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RESULTADOS: 2

  •     AGILLE MEDICAMENTOS
  •      LANVIS
  •      Apresentação: 40 MG COM CT FR VD AMB X 25
  •      Princípio Ativo: TIOGUANINA...
  •      Fabricante: ASPEN PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7895858009366
     
    PMC: 268.21
  •      R$ 201.81
     
  •     4BIO MEDICAMENTOS ESPECIAIS
  •      LANVIS
  •      Apresentação: 40 MG COM CT FR VD AMB X 25
  •      Princípio Ativo: TIOGUANINA...
  •      Fabricante: ASPEN PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7895858009366
     
    PMC: 268.21
  •      R$ 275.98
     



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


TIOGUANINA


Para que serve o Tioguanina

Tioguanina (substância ativa) é indicado para o tratamento de leucemias agudas, especialmente leucemia mieloblástica aguda e leucemia linfoblástica aguda.

Contraindicação do Tioguanina

Tioguanina (substância ativa) é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula.

Tendo em vista a gravidade das indicações, não há contraindicações bsolutas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Como usar o Tioguanina

Uso oral.

Tanto a dose exata quanto a duração do tratamento com Tioguanina (substância ativa) dependerão da natureza e da dosagem dos demais agentes citotóxicos administrados concomitantemente.

Tioguanina (substância ativa) demonstra absorção variável após administração oral, e os níveis plasmáticos da tioguanina podem ser reduzidos após êmese ou ingestão de alimentos.

Tioguanina (substância ativa) pode ser usado em qualquer estágio anterior à terapia de manutenção, em ciclos de curta duração, por exemplo, indução, consolidação e intensificação. Entretanto, não é recomendado o uso em terapia de manutenção ou tratamentos similares de longa duração contínuos, devido ao alto risco de toxicidade hepática.

Posologia

Adultos

A dose usual é de 60 a 200 mg/m2 de superfície corporal por dia.

Crianças

Para crianças são indicadas doses similares àquelas usadas em adultos, com correção apropriada à área da superfície corporal.

Paciente idosos

Não há recomendações específicas de dosagem para pacientes idosos.

Tioguanina (substância ativa) tem sido utilizado nos idosos, em vários regimes de quimioterapia combinada para o tratamento da leucemia aguda, em dosagens equivalentes àquelas utilizadas em pacientes jovens.

Pacientes com insuficiência renal e/ou hepática

Deve-se considerar a redução da dose em pacientes com função hepática e/ou renal comprometida.

A dose deve ser cuidadosamente ajustada às necessidades individuais dos pacientes.

Tioguanina (substância ativa) tem sido usado em vários esquemas de quimioterapia combinada para leucemia aguda, tanto em doses diárias únicas quanto fracionadas. A literatura pertinente deve ser consultada para verificação de pormenores.

Reações Adversas do Tioguanina

Não existem relatos clínicos recentes que possam ser usados como suporte para determinar a frequência das reações adversas. Tioguanina (substância ativa) é usualmente uma das drogas de quimioterapia combinada e, consequentemente, não é possível atribuir reações adversas inequívocas para esta droga isoladamente.

Reações muito comuns (>1/10):

Supressão da medula óssea; toxicidade hepática associada a dano vascular endotelial, quando a tioguanina é usada em terapia de manutenção ou de longa duração continuada, o que não é recomendado.

A toxicidade hepática normalmente aparece como uma síndrome clínica da doença veno-oclusiva hepática (hiperbilirrubinemia, hepatomegalia dolorosa, ganho de peso devido à retenção de fluidos e ascite) ou com sinais de hipertensão portal (esplenomegalia, trombocitopenia e varizes esofagianas). Elevação das transaminases hepáticas, fosfatase alcalina e gamaglutamiltransferase e icterícia podem também ocorrer.

Características histopatológicas associadas com essa toxicidade incluem esclerose hepatoportal, hiperplasia nodular regenerativa, peliose hepática e fibrose periportal.

Reações comuns (>1/100 e <1/10):

Estomatite e intolerância gastrintestinal; toxicidade hepática durante ciclo terapêutico de curta duração, aparecendo como uma doença venooclusiva.

A reversão dos sintomas e sinais dessa toxicidade tem sido relatada com a descontinuação da terapia, seja ela de curta ou de longa duração.

Reações raras (>1/10.000 e <1.000):

Necrose e perfurações intestinais; necrose hepática centrolobular tem sido relatada em alguns casos, incluindo pacientes recebendo quimioterapia combinada, contraceptivos orais, altas doses de tioguanina e álcool.

Em caso de eventos adversos, notifique-os ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou à Vigilância
Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Tioguanina

Não se recomenda a imunização com vacinas contendo microrganismos vivos em indivíduos imunodeficientes.

