flixotide


RESULTADOS: 8

  •     FARMA 22
  •      FLIXOTIDE
  •      Apresentação: 50 MCG AER CT LT X 120 DOSES C/APLIC
  •      Princípio Ativo: PROPIONATO DE FLUTICASONA...
  •      Fabricante: GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896015516581
     
    PMC: 143.17
  •      R$ 66.08
     
  •     FARMA 22
  •      FLIXOTIDE
  •      Apresentação: 250 MCG AER CT LT X 60 DOSES C/APLIC
  •      Princípio Ativo: PROPIONATO DE FLUTICASONA...
  •      Fabricante: GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896269900808
     
    PMC: 107.36
  •      R$ 66.38
     
  •     FARMA DELIVERY
  •      FLIXOTIDE
  •      Apresentação: 250 MCG AER CT LT X 60 DOSES C/APLIC
  •      Princípio Ativo: PROPIONATO DE FLUTICASONA...
  •      Fabricante: GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896269900808
     
    PMC: 107.36
  •      R$ 72.66
     
  •     FARMA DELIVERY
  •      FLIXOTIDE
  •      Apresentação: 50 MCG AER CT LT X 120 DOSES C/APLIC
  •      Princípio Ativo: PROPIONATO DE FLUTICASONA...
  •      Fabricante: GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896015516581
     
    PMC: 143.17
  •      R$ 75.55
     
  •     FARMA DELIVERY
  •      FLIXOTIDE
  •      Apresentação: 50 MCG PÓ INAL CT DISKUS STR X 60 DOSES
  •      Princípio Ativo: PROPIONATO DE FLUTICASONA...
  •      Fabricante: GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896269901966
     
    PMC: 75.51
  •      R$ 76.33
     
  •     AGILLE MEDICAMENTOS
  •      FLIXOTIDE
  •      Apresentação: 250 MCG PÓ INAL CT DISKUS STR X 60 DOSES
  •      Princípio Ativo: PROPIONATO DE FLUTICASONA...
  •      Fabricante: GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896269901935
     
    PMC: 101.6
  •      R$ 96.50
     
  •     AGILLE MEDICAMENTOS
  •      FLIXOTIDE
  •      Apresentação: 250 MCG AER CT LT X 60 DOSES C/APLIC
  •      Princípio Ativo: PROPIONATO DE FLUTICASONA...
  •      Fabricante: GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896269900808
     
    PMC: 107.36
  •      R$ 101.99
     
  •     DROGARIA FALCÃO
  •      FLIXOTIDE
  •      Apresentação: 50 MCG AER CT LT X 120 DOSES C/APLIC
  •      Princípio Ativo: PROPIONATO DE FLUTICASONA...
  •      Fabricante: GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA
  •      Categoria: Referência
  •      EAN:  7896015516581
     
    PMC: 143.17
  •      R$ 131.72
     



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


PROPIONATO DE FLUTICASONA


Para que serve o Propionato de Fluticasona

Na asma

O propionato de fluticasona exerce atividade anti-inflamatória potente nos pulmões. Reduz os sintomas e as exacerbações da asma em pacientes previamente tratados com broncodilatadores isolados ou com outra terapia profilática.

Os casos de asma grave necessitam de avaliação médica contínua, uma vez que pode ocorrer óbito. Os pacientes com asma grave apresentam sintomas constantes e exacerbações frequentes, além de capacidade física limitada e pico de fluxo expiratório (PFE) inferior a 60% do calculado na fase basal, com variabilidade maior que 30%; de modo geral, não retornam totalmente à condição normal após o uso de broncodilatadores.

Esses pacientes necessitam de inalação de altas doses ou de tratamento com corticosteroides orais. A piora súbita dos sintomas pode requerer aumento da dose de corticosteroides, que devem ser administrados com urgência e sob supervisão médica.

Adultos

No tratamento profilático de:

Asma leve (valores de PFE maiores que 80% do previsto na fase basal, com menos de 20% de variabilidade):

Para pacientes que requerem medicação broncodilatadora, para alívio sintomático, de forma intermitente mais que de forma ocasional.

Asma moderada (valores de PFE entre 60% e 80% do previsto na fase basal, com 20% a 30% de variabilidade):

Para pacientes que requerem medicação regular para o tratamento e pacientes que apresentam asma instável ou piora com a terapia profilática atualmente disponível ou com broncodilatador isolado.

