frisium


RESULTADOS: 2

  •     DROGARIA FALCÃO
  •      FRISIUM
  •      Apresentação: 10 MG COM CT BL AL PLAS INC X 20  
  •      Princípio Ativo: CLOBAZAM...
  •      Fabricante: SANOFI-AVENTIS FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7891058325039
     
    PMC: 14.71
  •      R$ 13.53
     
  •     FARMA DELIVERY
  •      FRISIUM
  •      Apresentação: 10 MG COM CT BL AL PLAS INC X 20  
  •      Princípio Ativo: CLOBAZAM...
  •      Fabricante: SANOFI-AVENTIS FARMACÊUTICA LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7891058325039
     
    PMC: 14.71
  •      R$ 15.63
     



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


CLOBAZAM


Para que serve o Clobazam

Ansiolítico e sedativo.

São exemplos de sintomas de transtornos da ansiedade:

Batimentos cardíacos mais fortes ou acelerados, aperto no peito, alterações respiratórias, dores de cabeça, sudorese, diarreia e dor abdominal.

Clobazam (substância ativa) é um sedativo utilizado em casos de transtornos psicovegetativos e psicossomáticos restringe-se aos casos em que não haja causas orgânicas diagnosticada (ausência de problemas cardíacos, gastrinstestinal, respiratório ou urinário.

São exemplo de sintomas de transtornos psicossomáticos:

Suores, náuseas, agitação, dores de estômago, taquicardia, tensão muscular, sudorese, tremores, tontura, dormência ou dificuldade em respirar.

Antes de iniciar o tratamento dos estados de ansiedade associados com instabilidade emocional, deve ser determinado se o paciente sofre de depressões que requeiram tratamento especial ou adicional.

Clobazam (substância ativa) também é indicado para terapia adjuvante nos casos de pacientes com epilepsia, não adequadamente controlados com o uso de anticonvulsivantes em monoterapia.

Contraindicação do Clobazam

  • Hipersensibilidade ao Clobazam (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula;
  • Doença muscular progressiva crônica-miastenia grave (risco de agravamento da doença);
  • Pacientes com insuficiência respiratória severa (risco de degeneração);
  • Síndrome da apneia do sono (risco de degeneração);
  • Pacientes com insuficiência hepática severa (risco de precipitação da encefalopatia);
  • Clobazam (substância ativa) está contraindicado durante a gravidez e lactação.

Benzodiazepínicos não devem ser administrados em crianças sem avaliação clara da sua necessidade. Clobazam (substância ativa) não deve ser utilizado em crianças com idade entre 6 meses e 3 anos a não ser em casos excepcionais, onde há indicações obrigatórias no tratamento anticonvulsivante. 

Como usar o Clobazam

A dose inicial recomendada para adultos é de 20 mg/dia. Caso seja necessário, esta pode ser aumentada a critério médico.

Nos casos de tratamento de ansiedade a dose inicial usual é de 20 mg/dia. Se houver necessidade a dose pode ser aumentada para 30 mg/dia.

Tratamento da epilepsia em combinação com um ou mais outros anticonvulsivantes

Assim como outros benzodiazepínicos, existe a possibilidade da diminuição da eficácia de anticonvulsivantes quando usados concomitantemente com Clobazam (substância ativa).

Dose em adultos e adolescentes acima de 15 anos: 

Recomenda-se iniciar com doses pequenas (5 a 15 mg/dia) aumentando-a gradualmente até um máximo de 80 mg/dia. Por outro lado, tanto o tratamento contínuo, por exemplo com 20 mg/dia, quanto o intermitente (interrupção do tratamento e prescrição novamente logo a seguir) provaram ser eficazes.

Tratamento combinado com um ou mais anticonvulsivantes em crianças com idade entre 3 e 15 anos:

Recomenda-se iniciar com dose de 5 mg e uma dose de manutenção de 0,3 a 1 mg/kg é geralmente suficiente.

Tomar os comprimidos com líquido, por via oral.

A dose diária pode ser administrada como dose única à noite, ao deitar, ou dividida durante o dia, porém com concentração maior desta no período noturno.

A dose e duração do tratamento deve ser ajustada à resposta clínica individual de cada paciente e orientada pelo médico assistente, principalmente quando for maior que 4 semanas.

O tratamento com Clobazam (substância ativa) deve ser utilizado sempre com a menor dose possível.

