliado pela AGI do Alívio, foi observado precocemente, em uma semana depois do início do tratamento e manteve-se durante o período de tratamento de 12 semanas. A gravidade dos sintomas dos pacientes, a utilização de antidepressivos tricíclicos ou de inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou a ingestão diária de fibras alimentares não pareceu afetar a eficácia do Tegaserode (substância ativa).

Tegaserode (substância ativa) não teve um efeito no intervalo QTc, em comparação ao placebo. Isto foi consistente com os resultados pré-clínicos.

Em um estudo aberto, com a duração de 12 meses, 579 pacientes foram tratados com Tegaserode (substância ativa), tendo completado o estudo 53% dos mesmos. Entre os pacientes que responderam no mês três, 59% ainda responderam após os 12 meses de tratamento. O perfil de segurança e tolerabilidade foi semelhante ao observado durante os estudos de fase 3, controlados por placebo.

Características Farmacológicas

Grupo farmacoterapêutico: agonista parcial do receptor 5-HT4 (serotonina tipo-4).

Código ATC: A03A E02.

Mecanismo de ação

Investigações clínicas demonstraram que tanto as funções motoras como sensoriais do intestino parecem estar alteradas em pacientes com Síndrome do Intestino Irritável (SII). O mecanismo de ação do Tegaserode (substância ativa) é demonstrado pela estimulação do reflexo peristáltico e da secreção intestinal e pela moderação da sensibilidade visceral via ativação dos receptores de serotonina tipo-4 (5-HT4), no trato gastrintestinal. O Tegaserode (substância ativa) liga-se com alta afinidade aos receptores 5-HT4 humanos, não tendo afinidade considerável para os receptores 5-HT3 ou para os receptores da dopamina. O Tegaserode (substância ativa) atua como um agonista parcial dos receptores 5-HT4 neuronais, desencadeando a liberação de outros neurotransmissores dos neurônios sensoriais, tais como o peptídeo gene-relacionado com a calcitonina. Os RNAm dos receptores 5-HT4 foram encontrados em todo trato gastrintestinal humano.

Estudos in vivo mostraram que o Tegaserode (substância ativa) aumenta a atividade motora basal e normaliza a motilidade reduzida ao longo do trato gastrintestinal. Além disto, os estudos demonstraram que modera a sensibilidade visceral durante a distensão colo-retal em animais. Em um modelo animal de constipação, Tegaserode (substância ativa) normalizou a frequência e quantidade de fezes e melhorou a consistência.

Farmacodinâmica

Em estudos de farmacologia clínica, o Tegaserode (substância ativa) exibiu atividade pró-motílica ao longo do trato gastrintestinal. Em indivíduos saudáveis, o Tegaserode (substância ativa) administrado quer por infusão intravenosa de 0,6 mg ou como uma dose oral de 6 mg, reduziu significativamente o tempo de permanência intragástrica, acelerou o esvaziamento gástrico e reduziu o tempo de trânsito no intestino delgado e no cólon, em comparação com o placebo. O Tegaserode (substância ativa) mostrou uma forte tendência em reduzir o número de episódios de refluxo pós-prandiais e a exposição ao ácido, em pacientes com doença de refluxo gastroesofágico. Em pacientes com SII, o Tegaserode (substância ativa) reduziu a duração do trânsito no intestino delgado e facilitou o trânsito no cólon. O Tegaserode (substância ativa) melhorou consideravelmente a consistência das fezes e aumentou o número de evacuações; estes efeitos foram mais evidentes no primeiro dia de tratamento e persistiram durante um período de tratamento de 12 semanas em pacientes com SII. Dados de farmacologia clínica sugerem um envolvimento de mecanismos locais nas atividades farmacodinâmicas do Tegaserode (substância ativa), de acordo com os resultados pré-clínicos.

Farmacocinética

Absorção

O Tegaserode (substância ativa) é rapidamente absorvido após administração oral; os picos de concentração plasmática são atingidos após aproximadamente 1 hora. A biodisponibilidade absoluta é cerca de 10%, em jejum. Os alimentos reduziram a biodisponibilidade do Tegaserode (substância ativa) em 40-65% e a Cmáx em aproximadamente 20-40%.

Distribuição

O Tegaserode (substância ativa) liga-se, aproximadamente, 98% às proteínas plasmáticas, principalmente à α1-ácido glicoproteína. Após administração intravenosa é extensamente distribuído pelos tecidos, com um volume de distribuição de 368 ± 223 litros, no estado de equilíbrio.

