sabril


RESULTADOS: 1

  •     FARMA DELIVERY
  •      SABRIL
  •      Apresentação: 500 MG COM REV CT BL AL PLAS AZUL X 60
  •      Princípio Ativo: VIGABATRINA...
  •      Fabricante: SANOFI-AVENTIS FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7891058226718
     
    PMC: 295.44
  •      R$ 256.09
     



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


VIGABATRINA


Para que serve o Vigabatrina

Vigabatrina (substância ativa) é indicado como coadjuvante no tratamento de pacientes com epilepsias parciais resistentes, com ou sem generalização secundária, as quais não estão satisfatoriamente controladas por outros fármacos antiepilépticos ou quando outras combinações de fármacos não foram toleradas.

É indicado também em monoterapia no tratamento de espasmos infantis (Síndrome de West).

Contraindicação do Vigabatrina

Vigabatrina (substância ativa) não deve ser utilizado em pacientes com história de alergia ou intolerância à Vigabatrina (substância ativa) ou a qualquer um dos componentes da fórmula.

Como usar o Vigabatrina

Uso Adulto

Vigabatrina (substância ativa) (substância ativa deste medicamento) é administrado por via oral, uma ou duas vezes ao dia.

A dose inicial recomendada é de 1 g (2 comprimidos), que deve ser adicionada à droga antiepiléptica em uso pelo paciente. Se necessário, a posologia pode ser aumentada gradualmente em frações de 0,5 g semanalmente ou a intervalos maiores, dependendo da resposta clínica e tolerabilidade. A máxima eficácia é geralmente obtida nas doses entre 2 e 3 g/dia.

Doses acima de 3 g/dia devem ser administradas somente em circunstâncias excepcionais com monitorização rigorosa dos eventos adversos.

Você deve tomar os comprimidos com líquido, por via oral. Os comprimidos podem ser ingeridos antes ou após as refeições.

Uso em crianças

A dose inicial recomendada é de 40 mg/kg/dia.

Doses de manutenção recomendadas:

Peso corpóreo

   
10 a 15 kg 1 a 2 comprimidos/dia 0,5 - 1 g/dia
15 a 30 kg 2 a 3 comprimidos/dia 1 - 1,5 g/dia
30 a 50 kg 3 a 6 comprimidos/dia 1,5 - 3 g/dia
> 50 kg 4 a 6 comprimidos/dia 2 - 3 g/dia

Doses acima de 3 g/dia devem ser administradas somente em circunstâncias excepcionais com monitorização rigorosa dos eventos adversos.

Tratamento de espasmos infantis (Síndrome de West) com Vigabatrina (substância ativa) utilizada isoladamente

A dose inicial recomendada é de 50 mg/kg/dia. Se necessário, esta dose pode ser fracionada por um período de uma semana alcançando no máximo 150 mg/kg/dia. A resposta ao tratamento usualmente ocorre em duas semanas. Doses maiores foram utilizadas em um número pequeno de pacientes.

Você deve tomar os comprimidos com líquido, por via oral. Os comprimidos podem ser ingeridos antes ou após as refeições.

Como outros medicamentos antiepilépticos, a suspensão abrupta de Vigabatrina (substância ativa) pode ocasionar convulsões em efeito rebote. Portanto, é recomendável que se descontinue o tratamento com redução gradual da posologia do medicamento por um período de 2 a 4 semanas.

Não há estudos dos efeitos de Vigabatrina (substância ativa) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via oral.

Pacientes idosos e pacientes com função reduzida dos rins

Como Vigabatrina (substância ativa) (substância ativa) é eliminado pelos rins, deve-se ter cuidado quando se administrar o medicamento a pacientes com clearance (depuração) de creatinina inferior a 60 mL/min. Devido à diminuição do clearance em pacientes idosos com função renal normal ou prejudicada, são necessárias precauções semelhantes. Ajuste da posologia ou de frequência na administração deve ser considerado nestes pacientes. Tais pacientes podem responder a uma menor dose de manutenção. É recomendável que tais pacientes iniciem o tratamento com posologias menores. Informe seu médico em caso de problemas renais para que o médico possa monitorá-lo em relação a efeitos indesejáveis como sedação e confusão.

Reações Adversas do Vigabatrina

Dados coletados de farmacovigilância sugerem que aproximadamente 1/3 dos pacientes que realizam tratamento com Vigabatrina (substância ativa) desenvolvem alterações no campo visual.

