purinethol


RESULTADOS: 6

  •     SINGULAR MEDICAMENTOS ESPECIAIS
  •      PURINETHOL
  •      Apresentação: 50 MG COM CT FR VD AMB X 25
  •      Princípio Ativo: MERCAPTOPURINA...
  •      Fabricante: ASPEN PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7895858007348
     
    PMC: 122.18
  •      R$ 83.00
     
  •     AGILLE MEDICAMENTOS
  •      PURINETHOL
  •      Apresentação: 50 MG COM CT FR VD AMB X 25
  •      Princípio Ativo: MERCAPTOPURINA...
  •      Fabricante: ASPEN PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7895858007348
     
    PMC: 122.18
  •      R$ 95.18
     
  •     LIFE MEDICAMENTOS
  •      PURINETHOL
  •      Apresentação: 50 MG COM CT FR VD AMB X 25
  •      Princípio Ativo: MERCAPTOPURINA...
  •      Fabricante: ASPEN PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7895858007348
     
    PMC: 122.18
  •      R$ 98.50
     
  •     FARMA DELIVERY
  •      PURINETHOL
  •      Apresentação: 50 MG COM CT FR VD AMB X 25
  •      Princípio Ativo: MERCAPTOPURINA...
  •      Fabricante: ASPEN PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7895858007348
     
    PMC: 122.18
  •      R$ 109.33
     
  •     4BIO MEDICAMENTOS ESPECIAIS
  •      PURINETHOL
  •      Apresentação: 50 MG COM CT FR VD AMB X 25
  •      Princípio Ativo: MERCAPTOPURINA...
  •      Fabricante: ASPEN PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7895858007348
     
    PMC: 122.18
  •      R$ 114.60
     
  •     FARMACLASS DELIVERY
  •      PURINETHOL
  •      Apresentação: 50 MG COM CT FR VD AMB X 25
  •      Princípio Ativo: MERCAPTOPURINA...
  •      Fabricante: ASPEN PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7895858007348
     
    PMC: 122.18
  •      R$ 125.00
     



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


MERCAPTOPURINA


Para que serve o Mercaptopurina

Mercaptopurinol é indicado para o tratamento de leucemiaaguda.

Pode ser utilizado na indução de remissão, sendo especialmente indicado para o tratamento de manutenção em leucemia linfoblástica aguda e leucemia mielógena aguda. Mercaptopurinol é também indicado para o tratamento de leucemia granulocítica crônica.

Contraindicação do Mercaptopurina

O uso de Mercaptopurinol é contraindicado para pacientes que apresentam alergia à Mercaptopurina (substância ativa) ou a qualquer outro componente do medicamento.

Tendo-se em vista a gravidade das indicações, não existe nenhuma contraindicação absoluta ao uso de mercaptopurinol.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Como usar o Mercaptopurina

Uso oral.

Posologia

Mercaptopurina (substância ativa) deve ser administrado pelo menos 1 hora antes ou 3 horas depois da ingestão de alimentos ou leite.

Adultos e crianças

Para adultos e crianças, a dose usual é de 2,5 mg/kg ou 50 a 75 mg/m2 de área de superfície corporal por dia. Porém, a dose e a duração da administração dependem da natureza e da dose de outros agentes citotóxicos administrados conjuntamente com Mercaptopurina (substância ativa).

Seu médico irá ajustar cuidadosamente a dose para você.

Mercaptopurina (substância ativa)  tem sido usado em vários esquemas de tratamento combinado para leucemia aguda. Estudos realizados em crianças com leucemia linfoblástica aguda sugerem que a administração de Mercaptopurina (substância ativa) durante a noite diminui o risco de reincidência, em comparação com a administração pela manhã.

As crianças consideradas acima do peso podem necessitar de um ajuste de dose, de acordo com o critério médico, e, portanto, um monitoramento rigoroso da resposta ao tratamento é recomendado.

Idosos

É aconselhável o monitoramento das funções dos rins e do fígado nesses pacientes e, se houver insuficiência, a redução da dose deve ser considerada pelo médico.

Pacientes hepatopatas (com doença do fígado) e nefropatas (com doença dos rins)

Seu médico poderá considerar a redução da dose caso você tenha algum problema no fígado ou nos rins.