Asma grave (valores de PFE menores que 60% do previsto na fase basal, com mais de 30% de variabilidade):

Para pacientes com asma crônica grave. Muitos dos que dependem de corticosteroides orais para o controle adequado dos sintomas podem suportar uma redução significativa do uso desses corticosteroides, ou mesmo sua exclusão, após a introdução do propionato de fluticasona por via inalatória.

Crianças

Crianças a partir de 1 ano de idade, que necessitem de medicação preventiva para a asma, incluindo-se os pacientes não controlados por medicação profilática atualmente disponível no mercado.

Na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

Estudos clínicos demonstram que o uso regular do propionato de fluticasona por via inalatória tem efeitos benéficos sobre a função pulmonar, reduzindo os sintomas da DPOC, a frequência e a gravidade das exacerbações e a necessidade de terapia adicional com corticosteroides orais.

Observou-se também a redução da taxa de declínio do estado de saúde do paciente.

Contraindicação do Propionato de Fluticasona

Propionato de fluticasona (princípio ativo deste medicamento) é contraindicado a pacientes com alergia ao propionato de fluticasona ou a qualquer outro componente da formulação.

Como usar o Propionato de Fluticasona

Antes de usar propionato de fluticasona, leia atentamente as instruções abaixo.

Teste do inalador

Antes de utilizá-lo pela primeira vez ou caso você não use o inalador há uma semana ou mais, remova o protetor do bocal, apertando delicadamente suas laterais. Agite bem o inalador e libere um jato de ar para verificar se o aparelho funciona bem.

Uso do inalador

  1. Remova a tampa do bocal, apertando suavemente suas laterais. Verifique se há partículas estranhas no interior e no exterior do inalador, inclusive no bocal.

  1. Agite bem o inalador para garantir a remoção de qualquer partícula estranha e para misturar seu conteúdo de maneira uniforme.

  1. Segure o inalador na posição vertical, entre o indicador e o polegar, e mantenha o polegar na base, abaixo do bocal. Expire (sopre o ar pela boca) lentamente até expelir todo o ar dos pulmões.

  1. Coloque o bocal do inalador entre os lábios (ou no espaçador, conforme instrução do seu médico) e ajuste-o bem, sem mordê-lo.

  1. Em seguida, comece a inspirar (puxar o ar para dentro dos pulmões) pela boca e pressione firmemente o inalador entre o indicador e o polegar para liberar o aerossol. Inspire regular e profundamente.

  1. Prenda a respiração enquanto retira o inalador da boca. Continue a prender a respiração por tanto tempo quanto for confortável para você.

  1. Para liberar o segundo jato, mantenha o inalador na posição vertical e espere cerca de meio minuto (30 segundos) antes de repetir os passos 2 a 4. Lavar a boca com água e não engolir. Após o uso, recoloque a tampa do bocal, empurrando-a firmemente e prendendo-a na posição correta.

Importante

Não apresse a execução dos passos 3 e 4.

É importante que você comece a inspirar o mais lentamente possível um pouco antes de acionar o inalador. Pratique em frente ao espelho nas primeiras vezes.

Se perceber que uma névoa sai do topo do inalador ou dos cantos de sua boca, você deve começar novamente a partir do passo 2.

Se seu médico lhe deu instruções diferentes de uso do inalador (se, por exemplo, recomendou a utilização de espaçadores), siga cuidadosamente essas instruções. Informe seu médico sobre qualquer dificuldade que você sentir.

Instruções de limpeza

  • Você deve limpar o inalador pelo menos uma vez por semana;
  • Remova a lata de metal do dispositivo de plástico e retire a proteção do bocal;
  • Enxágue o dispositivo de plástico e o protetor do bocal com água morna;
  • Deixe secar, evitando aquecimento excessivo;
  • Recoloque a lata e o protetor do bocal no dispositivo de plástico.

Não coloque a lata de metal na água.

Propionato de fluticasona (principio ativo deste medicamento) só deve ser usado por inalação oral (pela boca).

Pode demorar alguns dias até meses para que o medicamento faça efeito. É muito importante que você tome o medicamento regularmente. Não interrompa o tratamento mesmo que esteja melhor, a menos que seu médico recomende.