Os efeitos indesejáveis relatados foram principalmente no sistema nervoso central tais como: sedação, sonolência, cansaço e concentração prejudicada. Os efeitos adversos mais comumente relatados em crianças foram excitação e agitação. A incidência destes efeitos indesejáveis foram geralmente mais frequentes no início do tratamento, diminuindo por sua vez com o tempo.

Alguns pacientes podem apresentar um aumento na frequência das convulsões, incluindo estado epiléptico (estado persistente das convulsões) durante o tratamento com Vigabatrina (substância ativa). Pacientes com convulsões caracterizadas por contrações muito breves de um músculo único ou grupo de músculos podem estar particularmente susceptíveis a este efeito. Casos de reinício de contrações breves, assim como exacerbação dos pré-existentes podem ocorrer raramente.

Frequências dos efeitos indesejáveis estão listados a seguir de acordo com a seguinte convenção:

  • Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Reação desconhecida (não pode ser estimada por dados disponíveis).

Pesquisa *

Comum:

Aumento de peso

Distúrbios no sistema nervoso

Muito comum

Sonolência.

Comum

Desordem na fala, cefaleia, vertigem, parestesia, distúrbios na atenção e memória prejudicada, mente prejudicada (através de distúrbios), tremor.

Incomum

Má coordenação dos movimentos do corpo (ataxia); desordens de movimento, incluindo distonia, discinesia e hipertonia, isolada ou em associação com anormalidades em imagens de ressonância magnética nuclear.

Raro

Encefalopatia**.

Muito raro

Neurite óptica.

Desconhecido

Foram relatados casos de imagens anormais do cérebro através de ressonância magnética, os quais podem ser indicativos de edema citotóxico (vide Advertências e Precauções).

Distúrbios oculares

Muito comum

Alteração no campo visual.

Comum

Visão embaçada, diplopia, nistagmo.

Raro

Alteração da retina (tal como atrofia periférica da retina).

Muito raro

Atrofia óptica.

Distúrbios gastrintestinais

Comum

Náusea, vômito, dor abdominal.

Distúrbios nos tecidos cutâneos e subcutâneos

Incomum

Erupção cutânea.

Raro

Angioedema, urticária.

Distúrbios gerais

Muito comum

Fadiga.

Comum 

Edema, irritabilidade.

Distúrbios psiquiátricos ***

Muito comum

Excitação (crianças), agitação (crianças).

Comum

Agitação, agressão, nervosismo, depressão, reações paranoicas.

Incomum

Hipomania, mania, distúrbio psicótico.

Raro

Tentativa de suicídio.

Muito raro

Alucinações.

Distúrbios do sangue e sistema linfático.

Comum

Anemia.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

Muito comum

Artralgia.

A diminuição dos níveis de ALT e AST observada é considerada como sendo resultante da inibição destas aminotransferases pela Vigabatrina (substância ativa).

**Foram descritos raros casos de sedação acentuada, letargia e confusão associada com uma atividade não específica de onda lenta em eletroencefalograma imediatamente após introdução da terapia com Vigabatrina (substância ativa). Estes casos foram reversíveis, após redução ou interrupção da Vigabatrina (substância ativa).

***Reações psiquiátricas foram relatadas durante a terapia de Vigabatrina (substância ativa). Essas reações ocorreram em pacientes com e sem histórico psiquiátrico e foram geralmente reversíveis quando as doses de Vigabatrina (substância ativa) foram reduzidas ou gradualmente descontinuadas. A depressão foi uma reação psiquiátrica comum em estudos clínicos e raramente foi necessário interromper a Vigabatrina (substância ativa).

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova forma farmacêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Vigabatrina

Como Vigabatrina (substância ativa) (substância ativa) não é metabolizado no fígado, não se liga a proteínas, tampouco é indutor do sistema enzimático do citocromo P450, interações com outras drogas são pouco prováveis.

Durante a administração concomitante com Vigabatrina (substância ativa) foi relatada diminuição dos níveis de fenitoína no sangue em alguns dos estudos realizados, porém não em outros. A natureza exata desta interação ainda não foi elucidada; no entanto, aparentemente esta interação não é clinicamente relevante.

As concentrações sanguíneas de carbamazepinafenobarbitalprimidona e valproato de sódio também foram monitoradas durante estudos realizados com o medicamento, e não foram detectadas interações clínicas significativas.

