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  •     FARMA DELIVERY
  •      LUDIOMIL
  •      Apresentação: 25 MG COM REV CT BL AL PLAS INC X 20
  •      Princípio Ativo: CLORIDRATO DE MAPROTILINA...
  •      Fabricante: NOVARTIS BIOCIENCIAS S.A
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896261000179
     
    PMC: 41.96
  •      R$ 25.71
     
  •     FARMA DELIVERY
  •      LUDIOMIL
  •      Apresentação: 75 MG COM REV CT BL AL PLAS INC X 20
  •      Princípio Ativo: CLORIDRATO DE MAPROTILINA...
  •      Fabricante: NOVARTIS BIOCIENCIAS S.A
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896261000186
     
    PMC: 107.46
  •      R$ 78.80
     



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


CLORIDRATO DE MAPROTILINA


Para que serve o Cloridrato de Maprotilina

Depressão

  • Endógena e depressão de início tardio (involutiva);
  • Depressão psicogênica, reativa e neurótica, depressão por exaustão;
  • Depressão somatogênica;
  • Depressão mascarada;
  • Depressão na menopausa.

Outros transtornos depressivos, caracterizados por

  • Ansiedade, disforia ou irritabilidade;
  • Estados apáticos (especialmente nos idosos);
  • Sintomas psicossomáticos e somáticos com depressão e/ou ansiedade subjacentes.

O Diagnóstico e Manual Estatístico de Distúrbios Mentais (DSM-IV-TR) e a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas de Saúde Relacionados (CID-10) são classificações padrões de distúrbios mentais utilizadas por profissionais da saúde mental e descreve os distúrbios mencionados acima (incluindo subtipos de depressão e outros transtornos do humor depressivo), como tratamento de episódios depressivos, distúrbio depressivo recorrente ou outras depressões. 

Contraindicação do Cloridrato de Maprotilina

  • Hipersensibilidade conhecida ao Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) ou a qualquer excipiente ou sensibilidade cruzada com antidepressivos tricíclicos;
  • Transtornos convulsivos ou limiar convulsivo diminuído (ex.: danos cerebrais de etiologia variada, alcoolismo);
  • Estágio inicial de infarto do miocárdio;
  • Distúrbios da condução cardíaca, incluindo síndrome do QT longo congênita;
  • Insuficiência hepática grave;
  • Insuficiência renal grave;
  • Glaucoma de ângulo fechado;
  • Retenção urinária (ex.: causada por doença prostática);
  • Tratamento concomitante com inibidor da MAO;
  • Intoxicação aguda com álcool, hipnóticos ou agentes psicotrópicos.

Como usar o Cloridrato de Maprotilina

O esquema de dosagem deve ser determinado individualmente e adaptado às condições e à resposta clínica do paciente, por exemplo, pela elevação da dose noturna e ao mesmo tempo, diminuindo-se as doses administradas durante o dia ou, alternativamente, pela administração de apenas uma dose diária. O objetivo é alcançar o efeito terapêutico, utilizando-se as doses mais baixas possíveis, particularmente em pacientes ainda em fase de crescimento ou em pacientes idosos com sistema nervoso autônomo instável, pois esses pacientes geralmente são mais prováveis de ter eventos adversos.

Posologia

Dose inicial

Dose única de 25-75 mg ou dividida dependendo da gravidade da doença.

Dose máxima

A dose diária máxima é de 150 mg. As doses de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) devem ser gradualmente aumentadas, dependendo da tolerabilidade.

Dose de manutenção:

A dose de manutenção recomendada é de 75-150 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

A redução ou interrupção abrupta da dose deve ser evitada por causa de possíveis sintomas de abstinência. Portanto, após o uso regular por tempo prolongado, a dose deve ser reduzida gradualmente e o paciente deve ser cuidadosamente monitorado quando a terapia com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) for interrompida.

Os comprimidos de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) devem ser ingeridos inteiros com líquido suficiente.

Populações Especiais

Pacientes idosos (com mais de 60 anos de idade)

Como os pacientes idosos tem maior probabilidade de apresentar reações adversas em geral são recomendadas dosagens mais baixas. Inicialmente 10 mg, 3 vezes ao dia ou 25 mg, 1 vez ao dia. Se necessário, a dose diária pode ser elevada gradualmente, em pequenos incrementos, até 25 mg, 3 vezes ao dia ou 75 mg, 1 vez ao dia, dependendo da tolerabilidade e da resposta clínica.