Interações medicamentosas

Quando inibidores de xantina oxidase, como alopurinol, e Mercaptopurina (substância ativa) são administrados concomitantemente, é essencial que apenas 25% da dose usual de Mercaptopurina (substância ativa) sejam administrados, pois alopurinol reduz a taxa de catabolismo de 6-Mercaptopurina.

Pacientes com deficiência de TPMT

Pacientes com pouca ou nenhuma atividade hereditária de tiopurina S-metiltransferase (TPMT) possuem maior risco de toxicidade grave com doses convencionais de Mercaptopurina (substância ativa) e geralmente precisam de redução substancial da dose.

A dose inicial ideal para pacientes com deficiência homozigótica não foi estabelecida. A maioria dos pacientes com deficiência heterozigótica de TPMT podem tolerar as doses recomendadas de Mercaptopurina (substância ativa), mas alguns podem precisar da sua redução.

Testes genéticos de TPMT estão disponíveis.

Reações Adversas do Mercaptopurina

Não há documentações clínicas atuais sobre o efeito de Mercaptopurina (substância ativa) que possam servir de base para determinar precisamente a frequência da ocorrência de efeitos adversos.

Têm-se utilizado os seguintes parâmetros para a classificação das reações adversas

  • Reação muito comum (> 1/10);
  • Reação comum (> 1/100 e < 1/10);
  • Reação incomum (> 1/1.000 e < 1/100);
  • Reação rara (> 1/10.000 e < 1/1.000);
  • Reação muito rara (< 1/10.000).

Reações muito comuns (>1/10)

Depressão medular, leucopenia e trombocitopenia. O principal efeito colateral do tratamento com a Mercaptopurina (substância ativa) é a supressão da medula óssea, que ocasiona leucopenia e trombocitopenia.

Reações comuns (>1/100 e <1/10)

Náusea, vômito, pancreatite em pacientes com doença inflamatória intestinal; colestase biliar, hepatotoxicidade.

Reação incomum (>1/1.000 e < 1/100)

Anorexia.

Reações raras (>1/10.000 e < 1.000)

Ulceração bucal, pancreatite; necrose hepática; artralgia, rash cutâneo, febre medicamentosa; alopecia.

Reações muito raras (<1/10.000)

Leucemia secundária e mielodisplasia; ulceração intestinal; edema facial; oligospermia transitória; linfoma hepatoesplênico de células T em pacientes com doença inflamatória intestinal (uma indicação não registrada) quando usado em combinação com agentes anti-TNF. A Mercaptopurina (substância ativa) é hepatotóxica em animais e no homem. As descobertas histológicas no homem demonstram necrose hepática e estase biliar.

A incidência de hepatotoxicidade varia consideravelmente e pode ocorrer com qualquer dose, porém, mais frequentemente, quando se excede a dose diária recomendada de 2,5 mg/kg de peso corporal ou 75 mg/m2de área de superfície corporal.

O controle da função renal, através de testes, pode permitir detecção antecipada da toxicidade hepática. Esta é normalmente reversível, caso o tratamento com a Mercaptopurina (substância ativa) seja interrompido a tempo de evitar a falência renal fatal.

Em caso de eventos adversos, notifique-os ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Mercaptopurina

Em indivíduos imunodeficientes, não é recomendada a utilização de vacinas com microrganismos vivos.

Efeito de fármacos concomitantes sobre Mercaptopurina (substância ativa)

Ribavirina

A ribavirina inibe a enzima inosina monofosfato desidrogenase (IMPDH), levando a uma menor produção de nucleotídeos 6-tioguanina ativos.

Mielossupressão grave foi relatada após a administração concomitante de uma pródroga de Mercaptopurina (substância ativa) e ribavirina. Portanto, a administração concomitante de ribavirina e Mercaptopurina (substância ativa) não é aconselhável.

Agentes mielossupressores

Quando Mercaptopurina (substância ativa) é combinado com outros agentes mielossupressores, é preciso ter cautela. Reduções da dose podem ser necessárias, com base no monitoramento hematológico.