Medicamento-exames laboratoriais e não laboratoriais

A Vigabatrina (substância ativa) pode levar a uma diminuição da medição da atividade da enzima alanina aminotransferase (ALT) no sangue e, em menor escala, da enzima aspartato aminotransferase (AST), ambas enzimas relacionadas ao fígado. Sendo assim, estes testes do fígado podem ser não confiáveis quantitativamente aos pacientes que fazem uso de Vigabatrina (substância ativa).

A Vigabatrina (substância ativa) pode aumentar a quantidade de aminoácidos na urina, possivelmente levando a um teste falso-positivo para determinadas doenças metabólicas genéticas raras (ex. alfa aminoadípico acidúria). Especula-se que este efeito ocorra devido à inibição de outras enzimas transaminases pela Vigabatrina (substância ativa); entretanto, este efeito não tem importância clínica relevante, a não ser pelo fato de potencialmente levar a resultados falso-positivos em testes laboratoriais.

Precauções do Vigabatrina

A Vigabatrina (substância ativa) deve ser utilizada com cautela em pacientes com histórico de psicosedepressãoou distúrbios comportamentais. Eventos psiquiátricos (por exemplo, agitação, depressão, pensamentos anormais, reações paranoicas) foram relatados durante a terapia com Vigabatrina (substância ativa). Estes eventos ocorreram em pacientes com e sem histórico psiquiátrico e foram geralmente reversíveis quando as doses de Vigabatrina (substância ativa) foram reduzidas ou gradualmente descontinuadas. Nos estudos clínicos, ocorreu depressão em menos de 10% dos pacientes e raramente foi necessário descontinuar a medicação. Eventos menos comuns incluíram sintomas psicóticos.

Casos de achados anormais em imagens do cérebro através de ressonância magnética foram relatados, particularmente em crianças jovens tratadas para espasmos infantis com altas doses de Vigabatrina (substância ativa). A significância clínica desses achados é atualmente desconhecida.

Transtornos de movimento, incluindo contrações musculares involuntárias, movimentos involuntários anormais do corpo e rigidez muscular foram relatados em pacientes tratados para espasmos infantis. O risco/benefício da Vigabatrina (substância ativa) deve ser avaliado para cada paciente. Se novos transtornos de movimento ocorrerem durante o tratamento com Vigabatrina (substância ativa), deve ser considerada uma redução de dose ou descontinuação gradual do tratamento.

Raros relatos de sintomas encefalopáticos como sedação acentuada, letargia e confusão em associação com atividade de onda vagarosa não-específica em eletroencefalograma foram descritos logo após o início do tratamento com Vigabatrina (substância ativa).

Fatores de risco para o desenvolvimento destas reações incluem doses iniciais maiores que as recomendadas, assim como aumento de dose mais rápido que o recomendado e insuficiência renal. Estes eventos foram reversíveis após redução da dose ou descontinuação da Vigabatrina (substância ativa).

Alteração no Campo Visual

A Vigabatrina (substância ativa) não é recomendada para uso em pacientes com qualquer alteração clínica significativa pré-existente no campo visual. Todos os pacientes devem ser consultados por um oftalmologista e realizar um exame de campo visual antes do início do tratamento com Vigabatrina (substância ativa).

Para detectar alterações no campo visual, se possível, deve-se realizar exames apropriados de campo visual (campimetria) antes do início do tratamento e depois a intervalos de seis meses. A campimetria raramente pode ser realizada em crianças com menos de 9 anos de idade. Atualmente, nenhum método está disponível para diagnosticar ou eliminar alterações no campo visual em crianças nas quais não se pode realizar a campimetria padrão.

Vários parâmetros obtidos a partir de exame da retina parecem estar correlacionados com as alterações do campo visual associadas à Vigabatrina (substância ativa); portanto, o exame da retina pode ser útil somente em adultos, que não são capazes de colaborar com a campimetria ou em crianças com idade abaixo de 3 anos.

Baseados nos dados disponíveis, o primeiro potencial oscilatório e respostas de vibração de 30 Hz do eletrorretinograma parecem estar correlacionados com as alterações do campo visual associadas à Vigabatrina (substância ativa). Estas respostas são retardadas e reduzidas além dos limites normais. Tais alterações não foram vistas em pacientes tratados com Vigabatrina (substância ativa) sem uma alteração no campo visual.

A descrição completa da frequência e implicações do desenvolvimento de alterações no campo visual durante o tratamento com Vigabatrina (substância ativa) deve ser informada aos pacientes ou responsáveis pelos pacientes. Os pacientes devem ser instruídos para relatarem qualquer problema e sintomas que possam estar associados com constrição do campo visual. Se houver desenvolvimento de sintomas visuais, o paciente deve se consultar com um oftalmologista.