Crianças e adolescentes (com menos de 18 anos de idade)

A segurança e eficácia de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) em crianças e adolescentes não foram estabelecidas. Portanto, o uso neste grupo de faixa etária não é recomendado.

Insuficiência Hepática

Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) deve ser administrado com precaução em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada. Porém, não deve ser administrado em pacientes com insuficiência hepática grave.

Insuficiência Renal

Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) deve ser administrado com precaução em pacientes com insuficiência renal leve a moderada. Porém, não deve ser administrado em pacientes com insuficiência renal grave.

Diversas interações medicamentosas com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) requerem ajustes de dose.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Reações Adversas do Cloridrato de Maprotilina

Os efeitos indesejados são geralmente leves e transitórios, desaparecendo durante o curso do tratamento ou após a diminuição da dose. As reações adversas não estão sempre correlacionadas com os níveis plasmáticos do fármaco ou com a dosagem. Frequentemente é difícil distinguir-se certos efeitos adversos dos sintomas da depressão, tais como fadiga, distúrbios do sono, agitação, ansiedade, constipação ou boca seca.

Se ocorrerem reações adversas graves, por exemplo, de natureza neurológica ou psiquiátrica, a administração de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) deverá ser suspensa.

Os pacientes idosos são particularmente sensíveis aos efeitos anticolinérgicos, neurológicos, psiquiátricos ou cardiovasculares. A habilidade desses pacientes em metabolizar e eliminar substâncias pode estar diminuída, ocasionando, eventualmente, concentração plasmática elevada com as doses terapêuticas.

As reações adversas indicadas a seguir foram relatadas tanto com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) como com antidepressivos tricíclicos.

As reações adversas estão classificadas por incidência, com as mais frequentes primeiro, utilizando-se o seguinte critério

  • Muito comum (≥ 1/10);
  • Comum (≥ 1/100 e < 1/10);
  • Incomum (≥ 1/1.000 e <1/100);
  • Raro (≥ 1/10.000, <1/1.000);
  • Muito raro (<1/10.000), incluindo relatos isolados.

Tabela 1: Reações adversas de relatos espontâneos e literatura (frequência não conhecida) 

Infecções e infestações
Muito raro Cáries dentais
Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático
Muito raro Leucopenia, agranulocitose, eosinofilia, trombocitopenia.
Distúrbios endócrinos
Muito raro Secreção inapropriada de hormônio antidiurético
Distúrbios de nutrição e metabolismo
Comum Aumento do apetite
Distúrbios psiquiátricos
Comum Inquietação, ansiedade, agitação, mania, hipomania, distúrbio da libido, agressão, distúrbio do sono, insônia, pesadelo, depressão
Raro Delírio, confusão, alucinação (particularmente em pacientes geriátricos), nervosismo
Muito raro Ativação dos sintomas psicóticos, despersonalização
Distúrbios do sistema nervoso
Muito comum Sonolência, tontura, dor de cabeça, tremor, mioclonia
Comum Sedação, memória prejudicada, distúrbios da atenção, parestesia, disartria
Raro Convulsão, acatisia, ataxia
Muito raro Discinesia, coordenação anormal, síncope, disgeusia
Distúrbios dos olhos
Comum Visão borrada, distúrbio da acomodação visual
Distúrbios do aparelho auditivo
Muito raro Tinnitus
Distúrbios cardíacos
Comum Taquicardia sinusal, palpitações
Raro Arritmia.
Muito raro Distúrbio de condução (ex.: ampliação do complexo QRS, bloqueio do feixe atrioventricular, alterações PQ), prolongamento do intervalo QT, taquicardia ventricular,fibrilação ventricular, “torsade de pointes
Distúrbios vasculares
Comum Rubores, hipotensão ortostática
Muito raro Púrpura
Distúrbios respiratórios, mediastínicos e torácicos
Muito raro
Alveolite alérgica (com ou sem eosinofilia), doença intersticial do pulmão (ex.: pneumonite intersticial subaguda), broncoespasmo, congestão nasal
Distúrbios gastrintestinais
Muito comum Boca seca.
Comum Náusea, vômito, distúrbios abdominais, constipação
Raro Diarreia
Muito raro Estomatite
Distúrbios hepato-biliares
Muito raro Hepatite (com ou sem icterícia)
Distúrbios do tecido subcutâneo e pele
Comum Dermatite alérgica, rash, urticária, reação de fotossensibilidade, hiperidrose
Muito raro Prurido, vasculite cutânea, alopécia, eritema multiforme, síndrome deStevens-Johnson, necrólise tóxica epidérmica
Distúrbios músculo-esqueléticos, tecidos conectivos e osso
Comum Fraqueza muscular
Distúrbios urinários e renais
Comum Distúrbio de micção
Muito raro Retenção urinária
Distúrbios do sistema reprodutivo e de lactação
Comum: Disfunção erétil
Muito raro Hipertrofia do peito, galactorreia
Distúrbios gerais
Muito comum Fadiga
Comum Pirexia
Muito raro Edema (local ou generalizado)
Exames
Comum Aumento de peso, anormalidades do eletrocardiograma (ex.: alterações das ondas ST e T)
Raro Aumento da pressão sanguínea, teste da função hepática anormal.
Muito raro Eletroencefalograma anormal
Lesão, intoxicação e complicações de procedimento
Muito raro Desmaio