O uso concomitante de alopurinol para inibir a formação de ácido úrico não requer a redução da dose de Tioguanina (substância ativa), como é necessária com mercaptopurina e azatioprina.

Como há evidência in vitro de que derivados do aminossalicilato (como olsalazina, mesalazina ou sulfassalazina) inibem a enzima TPMT, essas drogas devem ser administradas com precaução em pacientes sob tratamento com Tioguanina (substância ativa).

Precauções do Tioguanina

Tioguanina (substância ativa) é um agente citotóxico ativo para uso apenas sob supervisão de médicos experientes na administração desses agentes.

A imunização com vacinas contendo microrganismos vivos tem o potencial de causar infecções em pacientes imunodeficientes. Assim, não é recomendada a imunização com vacinas elaboradas com microrganismos vivos.

Efeitos hepáticos

Tioguanina (substância ativa) não é recomendado para terapia de manutenção ou tratamentos contínuos similares de longa duração, devido ao alto risco de toxicidade hepática associado a danos vasculares endoteliais. 

A toxicidade hepática tem sido observada num percentual elevado de crianças recebendo tioguanina como parte da terapia de manutenção para leucemia linfoblástica aguda e em outras condições associadas a seu uso contínuo. Essa toxicidade é particularmente prevalente em homens. A toxicidade hepática normalmente se apresenta como uma síndrome clínica da doença veno-oclusiva hepática (hiperbilirrubinemia, hepatomegalia dolorosa, ganho de peso devido à retenção de fluidos e ascite) ou com sinais de hipertensão portal (esplenomegalia, trombocitopenia e varizes esofagianas).

Características histopatológicas associadas com essa toxicidade incluem esclerose hepatoportal, hiperplasia nodular regenerativa, peliose hepática e fibrose periportal.

A terapia com tioguanina deve ser descontinuada em pacientes com evidência de toxicidade hepática, já que a reversão de seus sinais e sintomas tem sido relatada com a suspensão do uso do medicamento.

Pacientes devem ser cuidadosamente monitorados durante a terapia, incluindo contagem de células sanguíneas e testes de função hepática semanais. Sinais precoces de toxicidade hepática podem ser associados à hipertensão portal, tais como trombocitopenia desproporcional à neutropenia e esplenomegalia.

A elevação de enzimas hepáticas também tem sido relatada em associação com a toxicidade hepática, mas nem sempre ocorre.

Efeitos hematológicos

O tratamento com Tioguanina (substância ativa) causa supressão da medula óssea, que conduz à leucopenia e à trombocitopenia. Anemia tem sido reportada menos frequentemente.

A supressão da medula óssea é prontamente reversível se Tioguanina (substância ativa) for suspenso precocemente.

Alguns indivíduos com deficiência hereditária da enzima tiopurinametiltransferase (TPMT) podem ser mais sensíveis ao efeito mielossupressor da tioguanina e propensos a rapidamente desenvolver depressão da medula óssea após o início do tratamento com Tioguanina (substância ativa). Esse problema pode ser exacerbado pela coadministração com drogas que inibem a TPMT, como a olsalazina, mesalazina ou sulfasalazina. Alguns laboratórios oferecem exames para detectar a deficiência de TPMT. Entretanto, esses testes não demonstraram identificar todos os pacientes com risco de toxicidade grave.

Consequentemente, a contagem sanguínea diária ainda se faz necessária.

Durante a indução da remissão, em leucemia mielógena, o paciente pode, frequentemente, ter que sobreviver a um período de relativa aplasia da medula óssea.

Por isso, é importante que haja disponibilidade de suporte hematológico adequado.

Pacientes em processo de quimioterapia mielosupressiva são particularmente suscetíveis a uma variedade de infecções.

Durante a indução de remissão, particularmente quando está ocorrendo rápida lise celular, precauções adequadas devem ser tomadas para evitar hiperuricemia e/ou hiperuricosúria e o risco de nefropatia por ácido úrico.

Controle

Durante a indução da remissão, devem ser feitas contagens sanguíneas frequentes.

As contagens de leucócitos e de plaquetas continuam a cair após a suspensão do tratamento. Dessa forma, ao primeiro sinal de uma queda acentuada nessas contagens, o tratamento deve ser temporariamente descontinuado.

Síndrome de Lesch-Nyhan

Como a enzima hipoxantina-guanina-fosforribosil-transferase é a responsável pela conversão da tioguanina em seu metabólito ativo, é possível que pacientes com deficiência dessa enzima, assim como os portadores da Síndrome de Lesch-Nyhan, demonstrem resistência à droga. Foi demonstrada resistência à azatioprina (que possui um metabólito ativo da tioguanina) em duas crianças com síndrome de Lesch-Nyhan.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

Não existem dados quanto ao efeito de Tioguanina (substância ativa) sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. O efeito prejudicial nessas atividades não pode ser previsto a partir de farmacologia.