Alopurinol / oxipurinol / tiopurinol

A atividade de xantina oxidase é inibida pelo alopurinol, oxipurinol e tiopurinol, o que resulta em conversão reduzida de ácido 6-tioinosínico biologicamente ativo para ácido 6-tioúrico biologicamente inativo. Quando alopurinol, oxipurinol e/ou tiopurinol e a Mercaptopurina (substância ativa) são administrados em concomitância, é essencial que seja administrada apenas 25% da dose usual de Mercaptopurina (substância ativa).

Aminossalicilatos

Existem evidências in vitro in vivo de que os derivados aminossalicilatos (como olsalazina, mesalazina sulfassalazina) inibam a enzima TPMT.

Portanto, pode ser necessário considerar a administração de doses mais baixas de Mercaptopurina (substância ativa) quando o fármaco for administrado concomitantemente com derivados de aminossalicilato.

Metotrexato

O metotrexato, na dose 20 mg/m2, por via oral, aumentou a AUC da 6-Mercaptopurina em aproximadamente 31%, e, na dose de 2 ou 5 g/m2, por via intravenosa, aumentou a AUC da 6-Mercaptopurina em 69% e 93%, respectivamente.

Portanto, quando a 6-Mercaptopurina for administrada concomitantemente com metotrexato em dose alta, a dose deve ser ajustada, para manter-se uma contagem de leucócitos adequada.

Efeito de Mercaptopurina (substância ativa) sobre outros fármacos

Anticoagulantes

A inibição do efeito anticoagulante de varfarina e acenocumarol foi relatada quando esses fármacos foram coadministrados com Mercaptopurina (substância ativa). Portanto, doses mais altas de anticoagulantes podem ser necessárias. Recomenda-se que os testes de coagulação sejam rigorosamente monitorados quando anticoagulantes forem administrados concomitantemente com Mercaptopurina (substância ativa).

Precauções do Mercaptopurina

Mercaptopurina (substância ativa) é um agente citotóxico ativo para uso sob a supervisão de médicos com experiência na administração desses agentes.

A imunização com vacinas contendo microrganismos vivos tem o potencial de causar infecções em pacientes imunodeficientes. Assim sendo, não é recomendada a imunização com vacinas elaboradas com microrganismos vivos.

A coadministração de ribavirina e Mercaptopurina (substância ativa) não é aconselhável. A ribavirina pode reduzir a eficácia e aumentar a toxicidade de Mercaptopurina (substância ativa).

Controle

Como o Mercaptopurina (substância ativa) é altamente mielossupressor, recomenda-se a realização de contagens sanguíneas totais diariamente, durante a indução da remissão. Os pacientes devem ser cuidadosamente controlados durante o tratamento.

O tratamento com Mercaptopurina (substância ativa) causa supressão da medula óssea, a qual leva à leucopenia, à trombocitopenia e, com menor frequência, à anemia.

Durante a indução da remissão, devem ser realizados hemogramas diários. Durante a terapia de manutenção, deve ser realizado monitoramento cuidadoso dos parâmetros hematológicos. As contagens de leucócitos e plaquetas continuam a cair após a suspensão do tratamento, de modo que, ao primeiro sinal de uma queda muito grande nessas contagens, o tratamento deve ser interrompido imediatamente. A supressão da medula óssea é reversível, se Mercaptopurina (substância ativa) for suspenso com suficiente antecedência.

Durante a indução de remissão na leucemia mielógena aguda, o paciente pode, frequentemente, ter que passar por um período de relativa aplasia da medula óssea, sendo importante a disponibilidade de condições de suporte adequadas.

Mercaptopurina (substância ativa) é hepatotóxico, sendo assim, testes de função hepática devem ser feitos semanalmente durante o tratamento. É aconselhável um controle mais frequente em pacientes com doença hepática pré-existente ou que foram tratados com outra droga potencialmente hepatotóxica. Se aparecer icterícia, o paciente deve ser instruído a descontinuar o tratamento com Mercaptopurina (substância ativa) imediatamente.

Durante a indução da remissão, quando estiver ocorrendo rápida lise celular, os níveis sanguíneos de ácido úrico devem ser controlados, pois pode haver desenvolvimento de hiperuricemia e/ou hiperuricosúria, com o risco de nefropatia por ácido úrico.