Sintomas relacionados à descontinuação do tratamento

Embora não haja indicativos de dependência, os sintomas a seguir ocorrem ocasionalmente após a interrupção abrupta do tratamento ou da redução da dose: náusea, vômito, dor abdominal, diarreia, insônia, cefaleia, nervosismo, ansiedade e piora da depressão subjacente ou recorrência do humor depressivo.

Fratura óssea

Os estudos epidemiológicos, realizados principalmente em pacientes com 50 anos de idade ou mais, mostram um aumento do risco de fraturas ósseas em pacientes que recebem ISRSs e antidepressivos tricíclicos. O mecanismo que leva a esse risco é desconhecido.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Cloridrato de Maprotilina

Interações que resultam em contraindicação

Inibidores da MAO

Inibidores da monoamino oxidase (MAO) que são potentes inibidores do CYP2D6 in vivo, tais como moclobemida, são contraindicados na coadministração com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa). Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) não deve ser administrado por ao menos 14 dias após a interrupção do tratamento com inibidores da MAO, para se evitar o risco de interações graves, tais como hipertermia, tremores, convulsões clônicas generalizadas, delírio e possível óbito. O mesmo se aplica quando da administração de um inibidor da MAO após tratamento prévio com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa).

Interações resultando em uso concomitante não recomendado

Antiarrítmicos

Antiarrítmicos que são potentes inibidores do CYP2D6, tais como quinidina e propafenona, não devem ser administrados em combinação com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa). Os efeitos anticolinérgicos da quinidina podem causar sinergismo relacionado à dose com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa).

Agentes anticolinérgicos

Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) pode potencializar os efeitos de agentes anticolinérgicos (ex.: fenotiazina, agentes antiparkinsonianos, atropinabiperideno, anti-histamínicos) nas pupilas, no sistema nervoso central, no intestino e na bexiga.

Agentes antidiabéticos

A comedicação com sulfonilureias e insulina pode potencializar o efeito hipoglicêmico de agentes antidiabéticos. Os pacientes diabéticos devem monitorar sua glicose sanguínea quando do início ou descontinuação do tratamento com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa).

Depressores do SNC

Os pacientes que utilizam Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) devem ser alertados de que sua resposta ao álcool, aos barbitúricos e a outras substâncias depressoras centrais pode ser intensificada.

Medicamentos que causam prolongamento do intervalo QT

A administração concomitante de drogas que causam prolongamento do intervalo QT pode aumentar o risco de arritmias ventriculares, incluindo taquicardia ventricular e Torsades de Pointes (TdP). Recomenda-se precaução ao administrar medicamentos que prolonguem o intervalo QT, especialmente em pacientes com fatores de risco subalterno.

Interações a serem consideradas

Inibidores seletivos da recaptação da serotonina

Inibidores seletivos da recaptação da serotonina, que são inibidores do CYP2D6, como a fluoxetinafluvoxamina(também um inibidor do CYP3A4, CYP2C19, CYP2C9 e CYP1A2), paroxetinasertralina ou citalopram, podem resultar em grande aumento das concentrações plasmáticas de maprotilina, com efeitos colaterais correspondentes. Devido à meia-vida longa da fluoxetina e fluvoxamina, esse efeito pode ser prolongado. O ajuste de dose pode ser necessário.

Benzodiazepínicos

A comedicação com os benzodiazepínicos pode causar aumento na sedação.

Interações que resultam em um efeito aumentado de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa)

A administração concomitante de inibidores do CYP2D6 pode conduzir a um aumento na concentração de maprotilina, até ~ 3,5 vezes em pacientes com um fenótipo metabolizador debrisoquina extensa, convertendo-os em um fenótipo metabolizador fraco.