Se alterações no campo visual forem detectadas durante o acompanhamento, seu médico tomará a decisão de continuar ou descontinuar o tratamento, baseada na avaliação individual de risco/benefício.

Se a decisão tomada for a de continuar o tratamento, deve-se manter acompanhamento mais frequente (através de campimetria) para se detectar a progressão ou alterações mais graves na visão.

Como com outros fármacos antiepilépticos, alguns pacientes podem apresentar um aumento na frequência de convulsões, incluindo estado epiléptico (estado persistente das convulsões) ou o início de novos tipos de convulsão com o uso de Vigabatrina (substância ativa). Casos de reinício de contrações muito breves (de um músculo ou mais músculos), assim como exacerbação dos pré-existentes podem ocorrer raramente.

Como outros medicamentos antiepilépticos, a suspensão abrupta de Vigabatrina (substância ativa) pode ocasionar convulsões em efeito rebote. Portanto, é recomendável que se descontinue o tratamento com redução gradual da posologia do medicamento por um período de 2 a 4 semanas.

Gravidez e amamentação

Não foram conduzidos estudos adequados e bem controlados com Vigabatrina (substância ativa) em grávidas. A Vigabatrina (substância ativa) não deve ser utilizada durante a gravidez a não ser que os benefícios potenciais justifiquem os riscos potenciais ao feto.

O risco de malformação congênita demonstrou ser de 2 a 3 vezes maior em crianças nascidas de mães tratadas com um antiepiléptico; aqueles mais frequentemente relatados foram: fenda labial, distúrbios cardiovasculares e alterações no tubo neural. Politerapia com drogas antiepilépticas podem estar associadas com um maior risco de malformação congênita do que em monoterapias.

Baseado em dados de número limitado de grávidas expostas à Vigabatrina (substância ativa), disponíveis através de relatos espontâneos, resultados anormais (anomalia congênita ou abortos espontâneos) foram relatados nos descendentes de mães usando Vigabatrina (substância ativa). Não se pode obter conclusões definitivas quanto à Vigabatrina (substância ativa) aumentar o risco de malformação quando administrada durante a gravidez, devido a dados limitados e à ingestão concomitante de outras drogas antiepilépticas durante a gravidez.

Devem ser alertadas todas as pacientes que possam engravidar ou que estejam em período fértil. A necessidade do tratamento antiepiléptico deve ser reavaliada quando a paciente planeja uma gravidez.

Se a paciente estiver grávida a terapia antiepiléptica não deve ser interrompida abruptamente, devido ao risco de reincidência de ataque epiléptico que pode ter sérios resultados para a mãe e para a criança.

Em coelhos, Vigabatrina (substância ativa) foi associada com uma baixa incidência de fenda palatina em doses de 150 (2%) e 200 (9%) mg/kg/dia (3 a 4 vezes a dose humana); estas doses maiores também apresentaram toxicidade materna, evidenciadas pela diminuição do peso corporal e consumo de alimentos. Foram observados baixo peso corporal e várias malformações esqueléticas em fetos de camundongos TO para os quais foi administrada uma dose única de Vigabatrina (substância ativa) de 300 mg/Kg por via intraperitoneal (6 vezes a dose humana); efeitos embriofetais adicionais observados após dose única intraperitoneal de 450 mg/Kg (9 vezes a dose humana) incluíram aumento de reabsorção e 2% de incidência de exonfalia; foi observada letalidade materna após dose intraperitoneal de 600 mg/Kg. Em ratos, doses de até 150 mg/kg/dia (3 vezes a dose humana) não foram teratogênicas.

Efeitos na fertilidade

Em estudos de reprodução e fertilidade, com doses de até 150 mg/kg/dia, que correspondem a aproximadamente 3 vezes a dose recomendada para humanos, não foram demonstrados efeitos na fertilidade de ratos machos ou fêmeas.

A Vigabatrina (substância ativa) é excretada em baixas concentrações no leite materno. Baseado na concentração de Vigabatrina (substância ativa) no leite materno de uma paciente, foi estimado que 0,3% de uma dose diária materna de 2 g diários foi excretada no leite materno.

Portanto, uma decisão deve ser tomada quanto à descontinuação da lactação ou do tratamento da mãe, levando em consideração a importância do fármaco para a mesma.