O tratamento com Clobazam (substância ativa) por períodos prolongados não deve ser interrompido bruscamente. Recomenda-se a redução gradual da dose sob supervisão médica, com a finalidade de se evitar a ocorrência de sintomas de síndrome de abstinência tais como cansaço, ansiedade e insônia.

Não há estudos dos efeitos de Clobazam (substância ativa) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via oral.

Populações especiais

Em pacientes idosos, a dose usualmente empregada é de 10 a 15 mg/dia. Após a obtenção do efeito desejado, esta deve ser reduzida, ficando a dose de manutenção a critério médico. Estes pacientes podem apresentar resposta aumentada e alta suscetibilidade às reações adversas, portanto requerem doses iniciais baixas e aumentos graduais da dose sob cuidadosa monitorização.

Para crianças com idade entre 3 e 15 anos a dose diária de 5 a 10 mg é geralmente suficiente. 

Em pacientes com comprometimento hepático ou renal a dose deve ser reduzida.

Este medicamento não deve ser mastigado.

Reações Adversas do Clobazam

  • Reação muito comum (> 1/10);
  • Reação comum (> 1/100 e ≤ 1/10);
  • Reação incomum (> 1/1.000 e ≤ 1/100);
  • Reação rara (> 1/10.000 e ≤ 1/1.000);
  • Reação muito rara (≤ 1/10.000);
  • Desconhecida (frequência não pode ser estimada pelos dados disponíveis).

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Comum:

Diminuição do apetite.

Distúrbios psiquiátricos

Comum:

Irritabilidade, agressividade, inquietação, depressão (depressão preexistente pode ser desmacarada), tolerância à droga (especialmente durante o uso prolongado), agitação.

Incomum:

Comportamento anormal, estado confusional, ansiedade, delírio, pesadelos, perda de libido (particularmente com altas doses ou em tratamento prolongado e é reversível).

Desconhecida:

Dependência (especialmente durante o uso prolongado), insônia inicial, raiva, alucinação, distúrbio psicótico, sono de má qualidade, idéia suicida.

Distúrbios do Sistema Nervoso

Muito comum:

Sonolência, especialmente no início do tratamento e quando altas doses são utilizadas.

Comum:

Sedação, tontura, distúrbios de atenção, fala lenta/disartria/distúrbios da fala (particularmente com altas doses ou em tratamento prolongado e são reversíveis), dor de cabeça, tremor, ataxia.

Incomum:

Embotamento afetivo, amnésia (pode estar associada com comportamento anormal), comprometimento da memória, amnésia anterógrada (na faixa de dose normal, mas especialmente com altas doses).

Desconhecida:

Distúrbios cognitivos, estados alterados de consciência (particularmente em pacientes idosos, pode estar combinado com distúrbios respiratórios), nistagmo (particularmente com altas doses ou em tratamento prolongado), distúrbios da marcha (particularmente com altas doses ou em tratamento prolongado e é reversível).

Distúrbios oculares

Incomum:

Diplopia (particularmente com altas doses ou em tratamento prolongado e é reversível).

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Desconhecidas:

Depressão respiratória, insuficiência respiratória [particularmente em pacientes com função respiratória comprometida preexistente (por exemplo em pacientes com asma brônquica ou dano cerebral)].

Distúrbios gastrintestinais

Comum:

Boca seca, náusea, constipação.

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Incomum:

Rash.

Desconhecida:

Reação de fotossensibilidade, urticária, Síndrome de Stevens-Johnson, Necrólise Epidérmica Tóxica (incluindo alguns casos com resultado fatal).

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conectivo

Desconhecida:

Espasmos musculares, fraqueza muscular.

Distúrbios gerais

Muito comum:

Fadiga, especialmente no início do tratamento e quando altas doses são utilizadas.

Desconhecidas:

Resposta lenta ao estímulo, hipotermia.

Investigações

Incomum:

Ganho de peso (particularmente com altas doses ou em tratamento prolongado).

Envenenamento ou complicações do procedimento

Incomum:

Queda.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Clobazam

Álcool

O consumo concomitante de álcool pode aumentar a quantidade de Clobazam (substância ativa) disponível no sangue em 50% e, portanto, pode levar a um aumento dos efeitos de Clobazam (substância ativa).

Medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central

O uso concomitante de Clobazam (substância ativa), especialmente quando utilizado em altas doses, com medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central, tais como: analgésicos opioides, anti-histamínicos sedativos, hipnóticos, ansiolíticos, alguns antidepressivos, anticonvulsivantes, anestésicos, antipsicóticos ou outros sedativos potencializa o efeito mutuamente.