Antagonistas do receptor H2

Embora não relatado com relação à Cloridrato de Maprotilina (substância ativa), a coadministração com antagosnistas do receptor histamina2 (H2), tais como a cimetidina (um inibidor de várias enzimas P450, incluindo CYP2D6 e CYP3A4), demonstra inibir o metabolismo de vários antidepressivos tricíclicos, resultando em aumento da concentração plasmática dos mesmos e no aumento dos efeitos colaterais (boca seca, distúrbios da visão). Pode ser necessário, portanto, reduzir-se a dosagem de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa), quando administrado concomitantemente com a cimetidina.

Antipsicóticos

O uso concomitante com antipsicóticos (por exemplo, fenotiazinas, risperidona) pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos de maprotilina, redução do limiar de convulsão e convulsões. A combinação com a tioridazina inibidor do CYP2D6 pode produzir arritmias cardíacas graves. O ajuste da dose pode ser necessário.

Metilfenidato

O metilfenidato pode aumentar as concentrações plasmáticas de antidepressivos tricíclicos e assim intensificar os seus efeitos. O ajuste da dose pode ser necessário.

Antifúngico oral, terbinafina

A administração concomitante com o antifúngico oral, terbinafina (um potente inibidor da CYP2D6), pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos de maprotilina. Ajustes de dose de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) podem ser necessários.

Interações que resultam na diminuição do efeito do Cloridrato de Maprotilina (substância ativa)

Efeitos dos indutores do citocromo P450 sobre o metabolismo de maprotilina

A maprotilina é primariamente metabolizada pela CYP2D6 e em algumas extensões pela CYP1A2. A CYP2D6, não tem sido considerada como induzível, no entanto, a administração concomitante de substâncias conhecidas como indutoras de CYP1A2 pode aumentar a formação de desmetilmaprotilina e reduzir a eficácia do Cloridrato de Maprotilina (substância ativa). O ajuste de dose do Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) pode ser necessário quando administrado concomitantemente com substâncias indutoras do citocromo P450 hepático, particularmente aquelas tipicamente envolvidas no metabolismo de antidepressivos tricíclicos, tais como CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 (ex.: rifampicinacarbamazepinafenobarbital e fenitoína).

Interações que afetam outros medicamentos

Anticoagulantes

Alguns antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito anticoagulante de fármacos cumarínicos, possivelmente pela inibição de seu metabolismo ou motilidade intestinal diminuída. Não há evidências de que Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) tenha a habilidade de inibir o metabolismo de anticoagulantes, tais como a varfarina (ativo enantiômero-S clareado pelo CYP2D9), mas a monitorização cuidadosa da protrombina plasmática é recomendada para esta classe de substâncias.

Agentes simpatomiméticos

Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) pode potencializar os efeitos cardiovasculares de agentes simpatomiméticos, tais como adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefrina, assim como os das gotas nasais e dos anestésicos locais (ex.: os utilizados pelo dentista). Portanto, o acompanhamento rigoroso (pressão arterial, ritmo cardíaco) e ajuste cuidadoso de dosagem são necessários.

Agentes anti-hipertensivos

A administração concomitante de beta-bloqueadores que são inibidores do CYP2D6, tais como propranolol, pode causar um aumento da concentração plasmática de maprotilina. Nestes casos, recomenda-se o monitoramento dos níveis plasmáticos e ajustes de dosagem.

Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) pode diminuir ou anular os efeitos anti-hipertensivos dos agentes antiadrenérgicos, tais como guanetidina, betanidina, reserpina, clonidina e alfa-metildopa. Os pacientes que necessitam de comedicação para hipertensão deverão, portanto, ser tratados com anti-hipertensivos de mecanismo de ação diferente (ex.: diuréticos, vasodilatadores ou beta-bloqueadores, que não sofram acentuada biotransformação). A descontinuação brusca de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) pode também resultar em hipotensão grave.

Precauções do Cloridrato de Maprotilina

Antiarrítmicos

Antiarrítmicos que são potentes inibidores de CYP2D6, tais como quinidina e propafenona, não devem ser administrados em combinação com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa). Os efeitos anticolinérgicos da quinidina podem causar sinergismo relacionado à dose de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa).

Risco de suicídio

O risco de suicídio é inerente à depressão grave e pode persistir até que ocorra remissão significativa. Pacientes com distúrbios depressivos, tanto adultos quanto pediátricos, podem apresentar piora da depressão e/ou comportamento suicida ou outros sintomas psiquiátricos, se estiverem ou não sob medicação antidepressiva. Os antidepressivos aumentaram o risco de pensamento e comportamento suicida em estudos de curta duração em crianças, adolescentes e jovens adultos com menos de 25 anos com distúrbios depressivos e outros distúrbios psiquiátricos. Há também relatos de que os antidepressivos, em raras ocasiões, exacerbam tendências suicidas.