Pacientes portadores de deficiência hereditária da enzima tiopurina-metiltransferase (TPMT) podem apresentar sensibilidade não usual ao efeito mielossupressivo da Mercaptopurina (substância ativa) e podem ser suscetíveis a desenvolver supressão da medula óssea após o início do tratamento com Mercaptopurina (substância ativa). É possível que esse problema seja exacerbado pela coadministração com drogas que inibem TPMT, como olsalazina, mesalazina ou sulfasalazina.

Em indivíduos que recebem concomitantemente Mercaptopurina (substância ativa) e outros agentes citotóxicos, tem-se relatado uma possível associação da diminuição da atividade da TPMT e o desenvolvimento de mielodisplasia e leucemia secundárias. Alguns laboratórios realizam testes para detectar a deficiência da TPMT. Entretanto, esses testes não conseguem identificar todos os pacientes com risco de toxicidade severa. Portanto, é necessário fazer um rigoroso monitoramento dos hemogramas do paciente. Tem-se observado uma resistência cruzada entre a formulação de Mercaptopurina (substância ativa) e 6-tioguanina.

É possível que a dosagem de Mercaptopurina (substância ativa) tenha que ser diminuída quando administrado com outros agentes cuja toxicidade primária e a secundária sejam a mielodepressão.

Insuficiência renal e/ou hepática

Recomenda-se cautela durante a administração de Mercaptopurina (substância ativa) em pacientes com insuficiência renal e/ou hepática. Deve-se cogitar reduzir a dose nesses pacientes, devendo a resposta hematológica ser cuidadosamente monitorada.

Uso em idosos

Nenhum estudo específico foi conduzido em idosos. No entanto, é aconselhável monitorar as funções renal e hepática nesses pacientes e, se houver alguma insuficiência, deve-se considerar a redução da dose de Mercaptopurina (substância ativa).

Efeitos na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Não existem dados sobre o efeito de Mercaptopurina (substância ativa) na capacidade de dirigir e operar máquinas. Nenhum efeito prejudicial nessas atividades pode ser previsto a partir da farmacologia da droga.

Gravidez e lactação

Observou-se a ocorrência de substancial passagem transplacentária e transamniótica de Mercaptopurina (substância ativa) e seus metabólitos da mãe para o feto.

Como em toda quimioterapia citotóxica, devem ser tomadas medidas contraceptivas em caso de algum dos parceiros estar fazendo uso de Mercaptopurina (substância ativa).

Exposição materna

Tem-se observado o nascimento de bebês normais após a administração de Mercaptopurina (substância ativa), como único agente quimioterápico, durante a gravidez, particularmente antes da concepção e após o primeiro trimestre.

Abortamentos e nascimentos prematuros foram relatados em mulheres expostas durante a gestação, bem como diversos casos de nascimentos de bebês com anormalidades congênitas em mulheres que receberam tratamento com Mercaptopurina (substância ativa) em combinação com outros agentes citotóxicos.

Exposição paterna

Tem-se observado anormalidades congênitas e abortos espontâneos posteriores a exposição paterna ao Mercaptopurina (substância ativa).

Estudos com Mercaptopurina (substância ativa) realizados em animais têm demonstrado a existência de toxicidade na reprodução.

Desconhece-se totalmente se existe algum risco em potencial para os humanos. Sempre que possível, deve-se evitar o uso de Mercaptopurina (substância ativa) na gravidez, particularmente durante o primeiro trimestre. Em qualquer caso individual, deve ser avaliado o perigo potencial para o feto contra o benefício esperado para a mãe.

Tem-se detectado Mercaptopurina (substância ativa) no leite materno em pacientes que sofreram transplante renal e estão sendo tratadas com terapia imunossupressora com um prófarmaco da Mercaptopurina (substância ativa). Recomenda-se que mulheres fazendo uso de Mercaptopurina (substância ativa) não devam amamentar.

Categoria D de risco da gravidez. 