Deve-se tomar extremo cuidado, quando Clobazam (substância ativa) é utilizado nos casos de superdosagem com o medicamento lítio ou com as substâncias acima.

Opioides

O uso concomitante de benzodiazepínicos, incluindo Clobazam (substância ativa), e opioides aumenta o risco de sedação, depressão respiratória, coma e óbito devido ao efeito depressor aditivo do Sistema Nervoso Central. Se o uso concomitante for necessário, limite a dosagem e a duração do uso concomitante de benzodiazepínicos e opioides.

Anticonvulsivantes

Nos casos em que Clobazam (substância ativa) é administrado como terapia auxiliar no tratamento da epilepsia com outros anticonvulsivantes, a dose deve ser ajustada sob estrita supervisão médica, (monitoração do EEG), uma vez que podem ocorrer interações com a sua medicação básica.

Nos pacientes que recebem tratamento simultâneo com ácido valpróico e Clobazam (substância ativa), pode haver um aumento leve a moderado na concentração plasmática de ácido valpróico.

No tratamento concomitante com Clobazam (substância ativa), os níveis plasmáticos da fenitoína podem aumentar. Se possível, os níveis sanguíneos de ácido valpróico ou da fenitoína devem ser monitorados. Carbamazepina e fenitoína podem causar um aumento na conversão metabólica do Clobazam (substância ativa) para N-desmetil Clobazam (substância ativa).

O estiripentol aumenta os níveis plasmáticos de Clobazam (substância ativa) e do seu metabólito ativo N-desmetil Clobazam (substância ativa). Monitoração dos níveis sanguíneos é recomendada.

Analgésicos narcóticos

O uso concomitante de Clobazam (substância ativa) com analgésicos narcóticos poderá intensificar a euforia, podendo levar ao aumento da dependência psicológica.

Relaxantes musculares

Os efeitos dos relaxantes musculares e óxido nitroso podem aumentar.

Inibidores do CYP 2C19

Potentes e moderados inibidores do CYP 2C19 podem resultar em um aumento da exposição ao N-desmetil Clobazam (substância ativa) (N- CLB). Ajuste de dose pode ser necessário quando coadministrado com potentes (fluconazolfluvoxaminaticlopidina) ou moderados inibidores (omeprazol) do CYP 2C19.

Substrato de CYP 2D6

Clobazam (substância ativa) é um fraco inibidor de CYP 2D6. Ajuste de doses de drogas metabolizadas por CYP2D6 (dextrometorfanopimozidaparoxetinanebivolol) pode ser necessário.

Precauções do Clobazam

Graves reações de pele

Reações de pele graves, incluindo Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) foram reportadas com Clobazam (substância ativa) tanto em crianças como em adultos durante a experiência póscomercialização. A maioria dos casos reportados envolveu o uso concomitante de outros medicamentos, incluindo fármacos antiepilépticos que são associados com reações de pele graves.

SSJ/NET podem ser associados com resultado fatal. Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados quanto aos sinais e sintomas de SSJ/NET durante as primeiras 8 semanas de tratamento. O Clobazam (substância ativa) deve ser imediatamente descontinuado quando há suspeita de SSJ/NET. Caso sinais e sintomas sugiram SSJ/NET, o uso de Clobazam (substância ativa) não deve ser reiniciado e um tratamento alternativo deve ser considerad.

Depressão respiratória

A administração de Frisium pode causar depressão respiratória, especialmente se administrado em altas doses. Portanto, os pacientes com insuficiência respiratória crônica ou aguda devem ter a sua função respiratória monitorada e redução da dose pode ser necessária.

Clobazam (substância ativa) é contraindicado em pacientes com insuficiência respiratória severa.

Fraqueza muscular

O Clobazam (substância ativa) pode causar fraqueza muscular. Portanto, em pacientes com fraqueza muscular pré-existente ou com oscilação de movimentos e no modo de andar devido a doenças da medula espinhal e do cerebelo (ataxia espinhal ou cerebelar), recomenda-se observação especial e possível redução na dose do paciente.

Clobazam (substância ativa) é contraindicado em pacientes com miastenia grave.

Tolerância em epilepsia

No tratamento de epilepsia com benzodiazepínicos, incluindo Frisium, deve-se considerar a possibilidade de uma diminuição na eficácia (desenvolvimento de tolerância) durante o tratamento.