Um estudo em que Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) foi administrado como tratamento profilático para depressão unipolar sugeriu um aumento no comportamento suicida do grupo tratado. Relatou-se que Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) é comparável a outros antidepressivos, em termos de associação à superdose fatal. Todos os pacientes em tratamento com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa), em qualquer indicação, devem ser observados com atenção quanto à piora do quadro clínico, comportamento suicida ou outros sintomas psiquiátricos, especialmente durante a fase inicial do tratamento ou na troca de dosagens do medicamento.

As modificações de esquema terapêutico, incluindo a possível descontinuação do medicamento, devem ser consideradas nesses pacientes, especialmente se forem alterações graves no quadro clínico, de início repentino, ou ainda, se não fizer parte dos sintomas apresentados pelo paciente.

Familiares e cuidadores de pacientes em tratamento com antidepressivos tanto nas indicações psiquiátricas quanto nas não psiquiátricas, devem estar atentos quanto à necessidade de monitorá-los nas situações de emergência decorrentes do aparecimento de outros sintomas psiquiátricos ou decorrentes do comportamento suicida, e relatar tais sintomas imediatamente ao médico.

As prescrições de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) devem corresponder à menor quantidade de comprimidos consistente com o bom gerenciamento dos sintomas do paciente, para que o risco de superdose seja reduzido.

Convulsões

Existem relatos raros sobre a ocorrência de convulsões em pacientes que recebiam doses terapêuticas de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) e sem história prévia de convulsão. Em alguns casos, outros fatores complicadores estavam também presentes, tais como medicação concomitante, com conhecido potencial de diminuir o limiar de convulsão. O risco de convulsão pode ser aumentado quando antipsicóticos (ex.: fenotiazinas, risperidona) são administrados concomitantemente, quando se interrompe abruptamente a administração concomitante de benzodiazepínicos, ou quando se excede rapidamente a dosagem recomendada. Enquanto não se tenha estabelecido uma relação causal, o risco de convulsões deve ser reduzido: pelo início da terapia com baixa dosagem; mantendo-se a dosagem inicial por duas semanas, para então elevá-la gradualmente em pequenos incrementos; conservando-se a dosagem de manutenção no nível mínimo efetivo; ajuste cuidadoso ou abstenção de comedicação com fármacos que diminuam o limiar de convulsão (ex.: fenotiazinas, risperidona), ou redução rápida do uso de benzodiazepínicos.

O tratamento concomitante com terapia eletroconvulsiva deve ser efetuado somente sob supervisão cuidadosa.

Distúrbios cardíacos e vasculares

Há relatos de que os antidepressivos tricíclicos e os tetracíclicos produzem arritmias cardíacas, taquicardia sinusal e prolongamento do tempo de condução. Taquicardia ventricular, fibrilação ventricular e “torsades de pointes” têm sido raramente relatados em pacientes tratados com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa); alguns desses casos têm sido fatais. Indica-se cuidado em pacientes idosos e em pacientes com enfermidades cardiovasculares, incluindo-se história de infarto do miocárdio, arritmias e/ou doença isquêmica cardiovascular. A monitorização da função cardíaca, incluindo-se ECG, está indicada em tais pacientes, especialmente em tratamentos de longo prazo. Em pacientes suscetíveis a hipotensãoortostática, são necessárias monitorizações regulares pressão arterial. A combinação com a tirozina, um inibidor da CYP2D6 pode produzir arritmias cardíacas graves. O ajuste da dose pode ser necessário.

Outros efeitos psiquiátricos

Em pacientes com esquizofrenia que recebem antidepressivos tricíclicos, tem sido ocasionalmente observada a ativação de psicoses, e isso deve ser considerado um risco com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa). Da mesma forma, foram relatados episódios hipomaníacos ou maníacos em pacientes com transtornos bipolares sob tratamento com antidepressivos tricíclicos, durante uma fase depressiva. Em tais casos, pode ser necessário reduzir-se a dose de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) ou descontinuá-la e administrar um agente antipsicótico. A comedicação com antipsicóticos (ex.: fenotiazinas, risperidona) pode resultar no aumento do nível plasmático de maprotilina, na diminuição do limiar de convulsão e na crise convulsiva. Os antidepressivos tricíclicos podem causar, especialmente à noite, psicoses (delírios) em pacientes predispostos e em idosos. Após a suspensão do fármaco, o quadro regride em alguns dias, sem tratamento.