Vigabatrina (substância ativa) não deve ser administrado a mulheres grávidas, que possam vir a engravidar ou que estejam amamentando.

Portanto, informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término ou se está amamentando.

Categoria de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Populações especiais

A Vigabatrina (substância ativa) é eliminada pelos rins; portanto recomenda-se cuidado na administração do fármaco a pacientes com clearance de creatinina inferior a 60 mL/min. Devido ao reduzido clearance de creatinina em idosos, com função renal normal ou reduzida, precauções semelhantes são necessárias. Estes pacientes devem ser cuidadosamente monitorados para reações adversas tais como sedação e confusão.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Como regra geral, pacientes com epilepsia não controlada não devem dirigir ou manusear maquinário potencialmente perigoso. Foi observada sonolência em estudos clínicos e os pacientes devem ser alertados para tal possibilidade antes de iniciar o tratamento. Foram frequentemente relatadas alterações do campo visual, que podem afetar significativamente a habilidade para dirigir veículos e operar máquinas, em associação com Vigabatrina (substância ativa). Os pacientes devem ser avaliados quanto à presença de alterações do campo visual. Deve-se ter cuidado especial em pacientes que dirigem, operam máquinas ou que realizam qualquer atividade de risco.

Ação do Vigabatrina

Resultados de eficácia

Espasmos Infantis

Wohlrab G. et al, 1998, estudaram 28 pacientes tratados com doses de Vigabatrina (substância ativa) variando entre 65 a 150 mg/dia. Após duas semanas, 14 pacientes responderam ao tratamento (ausência de espasmos ou de hipsarritmia no EEG). Após acompanhamento de 6 meses até 5 anos, 12 pacientes não tiveram recaída do quadro de espasmos.

Siemes H. et al, 1998, conduziram um estudo no qual a Vigabatrina (substância ativa) foi adicionada ao tratamento de 23 pacientes com espasmos infantis. Após 3 meses de tratamento, 11 pacientes não apresentavam espasmos. Três pacientes continuaram usando Vigabatrina (substância ativa) por até 2 anos e seis meses.

Covanis A. et al, 1998, realizaram um estudo no qual a Vigabatrina (substância ativa) foi utilizada em monoterapia em 29 crianças com espasmos infantis. Quarenta e cinco por cento (45%) dos pacientes atingiram o controle sem recaída subsequente.

Tratamento adjuvante de crises parciais complexas refratárias em adultos

Sivenius J. et al, 1991, conduziram um estudo no qual 75 pacientes com crises parciais complexas foram tratados com Vigabatrina (substância ativa) (adicionada ao tratamento). A frequencia das crises diminuiu de 12,5 para 3,3 em 54 pacientes. Ao final de 5 anos, 19 pacientes tiveram uma redução de 50% na frequência das crises.

No estudo conduzido por Tartara A et al, 1989, a Vigabatrina (substância ativa) foi adicionada ao tratamento de 25 pacientes epilépticos. Houve redução de 50% na frequência das crises e o benefício do tratamento foi observado por um período mediano de 22 meses.

O uso da Vigabatrina (substância ativa) foi estudado em 39 pacientes com epilepsia parcial complexa (n = 30) ou generalizada (n = 9). Houve redução de 50% nas crises em 43% dos pacientes com crises parciais e 33% dos pacientes com crises generalizadas. O benefício do tratamento manteve-se durante os 7 meses de tratamento. (Matilainen R et al, 1988)

Munford JP & Dam M, 1989 realizaram a metanálise de 9 estudos controlados com placebo em pacientes com epilepsia resistente ao tratamento. 337 pacientes foram avaliados para eficácia e nestes, houve redução média de 25% na freqüência das crises.

Ring HÁ et al, 1990, realizou um estudo no qual 33 pacientes adultos com epilepsia refratária ao tratamento tiveram a Vigabatrina (substância ativa) adicionada ao tratamento. Houve redução de 48.2% na frequência das crises na primeira fase e na fase controlada com placebo, a redução da frequência das crises com Vigabatrina (substância ativa) foi de 54,7%, enquanto o grupo placebo apresentou aumento na frequência de 18,6%.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica

A Vigabatrina (substância ativa) é um anticonvulsivante eficaz em uma variedade de modelos experimentais de epilepsia e tem seu mecanismo de ação claramente definido. O mecanismo de ação é atribuído à inibição dose-dependente da enzima GABA-transaminase (GABA-T) e consequente aumento dos níveis do inibidor da neurotransmissão GABA (ácido gama-aminobutírico).