Metabolizadores fracos do CYP2C19:

Em pacientes com deficiência na metabolização do CYP2C19, os níveis do metabólito ativo N-desmetil Clobazam (substância ativa) podem ser aumentados em comparação com os metabolizadores potentes. Ajuste de dose de Clobazam (substância ativa) pode ser necessário como, por exemplo, dose inicial baixa com cuidadosa titulação.

Frisium pode causar sedação ou efeitos adversos similares, assim como fraqueza muscular.

 

Populações especiais

Gravidez e lactação

Estudos com animais têm demonstrado toxicidade reprodutiva.

Na base de dados de segurança pós-comercialização, existem dados limitados de gravidez exposta ao Clobazam (substância ativa). Alguns destes casos reportaram distúrbios fetais ou neonatais, mas a epilepsia materna e a coadministração de medicamentos antiepilépticos foram possíveis fatores que causaram confusão.

O Clobazam (substância ativa) atravessa a placenta.

O Clobazam (substância ativa) não é recomendado durante o primeiro trimestre da gravidez e em mulheres em idade fértil que não utilizam métodos contraceptivos. O Clobazam (substância ativa) deve ser utilizado durante a gravidez apenas se o potencial benefício justificar o potencial risco ao feto.

Mulheres em idade fértil devem ser informadas sobre os riscos e benefícios do uso de Clobazam (substância ativa) durante a gravidez. Se a mulher planeja engravidar ou ficar grávida, avaliar cuidadosamente os riscos e benefícios e se o tratamento com Clobazam (substância ativa) deve ser descontinuado. Se o tratamento com Clobazam (substância ativa) for continuado, utilizar a menor dose efetiva.

A utilização de Frisium antes ou durante o nascimento da criança pode resultar na ocorrência de depressão respiratória (incluindo dificuldade respiratória e apneia), que pode estar associada com outros distúrbios como sinais de sedação, hipotermia, hipotonia e dificuldade de deglutição nos recém-nascidos. Além disso, pode ocorrer dependência física aos benzodiazepínicos em recém-nascidos de mães que tomaram o medicamento por longos períodos até o final da gravidez.

No período após o nascimento, estes recém-nascidos podem apresentar risco de desenvolver a Síndrome de Abstinência. É recomendada monitoração adequada ao recém-nascido no período após o nascimento.
O Clobazam (substância ativa) é excretado no leite materno e, portanto, não deve ser utilizado durante a lactação.

Insuficiência renal/hepática

Pacientes com insuficiência na função renal ou hepática apresentam uma resposta aumentada ao Clobazam (substância ativa) e maior suscetibilidade aos seus efeitos adversos, portanto, em tais pacientes uma redução da dose pode ser necessária. Em tratamento prolongado, as funções renal e hepática devem ser avaliadas regularmente.

Pacientes idosos

Nos pacientes idosos, devido ao aumento da sensibilidade às reações adversas como sonolência, tontura, fraqueza muscular, há um aumento no risco de quedas que podem resultar em grave lesão. Uma redução da dose é recomendada.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Alguns efeitos adversos (por exemplo, sedação, fraqueza muscular) podem prejudicar a capacidade do paciente de concentração e reação, e, portanto, constituir um risco em situações nas quais estas capacidades têm uma importância especial (por exemplo, conduzir um veículo ou máquina).

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Mutagenicidade

Clobazam (substância ativa) não tem efeitos genotóxicos ou mutagênicos.

Carcinogenicidade

Em um estudo de carcinogenicidade, foi encontrado em ratos um aumento significativo de adenoma celular de folículo de tireoide no grupo com doses mais elevadas (100 mg/kg de peso corpóreo).

Clobazam (substância ativa), como outros benzodiazepínicos, acarreta na ativação da tireoide em ratos. Estas mudanças não foram observadas em investigações com outras espécies.

Teratogenicidade

Ensaios realizados em camundongos, ratos e coelhos sensíveis a talidomida com doses diárias de até 100 mg/kg de peso corpóreo não indicaram efeitos teratogênicos.