Depressores do sistema nervoso central

Pacientes que tomam Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) devem ser advertidos de que a resposta ao álcool, barbitúricos e outros depressores do SNC podem ser intensificados.

Hipoglicemia

A possibilidade de hipoglicemia deve ser considerada em pacientes recebendo Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) concomitantemente com sulfonilureias ou insulina. Pacientes diabéticos devem monitorar atentamente o seu nível de glicose no sangue quando o tratamento com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) for iniciado ou descontinuado.

Contagem de células brancas do sangue

Embora tenham sido relatados apenas casos isolados de alterações na contagem de leucócitos com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa), recomenda-se a contagem periódica das células sanguíneas e a monitorização de sintomas, tais como febre e faringoamigdalites, especialmente nos primeiros meses de tratamento. Isso também é recomendado durante terapia prolongada.

Anestesia

Antes de anestesia geral ou local, o anestesista deve ser informado de que o paciente faz uso de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa). É mais seguro continuar o tratamento do que se expor aos riscos de uma interrupção do medicamento antes da cirurgia.

Tratamento de população específica e tratamento a longo prazo

Durante tratamento prolongado, é recomendável controlar as funções hepática e renal.

Recomenda-se cautela em pacientes com história de pressão intraocular elevada, constipação crônica grave ou com história de retenção urinária, especialmente na presença de hipertrofia prostática.

Os antidepressivos tricíclicos podem causar íleo paralítico, particularmente em pacientes idosos e em pacientes hospitalizados. Medidas apropriadas devem, portanto, ser adotadas se ocorrer constipação.

Recomenda-se cautela em pacientes com hipertireoidismo e em pacientes em tratamento com medicamentos de hormônio tireoidiano (possibilidade de aumento de efeitos cardíacos indesejáveis).

Em tratamentos de longo prazo com antidepressivos, tem sido relatado aumento de cáries dentais. São, portanto, recomendáveis inspeções dentais regulares, durante tratamentos de longa duração.

O lacrimejamento reduzido e o relativo acúmulo de secreções mucoides, causados por propriedades anticolinérgicas dos antidepressivos tricíclicos, podem originar danos ao epitélio da córnea em pacientes que utilizam lentes de contato.

Descontinuação do tratamento

A retirada abrupta ou a redução de dose abrupta devem ser evitadas, pelas possíveis reações adversas. Caso seja decidido descontinuar o tratamento a retirada da medicação deve ser gradual, o mais rápido dentro do possível, lembrando-se que a descontinuação repentina pode ser associada a determinados sintomas.

Lactose

Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) comprimidos revestidos contém lactose.

Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência grave à lactase ou má absorção de glicose-galactose não devem tomar este produto.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Pacientes em tratamento com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) devem ser advertidos que visão turva, tonturas, sonolência e outros sintomas do SNC podem ocorrer, nesse caso eles não devem dirigir, operar máquinas ou se envolver em outras atividades potencialmente perigosas. Os pacientes também devem ser advertidos de que o consumo de álcool ou outros medicamentos podem potencializar esses efeitos.

Mulheres em idade fértil

Nenhuma recomendação especial.

Gravidez

Experimentos conduzidos em animais demonstraram não haver potencial teratogênico ou efeitos mutagênicos e nenhuma evidência de prejuízo à fertilidade ou dano ao feto. Entretanto, o uso seguro durante a gravidez não está estabelecido. Foram relatados casos isolados que sugerem a possível associação entre Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) e reações adversas sobre o feto humano. Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) não deve ser administrado durante a gravidez, a menos que os benefícios ao feto sejam evidentemente mais importantes do que seus riscos. Não há dados sobre o uso de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) em mulheres grávidas. Estudos limitados em animais não indicam quaisquer efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito à toxicidade reprodutiva. Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) deve ser administrado em mulheres grávidas somente se realmente necessário.

Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) deve ser descontinuado ao menos sete semanas antes da data prevista para o parto, desde que o estado clínico da paciente assim o permita, para se evitar que o recém-nascido apresente possíveis sintomas, tais como dispneia, letargia, irritabilidade, taquicardia, hipotonia, convulsões, tremor e hipotermia.

Este medicamento pertence a categoria de risco na gravidez B.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

O maprotilina passa para o leite materno. Após a administração diária de 150 mg por 5 dias, as concentrações no leite materno excederam as do sangue por um fator de 1,3-1,5. Embora os relatos não demonstrem efeitos colaterais no recém-nascido, mães que estiverem tomando Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) não devem amamentar.