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Mutagenicidade e carcinogenicidade

Aumento do número de aberrações cromossômicas foi observado nos linfócitos periféricos em pacientes leucêmicos, em um paciente com hipernefroma (o qual recebeu uma dose não declarada de Mercaptopurina (substância ativa)) e em pacientes com nefropatia crônica tratados com doses de 0,4 – 1,0 mg/kg/dia.

Dois casos foram documentados sobre a ocorrência de leucemia não-linfática aguda em pacientes tratados com Mercaptopurina (substância ativa) em associação com outras drogas para distúrbios não-neoplásicos. Um caso isolado foi relatado em que o paciente, em tratamento para pioderma gangrenoso, desenvolveu, posteriormente, leucemia aguda não-linfática. Porém, não ficou estabelecido se existe uma relação causal com a droga ou se o fato estava diretamente relacionado com o histórico natural da doença.

Um paciente com doença de Hodgkin, tratado com Mercaptopurina (substância ativa) e agentes citotóxicos adicionais, desenvolveu leucemia mielógena aguda.

Doze anos e meio após tratamento com Mercaptopurina (substância ativa) para miastenia grave, uma paciente desenvolveu leucemia mieloide crônica.

Foram recebidos relatos de linfoma hepatoesplênico de células T do grupo com Doença Inflamatória Intestinal (DII) – Doença de Chron e Colite Ulcerativa, quando Mercaptopurina (substância ativa) foi usado em combinação com agentes anti-TNF.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar atentos quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e o tratamento.

Ação do Mercaptopurina

Resultados de eficácia

Na leucemia aguda infantil, as remissões hematológicas parciais obtidas com o uso de Mercaptopurina (substância ativa) foram associadas a uma excelente resposta clínica, com regressão do volume do fígado, baço e linfonodos aumentados, manutenção do nível de hemoglobina sem transfusão sanguínea, menor frequência de infecções, ganho de peso e retorno dos pacientes às suas atividades normais. As crianças tratadas apresentaram leucogramas e contagens de plaquetas normais e, em muitos casos, as remissões hematológicas parciais e completas eram clinicamente indistinguíveis.

Foram obtidas remissões temporárias em cinco casos de pacientes com leucemia granulocítica crônica que receberam Mercaptopurina (substância ativa).

Em crianças, a Mercaptopurina (substância ativa) é utilizada associada ao metotrexato para o tratamento de manutenção da leucemia linfocítica aguda (LLA). A LLA pediátrica responde muito bem aos agentes quimioterápicos, sendo que mais de 90% dos pacientes conseguem uma resposta completa e aproximadamente 50% apresentam sobrevida em longo prazo.

30 mg/m2/semana de metotrexato oral ou IV e Mercaptopurina (substância ativa) foi alternado com vincristina mais dexametasona ao longo de um período de manutenção de 2 anos. Ocorreu resposta completa em 184 pacientes (96,8%) e recidiva em 25 pacientes (12%).

A Mercaptopurina (substância ativa) pode ser benéfica em pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA). Um estudo piloto determinou que a Mercaptopurina (substância ativa) em dose alta, através de infusão intravenosa contínua, seguida por citarabina, pode ser útil em crianças com leucemia mieloide aguda recentemente diagnosticada.

De 17 crianças (de 10 meses a 16 anos de idade), 14 obtiveram remissão completa com um esquema de dose crescente de 500 a 1250 miligramas/metro quadrado (mg/m2) de Mercaptopurina (substância ativa), e 250 a 650 mg/m2 de citarabina por 1 a 4 dias. Ocorreu recidiva hematológica em 7 dos 14 pacientes após 8 a 17 meses de remissão completa.

Pacientes adultos com LMA recentemente diagnosticada foram randomizados para receber daunorrubicina (40 mg/m2/dia x 4 ou mais), be-henoil citarabina (200 mg/m2/dia x 10 ou mais) e 6-Mercaptopurina (70 mg/m2/dia x 10 ou mais) (BH-AC-DM), ou os mesmos três fármacos mais etoposida (100 mg/m2/dia x 5) (BH-AC-EDM) para a terapia de indução individualizada guiada pela resposta. As taxas de remissão completa foram de 77% no grupo BH-AC-DM e 75% no grupo BH-AC-EDM. 