Não use este medicamento para tratar um ataque repentino de falta de ar, porque isso não vai ajudá-lo. Você vai precisar de outro tipo de tratamento. Caso tome mais de um medicamento, tenha cuidado para não confundir as formas de uso.

Avise seu médico caso diminua o alívio proporcionado pelos outros medicamentos que você toma para tratar a asma ou se for necessário usar um número de inalações maior do que o indicado na receita.

Seu médico deverá recomendar a administração de pelo menos duas inalações por dose.

Se você sentir dificuldade de usar o inalador, seu médico pode indicar o auxílio de um espaçador para facilitar a administração de Propionato de fluticasona.

Posologia

Adultos e adolescentes maiores de 16 anos

Doses de 100 a 1000 mcg duas vezes ao dia.

Deve-se orientar os pacientes a tomar uma dose inicial apropriada para a gravidade da doença.

Asma leve:

100 a 250 mcg duas vezes ao dia;

Asma moderada:

250 a 500 mcg duas vezes ao dia;

Asma grave:

500 a 1.000 mcg duas vezes ao dia.

A dose pode, então, ser ajustada até que se atinja o controle ou reduzida ao mínimo efetivo de acordo com a resposta individual.

Alternativamente, pode-se padronizar a dose inicial de propionato de fluticasona como a metade da dose total diária de dipropionato de beclometasona ou o equivalente administrado por inalador dosimetrado.

Crianças maiores de 4 anos

Doses de 50 a 200 mcg duas vezes ao dia.

Deve-se lembrar de que somente Propionato De Fluticasona 50 mcg é adequado para administração nas doses acima.

Em muitos casos pediátricos, a asma é bem controlada com a utilização de 50 a 100 mcg duas vezes ao dia. Para os pacientes cuja asma não é suficientemente controlada com essa dose, pode-se alcançar benefício adicional com aumento de dose até 200 mcg duas vezes ao dia.

As crianças devem tomar uma dose inicial de propionato de fluticasona apropriada para a gravidade da doença.

No entanto, a dose pode ser ajustada até que se atinja o controle ou reduzida ao mínimo efetivo de acordo com a resposta individual.

A apresentação em spray do propionato de fluticasona talvez não ofereça a dose pediátrica necessária. Nesse caso, deve-se considerar uma apresentação alternativa do medicamento (como o pó para inalação).

Crianças de 1 a 4 anos

O propionato de fluticasona é benéfico no controle dos sintomas frequentes e persistentes da asma em crianças dessa faixa etária.

Estudos clínicos conduzidos com crianças dessa idade demonstraram que o controle ideal dos sintomas da asma é alcançado com doses de 100 mcg, duas vezes ao dia, administradas com o auxílio de um espaçador com máscara.

O diagnóstico e o tratamento da asma devem passar por revisão regular.

Na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

A dose recomendada para adultos é de 500 mcg duas vezes ao dia.

Deve-se lembrar que somente Propionato De Fluticasona 250 mcg é adequado para administração nessa dosagem.

Os pacientes devem estar cientes de que é preciso utilizar Propionato De Fluticasona diariamente para alcançar o benefício ideal, o que ocorre, em geral, no período de três a seis meses.

Caso não haja melhora após esse tempo, o paciente deve passar por nova avaliação médica.

Pacientes especiais

Não há necessidade de ajuste de dose para pacientes idosos nem para os que têm insuficiência hepática ou renal.

Reações Adversas do Propionato de Fluticasona

As reações adversas estão listadas abaixo por frequência. Utiliza-se a seguinte convenção para classificá-las:

  • Muito comuns (>1/10);
  • Comuns (>1/100 e <1/10);
  • Incomuns (>1/1.000 e <1/100);
  • Raras (>1/10.000 e <1/1.000);
  • Muito raras (<1/10.000), incluindo-se relatos isolados.

As reações comuns, muito comuns e incomuns são geralmente determinadas a partir de dados de estudos clínicos. As reações raras e muito raras são, de modo geral, determinadas com base em relatos espontâneos.

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Candidíase da boca e da garganta (sapinho) (alguns pacientes apresentaram essa reação. Você pode obter alívio lavando a boca com água após o uso do produto, ou seu médico pode indicar uma forma de tratar essa reação sem que você precise parar de usar propionato de fluticasona.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  •  Pneumonia (em pacientes com DPOC);
  •  Rouquidão (em alguns pacientes, o propionato de fluticasona inalatório pode causar rouquidão, controlada com a lavagem da boca com água imediatamente após a inalação);
  •  Contusão.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Alergias de pele.