Fertilidade

Nenhuma recomendação especial.

Ação do Cloridrato de Maprotilina

Resultados da eficácia

Um estudo multicêntrico com 118 indivíduos (Escala de Hamilton com pontuação ≥ 24 - depressão severa) responderam melhor a Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) do que a paroxetina, embora os casos menos graves responderam melhor à paroxetina.

Outros estudos demonstraram a eficácia de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) no tratamento da depressão maior. Foi realizada uma análise retrospectiva de coorte com 62 pacientes ambulatoriais com transtorno depressivo maior. Todos os indivíduos encontravam-se dentro dos critérios DSM-III-R ou DSM-IV para transtorno depressivo maior e apresentaram um nível de HAM-D de 22 a 32 após pelo menos 14 dias sem medicação psicotrópica antes do tratamento com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa). O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) foi administrado diariamente por via oral numa dose de 30 a 75 mg por dia. Os indivíduos foram observados durante dez semanas e foram avaliados como respondedores ou não-respondedores usando o nível de HAMD (respondedores demonstraram uma redução de 50% da linha de base). No final do período de dez semanas de tratamento 83,1% [sica] (54/62) dos indivíduos apresentaram uma resposta à Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) e o percentual acumulado dos respondedores alcançou mais de 80% após seis semanas .

O estudo também analisou alguns fatores clínicos (idade, sexo, frequência dos episódios, histórico familiar, e os sintomas psiquiátricos) como preditores de resposta ao Cloridrato de Maprotilina (substância ativa), mas nenhuma diferença estatisticamente significativa foi identificada por nenhum dos fatores clínicos . Os autores concluíram que não havia grande diferença nas taxas de resposta de cada antidepressivo e que maprotilina, fluvoxamina e milnaciprano podem apresentar um baixo risco na mudança da mania em indivíduos que sofrem de depressão bipolar II.

Uma nova publicação (Pinar et al, 2008) incluiu detalhes de 40 indivíduos do sexo masculino com diagnóstico de transtorno depressivo segundo o DSM-IV. Os indivíduos tinham uma idade média de 21,0 ± 1 anos (intervalo de 20 a 23 anos) e foram tratados durante 30 dias com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) (150 mg/dia); leituras foram realizadas no dia zero e dia 30. Os níveis de HAM-D foram significativamente reduzidos após o tratamento com Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) (basal = 32,78 ± 3,33, dia 30 = 22,72 ± 5,09, p <0,001). Além disso, como já foi detalhado como um efeito indesejável do produto, a média de peso corporal e o índice de massa corporal aumentaram significativamente e de acordo com os autores podem estar relacionadas com seus efeitos negativos sobre as variáveis metabólicas.

Todos estudos descritos acima confirmam a eficácia conhecida de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) no tratamento dos distúrbios da depressão maior, categorizados pelos critérios DSM-IV ou ICD-10.

Características Farmacológicas

Farmacodinâmica

Classe farmacoterapêutica: antidepressivos.

Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) é um antidepressivo tetracíclico, inibidor não seletivo da recaptação de monoamina, que exibe uma série de propriedades terapêuticas comuns aos antidepressivos tricíclicos. Apresenta um espectro de ação bem equilibrado, melhorando o humor e aliviando a ansiedade, a agitação e o retardamento psicomotor. Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) influencia favoravelmente os sintomas somáticos dos quadros de depressão mascarada.

O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) , difere estruturalmente e farmacologicamente dos antidepressivos tricíclicos. Possui efeito inibidor potente e seletivo sobre a recaptação da noradrenalina nos neurônios pré-sinápticos, nas estruturas corticais do sistema nervoso central, mas quase não exerce efeito inibidor na recaptação da serotonina. O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) apresenta afinidade de fraca a moderada pelos adrenoceptores alfa1 centrais, acentuada atividade inibitória com os receptores H1 de histamina e um efeito anticolinérgico moderado.

O envolvimento durante tratamento a longo prazo de alterações na reatividade funcional do sistema neuroendócrino (hormônio de crescimento, melatonina, sistema endorfinérgico) e/ou neurotransmissores (noradrenalina, serotonina, GABA), é também considerado no mecanismo de ação.

Farmacocinética

Absorção

Após a administração oral única dos comprimidos revestidos, a absorção é lenta, porém completa. A biodisponibilidade absoluta média é de 66 a 70%. Em 8 horas, após uma dose oral de 50 mg, são obtidos os picos de concentração plasmática de 48 a 150 nmol/litro (13 a 47 ng/mL).