Farmacocinética

Absorção

A Vigabatrina (substância ativa) é um composto hidrossolúvel e é rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Em voluntários sadios, picos de concentração ocorreram nas primeiras duas horas após a administração. A alimentação diminui a razão da absorção de Vigabatrina (substância ativa), porém não interfere em sua biodisponibilidade.

Distribuição

O fármaco difunde-se amplamente no organismo, com um volume aparente de distribuição discretamente superior à água corpórea total. As concentrações plasmática e liquórica são linearmente relacionadas à dose administrada dentro dos limites posológicos recomendados.
Não há correlação direta entre concentração plasmática e eficácia da Vigabatrina (substância ativa). A duração de seus efeitos está relacionada à velocidade de ressíntese da enzima ao invés da concentração plasmática da droga.

Metabolismo

A Vigabatrina (substância ativa) não induz as enzimas hepáticas do citocromo P450, nem é extensivamente metabolizada e não se liga as proteínas plasmáticas.

Eliminação

A Vigabatrina (substância ativa)é eliminada do plasma com uma meia-vida terminal de 5 a 8 horas, sendo aproximadamente 70% de uma dose oral única recuperados na urina, como droga não-metabolizada, nas primeiras 24 horas após a administração.

Dados de segurança pré-clínica

Estudos de segurança animal realizados em ratos, camundongos, cães e macacos indicaram que a Vigabatrina (substância ativa) não produz reações adversas significantes a nível hepático, renal, pulmonar, cardíaco ou gastrintestinal.

Foi observada microscopicamente degeneração retinal (retinotoxicidade relacionada à viagabatrina) em ratos albinos tratados com altas doses de Vigabatrina (substância ativa) por dieta ou gavagem (100 mg e 300 mg/kg/dia); não foi observado nos animais tratados com o R-enantiômero inativo, porém foi observado em animais tratados com 150 mg/kg/dia de S-enantiômero ativo. Não foi observada degeneração em ratos, cães e macacos pigmentados.

As alterações retinais em ratos albinos foram caracterizadas como desorganização focal ou multi-focal da camada nuclear externa com deslocamento do núcleo para área de bastonetes e cones. Estas lesões foram observadas em 80 a 100 % dos animais tratados com dose de 300 mg/Kg/dia oralmente. A aparência histológica destas lesões foi semelhante à encontrada em ratos albinos após excessiva exposição à luz.

Observou-se microvacuolização da substância branca no cérebro de ratos e cães em doses de 30 - 50 mg/kg/dia e em camundongos nas doses iguais ou superiores a 100 mg/kg/dia.

Tal efeito é ocasionado por uma separação da camada lamelar externa das fibras mielinizadas, uma alteração característica de edema intramielínico. Tanto em ratos como em cães (camundongos não foram testados), o edema intramielínico foi reversível com a interrupção do tratamento com Vigabatrina (substância ativa).

Entretanto, foram observadas, em roedores, alterações residuais constituídas de edema axonal e corpúsculos mineralizados. Em macacos, não foram notadas lesões após 6 anos de tratamento com doses de 50 e 100 mg/kg/dia. Em macacos recebendo 300 mg/kg/dia durante 16 meses foi notada microvacuolização mínima com diferenças duvidosas entre animais tratados e do grupo controle.

Em cães, os resultados de um estudo eletrofisiológico indicaram que o edema intramielínico está associado a um aumento da latência do potencial evocado SEP e do VEP, os quais são reversíveis quando se suspende o tratamento. Edema intramielínico também foi correlacionado com o aumento dos sinais das imagens de ressonância magnética em cães.

Carcinogenicidade

Os resultados de dois estudos de carcinogenicidade indicaram que a Vigabatrina (substância ativa) não é um agente carcinogênico potencial, nem afeta negativamente a expectativa de vida nas duas espécies estudadas (rato e camundongo).

Mutagenicidade

Ensaios em células microbianas e mamíferas não revelaram evidência de mutagenicidade da Vigabatrina (substância ativa) nos testes de Ames Salmonella/ microsome plate test; ensaios para mutação genética de células mamíferas CHO/HGPRT; mutação pontual e ensaio de conversão genética em leveduras e ensaios de micronúcleos de medula óssea de camundongos.

Interação Alimentícia do Vigabatrina

Vigabatrina (substância ativa) pode ser ingerido antes ou depois das refeições.



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SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO OU DE SEU MÉDICO. LEIA A BULA.



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