Reação rara (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Candidíase no esôfago.

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  •  Inchaço da face e da garganta (angioedema);
  •  Falta de ar ou dificuldade para respirar (dispneia ou broncoespasmos);
  •  Manifestações alérgicas graves (reações anafiláticas);
  •  Arredondamento da face;
  •  Supressão glândula adrenal;
  •  Desaceleração do crescimento (em crianças);
  •  Redução da densidade mineral óssea (descalcificação dos ossos);
  •  Problemas nos olhos, como catarata e glaucoma;
  •  Aumento dos níveis de glicose (açúcar) do sangue (se você tem diabetes, seu médico pode indicar exames mais frequentes para medir os níveis de açúcar do seu sangue e ajustar a dose do tratamento do diabetes);
  •  Ansiedade;
  •  Distúrbios do sono;
  • Mudanças de comportamento, inclusive hiperatividade e irritabilidade (principalmente em crianças).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Interação Medicamentosa do Propionato de Fluticasona

Em circunstâncias normais, as baixas concentrações plasmáticas do propionato de fluticasona são alcançadas, após a inalação, por causa do grande efeito do metabolismo de primeira passagem e do alto clearance sistêmico mediado pela CYP3A4 no intestino e no fígado.

Portanto, é improvável a ocorrência de interações medicamentosas clinicamente significativas.

Um estudo sobre interação medicamentosa em voluntários sadios mostrou que o ritonavir (um potente inibidor da CYP3A4) pode aumentar significativamente a concentração plasmática do propionato de fluticasona, gerando-se concentrações séricas de cortisol bastante reduzidas.

Houve relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em pacientes que receberam propionato de fluticasona intranasal ou inalatório e ritonavir, o que resultou em efeitos corticosteroides sistêmicos, como síndrome de Cushing e supressão adrenal. Por isso, o uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir deve ser evitado, a menos que os benefícios potenciais para o paciente sejam maiores que o risco de efeitos colaterais sistêmicos.

Estudos demonstraram que outros inibidores da CYP3A4 (eritromicina cetoconazol) produzem discreto aumento da exposição sistêmica ao propionato de fluticasona sem reduções séricas notáveis da concentração de cortisol.

Não obstante, ainda é necessário cuidado ao coadministrar inibidores potentes da CYP3A4 (como o cetoconazol), já que há potencial de aumento da exposição sistêmica ao propionato de fluticasona.

Precauções do Propionato de Fluticasona

O aumento do uso de β2-agonistas inalatórios de curta duração indica a deterioração do controle da asma. Nessas condições, deve-se reavaliar o planejamento do controle da doença.

A deterioração súbita e progressiva do controle da asma é potencialmente perigosa, devendo-se avaliar a necessidade de aumento da dose de corticosteroides. Nos pacientes considerados sob risco, recomenda-se instituir o monitoramento diário do fluxo máximo.

Deve-se observar a forma como o paciente utiliza Propionato de fluticasona (princípio ativo deste medicamento) para garantir a sincronia entre a inalação do produto e a inspiração e assim favorecer a liberação ideal da medicação para os pulmões.

Verificou-se aumento da notificação de pneumonia em estudos sobre pacientes com DPOC que receberam propionato de fluticasona na dose de 500 mcg. Os médicos devem estar atentos para o possível desenvolvimento de pneumonia nos pacientes com DPOC tratados com propionato de fluticasona, já que as características clínicas da pneumonia e da exacerbação da DPOC podem sobrepor-se com frequência.

A ocorrência de efeitos sistêmicos é possível com quaisquer corticosteroides administrados por via inalatória, particularmente com a prescrição de altas doses por períodos prolongados.

Entretanto, esses efeitos se tornam muito menos prováveis do que quando se administram corticosteroides orais.

Os possíveis efeitos sistêmicos associados ao propionato de fluticasona incluem: síndrome de Cushing, características da síndrome de Cushing, supressão adrenal, retardo do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade óssea, catarata e glaucoma. Portanto, é importante, no uso de corticosteroides inalatórios, manter a dose efetiva mínima.