Gravidez e lactação

Tioguanina (substância ativa), assim como outros agentes citotóxicos, é potencialmente teratogênico.

Têm ocorrido casos isolados de homens que, tendo recebido combinações de agentes citotóxicos, incluindo Tioguanina (substância ativa), deram origem a filhos com anormalidades congênitas.

O uso de Tioguanina (substância ativa) deve ser, sempre que possível evitado na gestação, especialmente durante o primeiro trimestre. Em qualquer caso individual, o risco potencial ao feto deve ser considerado em comparação ao benefício esperado para a mãe.

Como qualquer terapia citotóxica, o paciente e seu parceiro devem ser alertados quanto às precauções contraceptivas adequadas durante o tratamento com Tioguanina (substância ativa).

Não há relatos da presença de Tioguanina (substância ativa) ou de seus metabólitos no leite materno.

Contudo, as mães que estejam em tratamento com Tioguanina (substância ativa) não devem amamentar.

Categoria D de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Mutagenicidade

Uma vez que Tioguanina (substância ativa) atua no DNA, o medicamento é potencialmente mutagênico e carcinogênico.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose.

Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Ação do Tioguanina

Resultados de Eficàcia

Crianças com leucemia linfoblástica, consecutivamente diagnosticada no Reino Unido e na Irlanda entre abril de 1997 e junho de 2002, foram distribuídas aleatoriamente para 6-tioguanina (750 pacientes) ou 6-mercaptopurina (748 pacientes) durante a manutenção provisória e a terapia contínua. Após um acompanhamento mediano de 6 anos, não houve diferença na sobrevida sem evento ou geral (6-mercaptopurina 666/748 [90%], 6-tioguanina 656/744 [88%]; p = 0,3) entre os dois grupos de tratamento.

Os esquemas DAT (daunorrubicina, citarabina, tioguanina) e ADE (daunorrubicina, citarabina, etoposida) proporcionaram altas taxas de remissão e boa sobrevida em longo prazo, sendo, ambos, regimes quimioterápicos igualmente eficazes para o tratamento de pacientes com leucemia mieloblástica aguda (LMA) de até 55 anos de idade.

Taxas de resposta de 53% a 80% foram obtidas quando citarabina foi associada a outras substâncias supressoras medulares, incluindo tioguanina (por exemplo, o esquema DAT (citarabina, daunorrubicina, tioguanina)).

Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

A tioguanina é um análogo sulfidrílico da guanina e comporta-se como um antimetabólito da purina. É ativada em seu nucleotídeo, o ácido tioguanílico.

Os metabólitos da tioguanina inibem a síntese de novo de purina e das interconversões do nucleotídeo da purina. A tioguanina é também incorporada em ácidos nucleicos. A incorporação ao DNA (ácido desoxirribonucleico) contribui para a citotoxicidade do agente.

A resistência cruzada normalmente existe entre a tioguanina e a mercaptopurina, e não se espera que os pacientes resistentes a uma respondam à outra.

Propriedades farmacocinéticas

A tioguanina é extensamente metabolizada in vivo.

Há duas vias catabólicas principais:

A metilação para 2-amino-6-metiltiopurina (MTG) e a desaminação para 2-hidroxi-6- mercaptopurina, seguidas de oxidação para o ácido 6-tioúrico.

Estudos com a tioguanina radioativa mostram que os níveis sanguíneos de pico de radioatividade total são alcançados, aproximadamente, entre 8 e 10 horas após administração oral, e declinam vagarosamente em seguida. Estudos posteriores, utilizando HPLC, demonstraram que a 6-tioguanina é a maior tiopurina presente, pelo menos nas primeiras oito horas após administração intravenosa. Concentrações plasmáticas de 61-118 μmol/mL são obtidas após administração intravenosa de 1 a 1,2 g de 6-tioguanina/m2 de superfície corporal. Os níveis plasmáticos decaem biexponencialmente, com meia-vida inicial e terminal de três e de cinco a nove horas, respectivamente.

Após administração oral de 100 mg/m2, os níveis de pico, conforme se mediu por HPLC, ocorreram entre duas e quatro horas, e caíram na faixa de 0,03-0,94 micromolar (0,03-0,94 μmol/mL). Os níveis são reduzidos pela ingestão concomitante de alimentos, assim como por vômitos.

Tendo em vista sua ação sobre o DNA celular, a tioguanina é potencialmente mutagênica e carcinogênica.



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SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO OU DE SEU MÉDICO. LEIA A BULA.



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