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

A Mercaptopurina (substância ativa) é um análogo sulfidrílico das bases purínicas adenina e hipoxantina, que age como antimetabólito citotóxico.

A Mercaptopurina (substância ativa) é um profármaco inativo, que age como antagonista da purina, mas que requer captação celular e metabolismo intracelular para se tornar um nucleotídeo da tioguanina (TGN) e adquirir suas propriedades citotóxicas. Os TGNs e os outros metabólitos (por ex., 6-metilMercaptopurina (substância ativa)) inibem a síntese de novo de purina e as interconversões de nucleotídeos da purina.

Os TGNs também se incorporam aos ácidos nucleicos, contribuindo, assim, para os efeitos citotóxicos do fármaco.

O efeito citotóxico de Mercaptopurina (substância ativa) pode estar relacionado aos níveis de nucleotídeos de tioguanina, derivados de Mercaptopurina (substância ativa) nos eritrócitos, mas não à concentração de Mercaptopurina (substância ativa) no plasma.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A biodisponibilidade oral da Mercaptopurina (substância ativa) demonstra variabilidade interindividual considerável. A administração de uma dose de 75 mg/m2 a sete pacientes pediátricos demonstrou biodisponibilidade média de 16% da dose administrada, com uma variação de 5 a 37%. Essa variação da biodisponibilidade, provavelmente, resulta do metabolismo hepático de primeira passagem de uma quantidade significativa da droga.

Após a administração oral de Mercaptopurina (substância ativa) 75 mg/m2 a 14 crianças com leucemia linfoblástica aguda, a Cmax média foi de 0,89 μM, com uma faixa de 0,29-1,82 μM, e o Tmax foi de 2,2 horas, com uma faixa de 0,5-4 horas. A biodisponibilidade relativa média de Mercaptopurina (substância ativa) foi aproximadamente 26% menor, após a administração com alimentos e leite, em comparação com um jejum por uma noite. A Mercaptopurina (substância ativa) não é estável com o leite, devido à presença de xantina oxidase (degradação de 30% em 30 minutos).

Mercaptopurina (substância ativa) deve ser administrado pelo menos 1 hora antes ou 3 horas depois da ingestão de alimentos ou leite.

Distribuição

O volume de distribuição aparente médio (± DP) de Mercaptopurina (substância ativa) é 0,9 (± 0,8) litros/kg, embora esse valor possa ser subestimado, porque Mercaptopurina (substância ativa) é distribuída em todo o corpo (e não apenas no fígado).

As concentrações de Mercaptopurina (substância ativa) no líquido cefalorraquidiano (LCR) são baixas ou insignificantes após administração IV ou oral (proporções de LCR/plasma de 0,05 a 0,27). As concentrações no LCR são mais altas após administração intratecal.

Metabolismo

A Mercaptopurina (substância ativa) é extensivamente metabolizada por muitas vias em várias etapas em metabólitos ativos e inativos, sem a predominância de nenhuma enzima. Devido ao complexo metabolismo, a inibição de uma enzima não explica todos os casos de falta de eficácia e/ou mielossupressão pronunciada. As enzimas predominantes, responsáveis pelo metabolismo de Mercaptopurina (substância ativa) ou seus metabólitos posteriores são: a enzima polimórfica tiopurina S-metiltransferase (TPMT), xantina oxidase, inosina monofosfato desidrogenase (IMPDH) e hipoxantina guanina fosforribosiltransferase (HPRT).

Outras enzimas envolvidas na formação de metabólitos ativos e inativos são: guanosina monofosfato sintetase (GMPS, que forma os TGNs) e inosina trifosfato pirofosfatase (ITPase). Além disso, diversos metabólitos inativos também são formados por outras vias.

Há evidências de que os polimorfismos nos genes que codificam os diferentes sistemas de enzimas envolvidos no metabolismo de Mercaptopurina (substância ativa) possam predizer reações medicamentosas adversas ao tratamento com Mercaptopurina (substância ativa).

Tiopurina S-metiltransferase (TPMT)

A atividade de TPMT é inversamente relacionada à concentração de nucleotídeos de tioguanina derivados de Mercaptopurina (substância ativa) nos eritrócitos, com concentrações mais altas de nucleotídeos de tioguanina resultando em maiores reduções nas contagens de leucócitos e de neutrófilos.