Em outro estudo em que Clobazam (substância ativa) (150, 450, ou 750 mg/kg/dia) foi administrado oralmente a ratas fêmeas grávidas durante o período de organogênese, mortalidade embrio-fetal e incidência de alterações esqueléticas fetais foram aumentadas em todas as doses. A dose efetiva mais baixa para desenvolvimento de toxicidade em ratos (150 mg/kg/dia) foi associada com concentrações plasmáticas (AUC) para Clobazam (substância ativa) e desmethylClobazam (substância ativa) menores do que as detectadas em seres humanos com a dose máxima recomendada para humanos de 80 mg/dia.

A administração oral de Clobazam (substância ativa) (10, 30 ou 75 mg/kg/dia) a coelhas grávidas durante o período de organogenese resultou numa diminuição do peso corporal fetal e aumento da incidência de malformações fetais (viscerais e esqueléticas) nas doses média e alta, e um aumento da mortalidade embrio-fetal, na dose alta. Incidências de variações fetais foram aumentadas em todas as doses. A maior dose testada foi associada com toxicidade materna severa (mortalidade). O NOAEL (Nível de Efeito Adverso Não Observado) para toxicidade embrio-fetal em coelhos (10 mg/kg/dia) foi associado com concentrações plasmáticas de Clobazam (substância ativa) e N-desmetilClobazam (substância ativa) menores do que as detectadas em seres humanos com a dose humana máxima recomendada de 80 mg/dia.

Adicionalmente, a administração oral de Clobazam (substância ativa) (50, 350, ou 750 mg/kg/dia) a ratas durante a gravidez e lactação resultou no aumento da mortalidade embrio-fetal, com a dose alta, diminuiu a sobrevivência das crias, nas doses média e alta, e em alterações no comportamento da prole (atividade locomotora) com todas as doses. A dose efetiva mais baixa para desenvolvimento pré e pós-natal em ratos (50 mg/kg/dia) foi associada com exposições plasmáticas de Clobazam (substância ativa) e NdesmetilClobazam (substância ativa) menores do que as detectadas em seres humanos com a dose humana máxima recomendada de 80 mg/dia.

Em testes de fertilidade em camundongos com 200 mg/kg de peso corpóreo diários e em ratos com 85 mg/kg de peso corpóreo diários, não foram observados efeitos na fertilidade e na gravidez.

Em outro estudo de fertilidade em que Clobazam (substância ativa) (50, 350, 750 mg/kg/dia) foi administrado oralmente em ratos machos e fêmeas antes e durante o acasalamento e em ratas fêmeas durante a gestação até o sexto dia, o NOAEL para fertilidade e desenvolvimento embrionário inicial em ratos foi de 750 mg/kg/dia, e foi associado com concentrações plasmáticas (AUC) para Clobazam (substância ativa) e seu maior metabólito ativo, o N-desmetilClobazam (substância ativa), menores do que as detectadas em seres humanos com a dose máxima recomendada de 80 mg/dia.

Advertências

Álcool

É recomendado não consumir álcool durante o tratamento com Frisium devido ao risco de aumento da sedação e de outras reações adversas.

Risco de uso concomitante de opioides e benzodiazepínicos

O uso concomitante de opioides e benzodiazepínicos, incluindo Clobazam (substância ativa), pode resultar em sedação, depressão respiratória, coma e óbito. Em virtude destes riscos, reserve a prescrição concomitante de opioides e benzodiazepínicos para o uso em pacientes para os quais as opções de tratamento são inadequadas.

Se for decidido pela prescrição de Clobazam (substância ativa) concomitantemente com opioides, prescreva a menor dose eficaz com duração mínima de uso concomitante, e acompanhe o paciente de perto quanto aos sinais e sintomas de depressão respiratória e sedação.

Amnésia

Lapsos de memória para eventos que ocorram após um evento “causador da doença” (amnésia anterógrada) podem ocorrer mesmo quando os benzodiazepínicos são utilizados em uma variação de dose normal, mas especialmente quando se utilizam doses mais altas.

Dependência

Os benzodiazepínicos, incluindo o Clobazam (substância ativa), podem levar à dependência física e psicológica. O risco de dependência aumenta com a dose e a duração do tratamento. Entretanto, o risco está presente mesmo com a ingestão diária de Clobazam (substância ativa) durante períodos de somente algumas semanas, e se aplica não somente ao possível abuso com altas doses, mas também com a variação da dose terapêutica. O risco de dependência está aumentado em pacientes com histórico de abuso de drogas ou álcool. O benefício terapêutico deve ser avaliado contra o risco de dependência durante o uso prolongado.