Metabolismo

O Tegaserode (substância ativa) possui duas principais vias metabólicas. A primeira envolve a hidrólise pré-sistêmica catalisada por ácido, que ocorre no estômago, seguida de oxidação e conjugação, resultando no principal metabólito do Tegaserode (substância ativa), o ácido 5-metoxi-indol-3-carboxílico glicurônico. O metabólito principal tem uma afinidade insignificante para os receptores 5-HT4. Em humanos, não houve alteração estatisticamente significativa quando da exposição sistêmica do Tegaserode (substância ativa) a valores de pH gástrico neutros. A segunda via metabólica é a glicuronidação direta, a qual conduz à formação de três Nglicuronídios isoméricos.

In vitro, o Tegaserode (substância ativa) não indicou inibição das isoenzimas CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2E1 e CYP3A4, do citocromo P450, enquanto a inibição das isoenzimas CYP1A2 e CYP2D6 não pode ser excluída e foi por isso estudada in vivo. O principal metabólito humano não inibiu a atividade de nenhuma das isoenzimas do citocromo P450 descritas acima.

Eliminação

clearance (depuração) plasmático do Tegaserode (substância ativa) é de 77 ± 15L/h, com uma meia-vida terminal estimada (t1/2) de 11 ± 5h após a administração intravenosa. Aproximadamente dois terços de uma dose administrada por via oral são excretados inalterados nas fezes, com o terço restante excretado na urina, primariamente na forma do metabólito principal.

A farmacocinética do Tegaserode (substância ativa) é proporcional à dose na faixa de 2 a 12 mg administrados duas vezes por dia durante 5 dias, sem acúmulo relevante de Tegaserode (substância ativa) no plasma.

A farmacocinética do Tegaserode (substância ativa) em pacientes com SII é comparável à de indivíduos saudáveis e é semelhante entre homens e mulheres.

Populações especiais

Idosos

A farmacocinética do Tegaserode (substância ativa) foi semelhante entre homens jovens e idosos, enquanto a AUC média e a Cmáx são, respectivamente, 40% e 22% superiores em mulheres idosas em comparação com as jovens, mas ainda dentro da faixa de variação verificada em indivíduos saudáveis.

Insuficiência hepática

Em indivíduos com insuficiência hepática leve a moderada (cirrose hepática), a AUC média foi 43% superior e a Cmáx18% superior. Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática leve, entretanto, recomenda-se precaução quando se utiliza Tegaserode (substância ativa) nessa população de pacientes. Apesar da insuficiência hepática leve a moderada não alterar significativamente a farmacocinética de Tegaserode (substância ativa), uma piora da função hepática (cujos indicadores são albumina sérica diminuída e ácidos dihidroxi e trihidroxi biliares aumentados) pode resultar em exposição elevada ao Tegaserode (substância ativa).

O Tegaserode (substância ativa) não foi estudado adequadamente em pacientes com insuficiência hepática moderada ou grave e, portanto não deve ser utilizado nesses pacientes.

Insuficiência renal

Não foi observada alteração na farmacocinética do Tegaserode (substância ativa) em indivíduos com insuficiência renal grave, que requerem hemodiálise (clearance da creatinina < 15 mL/min/L,73 m2).

Não é necessário ajuste de doses em pacientes com insuficiência renal leve a moderada. Tegaserode (substância ativa) não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência renal grave devido ao aumento de 10 vezes na AUC do principal metabólito M29.

Dados de segurança não clínicos

Diversos estudos de segurança pré-clínica com várias espécies animais não revelaram evidências de toxicidade sistêmica ou de órgãos alvo. Os efeitos pré-clínicos foram observados somente em exposições consideradas suficientemente excessivas à exposição humana máxima, indicando pequeno significado no uso clínico.

Uma série de investigações in vitro usando tecido humano ou preparações celulares foi realizada para avaliar os efeitos potenciais de Tegaserode (substância ativa) nos mecanismos que poderiam conduzir aos eventos cardiovasculares isquêmicos. O Tegaserode (substância ativa) não causa vasoconstrição em artérias coronárias humanas isoladas em concentrações que excedem a exposição máxima recomendada a humanos. Plaquetas humanas expostas ao Tegaserode (substância ativa) mostraram um leve aumento no potencial de agregação quando expostas a concentrações supra-terapêuticas; a relação destes achados in vitro com os eventos cardiovasculares isquêmicos dos estudos clínicos não é clara.



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