Indivíduos com deficiência de TPMT desenvolvem concentrações citotóxicas muito altas de nucleotídeos de tioguanina.

Testes genotípicos podem determinar o padrão alélico de um paciente. Atualmente, 3 alelos - TPMT*2, TPMT*3A e TPMT*3C - são responsáveis por cerca de 95% dos indivíduos com níveis reduzidos de atividade de TPMT. Aproximadamente 0,3% (1:300) dos pacientes têm dois alelos não funcionais (homozigoto-deficientes) do gene TPMT e têm pouca ou nenhuma atividade detectável de enzimas.

Aproximadamente 10% dos pacientes têm um alelo de TPMT não funcional (heterozigoto), levando a atividade de TPMT baixa ou intermediária, e 90% dos indivíduos têm atividade normal de TPMT com dois alelos funcionais. Também pode haver um grupo de aproximadamente 2% de indivíduos com atividade de TPMT muito alta. Testes fenotípicos determinam o nível de nucleotídeos de tiopurina ou de atividade de TPMT nos eritrócitos, e também podem fornecer informações.

Eliminação

Em um estudo com 22 pacientes, o clearance médio e a meia-vida de Mercaptopurina (substância ativa) após infusão IV foi de 864 mL/minuto/m2 e 0,9 horas, respectivamente. O clearance renal médio relatado em 16 desses pacientes foi de 191 mL/minuto/m2. Apenas cerca de 20% da dose foram excretados na urina como droga intacta após a administração IV.

Populações Especiais de Pacientes Idosos

Não foram conduzidos estudos específicos em idosos.

Crianças acima do peso

Em um estudo clínico nos EUA, 18 crianças (com idades de 3 a 14 anos) foram igualmente distribuídas em dois grupos, com relação de peso para altura acima ou abaixo do percentil 75.

Todas as crianças estavam em tratamento de manutenção com Mercaptopurina (substância ativa), e a dose foi calculada com base na área de superfície corporal. A AUC (0-∞) média de Mercaptopurina (substância ativa) no grupo acima do percentil 75 foi 2,4 vezes mais baixa do que aquela para o grupo abaixo do percentil 75.

Portanto, as crianças consideradas acima do peso podem precisar de doses de Mercaptopurina (substância ativa) no limite mais alto da faixa de doses, sendo recomendado o monitoramento rigoroso da resposta ao tratamento.

Insuficiência renal

Estudos com pródroga de Mercaptopurina (substância ativa) não demonstraram nenhuma diferença na farmacocinética de Mercaptopurina (substância ativa) em pacientes urêmicos, em comparação com pacientes submetidos a transplante renal. Como pouco se sabe sobre os metabólitos ativos de Mercaptopurina (substância ativa) na insuficiência renal, deve-se considerar a redução da dose em pacientes com função renal comprometida.

A Mercaptopurina (substância ativa) e/ou seus metabólitos são eliminados por hemodiálise, com aproximadamente 45% dos metabólitos radioativos eliminados durante a diálise de 8 horas.

Insuficiência hepática

Um estudo com uma pródroga de Mercaptopurina (substância ativa) foi conduzido em três grupos de pacientes submetidos a transplante renal: aqueles sem doença hepática, aqueles com insuficiência hepática (mas sem cirrose) e aqueles com insuficiência hepática e cirrose.

O estudo demonstrou que a exposição à Mercaptopurina (substância ativa) foi 1,6 vez mais alta em pacientes com insuficiência hepática (mas sem cirrose) e 6 vezes mais alta em pacientes com insuficiência hepática e cirrose, em comparação com os pacientes sem doença hepática. Portanto, deve-se considerar a redução da dose em pacientes com função hepática comprometida.



Assine nossa newsletter e receba as melhores promoções e ofertas de sua região




SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO OU DE SEU MÉDICO. LEIA A BULA.



Todas as informações contidas nesse site tem a intenção de informar e educar, não pretendendo de forma alguma substituir as informações e orientações do profissional da saúde ou servir como recomendação para algum tratamento, não administre qualquer tipo de medicamento sem consultar o seu médico ou farmacêutico.