Na retirada dos benzodiazepínicos, especialmente se abrupta, um fenômeno rebote ou síndrome de retirada podem ocorrer.

Fenômeno rebote

O fenômeno rebote é caracterizado pela recorrência, de forma acentuada, dos sintomas que originalmente levaram ao tratamento com Clobazam (substância ativa) (por exemplo: ansiedade, convulsões). Isto pode estar acompanhado por outras reações incluindo alterações de humor, ansiedade ou distúrbios do sono e agitação.

Síndrome da retirada

Após o desenvolvimento da dependência física, a interrupção abrupta do tratamento com Clobazam (substância ativa) pode levar a sintomas de abstinência. Isto pode incluir cefaleias, distúrbios do sono, aumento dos sonhos, ansiedade extrema, tensão, agitação, confusão e excitabilidade, alteração na percepção ambiental, perda de sentimento de identidade em relação aos outros ou do seu próprio senso de realidade (despersonalização), alucinações e psicoses sintomáticas (delírio de abstinência), sensações de entorpecimento e formigamento das extremidades, dor muscular, tremor, sudorese, náusea, vômito, agudeza anormal da audição (hiperacusia), hipersensibilidade à luz, barulhos e contato físico, bem como convulsões epilépticas. A síndrome de abstinência também pode ocorrer na troca abrupta do benzodiazepínico de ação prolongada, como por exemplo Frisium, por um benzodiazepínico de ação de curta duração.

Em pacientes com histórico de dependência a drogas ou álcool, pode haver um aumento no risco de desenvolver dependência ao Clobazam (substância ativa), assim como ocorre com outros benzodiazepínicos.

Gravidez

Existe uma quantidade limitada de dados sobre o uso de Clobazam (substância ativa) em mulheres grávidas. O Clobazam (substância ativa) não é recomendado durante o primeiro trimestre da gravidez e em mulheres em idade fértil que não utilizam métodos contraceptivos. O Clobazam (substância ativa) deve ser utilizado durante a gravidez apenas se o potencial benefício justificar o potencial risco ao feto.

Em pacientes com depressão ou ansiedade associada com depressão, Frisium deve ser apenas utilizado concomitante com tratamento adequado. O uso de benzodiazepínicos de forma isolada (como Frisium), pode precipitar o suicídio nesses pacientes.

Em pacientes com esquizofrenia ou outras doenças psicóticas, o uso de benzodiazepínicos é recomendado apenas para auxiliar, ou seja, não é recomendado para o tratamento primário.

Ação do Clobazam

Resultados da eficácia

Clobazam (substância ativa) é um benzodiazepínico com ação ansiolítica e anticonvulsivante.

Estudos com Clobazam (substância ativa) em pacientes hospitalizados demonstraram o efeito ansiolítico quando administrado por períodos de 3 semanas a 12 meses.

A escala de Hamilton para a avaliação de ansiedade e a impressão clínica global tem demonstrado melhora quando comparamos o uso do Clobazam (substância ativa) em relação ao placebo em pacientes com ansiedade.

Estudos abertos demonstraram que o clozabam proporcionou o alívio da ansiedade associada aos sintomas cardiovasculares.

Estudos abertos feitos com Clobazam (substância ativa) em doses diárias de 5 a 15 mg com crianças de até 15 anos que apresentavam ansiedade de causa primária ou associada à escola, hospitalização ou doenças orgânicas, demonstrou que o mesmo foi efetivo em aliviar os sintomas de ansiedade.

Estudo realizado por Montenegro et al (2008) onde avaliou retrospectivamente 251 pacientes com epilepsia refratária demonstrou que o uso do Clobazam (substância ativa) foi efetivo para um melhor controle do quadro epiléptico como terapia complementar.

Características Farmacológicas

Farmacodinâmica

Modo de ação

Clobazam (substância ativa) é um ansiolítico e anticonvulsivante pertencente ao grupo dos benzodiazepínicos.

Clobazam (substância ativa) é o 7-cloro 1-metil 5-fenil 1H-1,5 benzodiazepina 2,4 (3H, 5H)-dione. Deste modo, não interfere no rendimento psicomotor, permitindo o desempenho das atividades normais do paciente.

Farmacocinética

Absorção

Após administração oral, Clobazam (substância ativa) é rápido e extensivamente absorvido. A Biodisponibilidade relativa de Clobazam (substância ativa) comprimidos não foi significantemente diferente.