Após administração oral ou intravenosa repetida diária de 150 mg de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa), são atingidas, durante a segunda semana de tratamento, concentrações plasmáticas de steady-state (estado de equilíbrio) de 320 a 1270 nmol/litro (100 a 400 ng/mL), independente da dose diária ter sido administrada em forma única ou em três frações. As concentrações no estado de equilíbrio são linearmente proporcionais à dose, embora as concentrações variem muito de uma pessoa para outra.

Distribuição

O coeficiente de partição do Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) entre o sangue e o plasma é 1,7. O volume médio de distribuição aparente é de 23 a 27 litros/Kg. O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) liga-se a proteínas plasmáticas em 88 a 90%, independentemente da idade ou enfermidade do paciente. As concentrações no fluido cerebroespinhal são de 2 a 13% das concentrações séricas.

Metabolismo

O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) é primariamente eliminada pelo metabolismo: apenas 2 a 4% da dose são eliminados de forma inalterada através da urina.

A principal rota do metabolismo é a formação do metabólito, desmetilmaprotilina. A eliminação primária de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) e desmetilmaprotilina dá-se através da hidroxilação e conjugação adicional dos metabólitos e excreção na urina. Os metabólitos hidroxilados, tais como fenóis isoméricos, 2- e 3-hidroximaprotilina e 2,3-diidrodiol, representam somente 4 a 8% da dose excretada na urina humana. A maioria dos produtos eliminados são conjugados glicuronidos dos metabólitos primários (75%). A desmetilação da maprotilina aparenta ser catalisada primariamente pela CYP2D6, com algumas contribuições do CYP1A2.

Eliminação

O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) é eliminada do sangue com meia-vida média de 43 a 45 horas. O clearance (depuração) sistêmico médio encontra-se entre 510 e 570 mL/min.

Em 21 dias, cerca de dois terços de uma dose única são excretados através da urina, predominantemente como metabólitos livres e conjugados, e cerca de um terço nas fezes.

Proporcionalidade da dose

O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) apresenta farmacocinética dose-proporcional no intervalo de doses de 25 a 150 mg.

Efeito do gênero

Não há nenhuma evidência significativa que possa sugerir uma possível diferença na eliminação entre a população masculina e feminina. Nenhuma recomendação de dosagem para um gênero específico pode ser dada.

Populações especiais

Idosos

Os pacientes idosos podem apresentar maiores concentrações plasmáticas de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) como resultado combinado de uma redução do metabolismo do medicamento em pacientes idosos e uma diminuição da função renal. As concentrações no estado de equilíbrio em pacientes idosos (idade acima de 60 anos) apresentam-se mais altas do que em pacientes mais jovens, quando recebem as mesmas doses. A meia-vida de eliminação aparente é mais longa e a dose deve ser reduzida à metade.

Insuficiência Renal

Pacientes com insuficiência renal leve a moderada e função hepática normal podem geralmente ser tratados com doses normais. A diminuição da eliminação renal em pacientes com insuficiência renal é possivelmente compensada pelo aumento da excreção biliar. O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) é contraindicada em pacientes com insuficiência renal grave.

Insuficiência Hepática

Como o medicamento é eliminado principalmente pelo metabolismo, um impacto significativo sobre a depuração do medicamento é esperado em pacientes com insuficiência hepática. O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) é contraindicada em pacientes com insuficiência hepática grave.

Sensibilidade étnica

Embora o impacto da sensibilidade étnica e raça na farmacocinética de Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) não tenha sido estudada extensivamente, o metabolismo de maprotilina pode ser influenciado por fatores genéticos levando a um metabolismo pobre ou extenso do medicamento.

Dados de segurança pré-clinicos

Não houve envidências para efeitos mutagênicos em uma bateria de estudos de genotoxicidade in vitro e in vivo. Os efeitos carcinogênicos do Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) não têm sido suficientemente investigados. Um estudo de 1,5 anos em ratos não apresentou evidências de um potencial carcinogênico do Cloridrato de Maprotilina (substância ativa). Estudos de reprodução de toxicidade oral em três espécies (ratos, camundongos e coelhos), levaram à conclusão de que o Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) não tem atividade teratogênica. O Cloridrato de Maprotilina (substância ativa) não apresentou efeito sobre a fertilidade e no desenvolvimento peri e pós-natal nas doses orais diárias de até 30 mg/Kg. A maprotilina provoca graves irritações na pele.



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