O tempo para atingir o pico da concentração plasmática (Tmax) é de 0,5 – 4h.

A administração de Clobazam (substância ativa) comprimidos com a alimentação, retarda a absorção em aproximadamente 1 hora, mas não afeta a extensão total da absorção. Clobazam (substância ativa) pode ser administrado distante das refeições.

A ingestão concomitante de álcool pode aumentar a biodisponibilidade do Clobazam (substância ativa) em 50%.

Distribuição

Após uma dose única de 20 mg de Clobazam (substância ativa), a variabilidade interindividual marcada em concentrações plasmáticas máximas (222 a 709 ng/mL) foi observada após 0,25 a 4 horas. Clobazam (substância ativa) é lipofílico e é distribuído rapidamente pelo organismo.

Baseado na população de análise farmacocinética, o volume aparente de distribuição até o estado de equilíbrio foi de aproximadamente 102L, e é independente da concentração ao longo do intervalo terapêutico. Aproximadamente 80 - 90% de Clobazam (substância ativa) se liga à proteína plasmática.

Clobazam (substância ativa) acumula aproximadamente de 2-3 vezes até o estado de equilíbrio enquanto o metabólito ativo N-desmetil Clobazam (substância ativa) (N-CLB) acumula cerca de 20 vezes após a administração de Clobazam (substância ativa) duas vezes ao dia. As concentrações de estado de equilíbrio são atingidas dentro de aproximadamente duas semanas.

Metabolismo

Clobazam (substância ativa) é rápida e extensivamente metabolizado pelo fígado. O metabolismo de Clobazam (substância ativa) ocorre primariamente por desmetilação hepática do N-desmetil Clobazam (substância ativa) (N-CLB), mediada por CYP3A4 e, em menor proporção por CYP2C19. N- CLB é um metabólito ativo e o principal metabólito circulante encontrado no plasma humano.

O metabólito ativo N-CLB sofre biotransformação no fígado formando 4-hidroxi-N-desmetil Clobazam (substância ativa), mediada primariamente por CYP2C19.

Metabolizadores lentos de CYP2C19 apresentam uma concentração 5 vezes maior de N-CLB no plasma em comparação com potentes metabolizadores;

Clobazam (substância ativa) é um fraco inibidor da CYP2D6. A coadministração com dextrometorfano levou a um aumento de 90% na AUC e 59% nos valores de Cmáx de dextrometorfano.

Eliminação

Baseado na população de análise farmacocinética, as meias-vida de eliminação plasmática de Clobazam (substância ativa) e N-CLB foram estimadas em cerca de 36 e 79 horas, respectivamente.

Clobazam (substância ativa) é eliminado principalmente pelo metabolismo hepático, com eliminação renal subsequente. Em um estudo de balanço de massa, aproximadamente 80% da dose administrada foi recuperada na urina e cerca de 11% nas fezes. Menos de 1% de Clobazam (substância ativa) inalterado e menos de 10% de N-CLB inalterado são excretados através dos rins.

Clobazam (substância ativa) atravessa a barreira placentária e aparece no leite materno.

Tanto no sangue fetal quanto no leite materno, podem ser alcançadas concentrações efetivas.

População especial

Idosos

Em idosos, há uma tendência na redução do clearance após administração oral. A meia vida de eliminação é prolongada e o volume de distribuição aumentado. Isto pode gerar um maior acúmulo da droga quando administrada em uma base de doses múltiplas do que em pacientes jovens.

O efeito da idade no clearance e o perfil de acumulação do Clobazam (substância ativa) parecem também se aplicar ao metabólito ativo.

Pacientes com insuficiência hepática

Em pacientes com doença hepática severa, o volume de distribuição do Clobazam (substância ativa) é aumentado e a meia vida de eliminação é prolongada.

Pacientes com insuficiência renal

Em pacientes com insuficiência renal, as concentrações plasmáticas do Clobazam (substância ativa) são reduzidas, possivelmente devido a absorção da droga estar prejudicada. A meia vida de eliminação é em grande parte independente da função renal.



Assine nossa newsletter e receba as melhores promoções e ofertas de sua região




SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO OU DE SEU MÉDICO. LEIA A BULA.



Todas as informações contidas nesse site tem a intenção de informar e educar, não pretendendo de forma alguma substituir as informações e orientações do profissional da saúde ou servir como recomendação para algum tratamento, não administre qualquer tipo de medicamento sem consultar o seu médico ou farmacêutico.