Recomenda-se a monitorização regular da estatura das crianças sob tratamento prolongado com corticosteroides inalatórios.

Função adrenocortical

A possibilidade de comprometimento da resposta supra-renal deve sempre ser considerada em situações de emergência (incluindo cirurgias), e também em situações eletivas passíveis de produzirem stress, especialmente em pacientes que tomam doses elevadas por um longo período de tempo.

Tratamento adicional com corticosteroide apropriado a uma determinada situação clínica deve ser considerado.

Transferência de tratamento com corticosteroides orais para tratamento com propionato de fluticasona.

Em razão da possibilidade de resposta adrenal insuficiente, os pacientes sob transferência de terapia com corticosteroides orais para terapia com propionato de fluticasona por via inalatória necessitam de cuidado especial e monitorização regular da função adrenocortical.

Após a introdução do propionato de fluticasona inalatório, a suspensão da terapia sistêmica deve ser gradual e os pacientes devem ser avisados da necessidade de portar um cartão de alerta que indique a possibilidade de precisarem de terapia complementar com corticosteroides em caso de crise.

A substituição do tratamento com esteroide sistêmico por terapia inalatória pode, algumas vezes, evidenciar alergias, tais como rinite ou eczema, anteriormente controladas pela medicação de uso sistêmico.

O tratamento com Propionato de fluticasona (princípio ativo deste medicamento) não deve ser interrompido abruptamente.

Houve relatos raros de aumento dos níveis de glicose sanguínea, e isso deve ser considerado na prescrição do medicamento para pacientes com histórico de diabetesmellitus.

Assim como ocorre em todos os casos de uso de corticosteroides inalatórios, é necessário cuidado especial com os pacientes que sofrem de tuberculose pulmonarativa ou quiescente.

Houve também relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em pacientes que receberam propionato de fluticasona e ritonavir, o que resultou em efeitos corticosteroides sistêmicos, como síndrome de Cushing e supressão adrenal. Por isso, deve-se evitar o uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir, a menos que os benefícios potenciais sejam maiores que o risco de efeitos colaterais sistêmicos.

Broncoespasmo paradoxal, com aumento imediato de sibilos após administração, pode ocorrer, assim como em outras terapias inalatórias. O tratamento deve ser instituído imediatamente com a inalação de um broncodilatador de ação rápida. Propionato de fluticasona (princípio ativo deste medicamento) deve ser interrompido imediatamente, o paciente avaliado e aplicado tratamento alternativo se necessário.

A técnica de inalação do paciente deve ser checada para garantir que o uso do inalador está sincronizado com a inspiração para assegurar a ótima liberação do medicamento nos pulmões.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e de operar máquinas 

É improvável que Propionato de fluticasona provoque algum efeito sobre a capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas.

Reprodução/teratogenicidade

A toxicologia mostrou apenas os efeitos de classe típicos de corticosteroides potentes, mesmo assim só com doses superiores às propostas para uso terapêutico. Não se identificaram novos efeitos em testes de toxicidade repetida, estudos de reprodução nem estudos de teratogenicidade.

Mutagenicidade

O propionato de fluticasona é desprovido de atividade mutagênica in vitro e in vivo e não demonstrou potencial carcinogênico em roedores. É, ao mesmo tempo, não irritante e não sensibilizante em modelos animais.

Fertilidade

Não há dados sobre a fertilidade em humanos. Estudos em animais não indicaram efeitos do propionato de fluticasona sobre a fertilidade em homens ou mulheres.

Gravidez

Há dados limitados em mulheres grávidas. A administração de propionato de fluticasona durante a gravidez só deve ser considerada se o benefício para a mãe justificar o possível risco para o feto.

Os resultados de um estudo epidemiológico retrospectivo não identificou um risco maior de malformações congênitas maiores (MFCs) após a exposição ao propionato de fluticasona quando comparado a outros corticosteroides inalatórios, durante o primeiro trimestre de gravidez.

Estudos de reprodução em animais demonstraram somente os efeitos característicos da exposição sistêmica a glicocorticosteroides em doses maiores do que as terapêuticas recomendadas para inalação.

Lactação

Não existem estudos sobre a excreção de propionato de fluticasona no leite materno.

Quando se medem os níveis plasmáticos de ratas lactantes, após administração subcutânea, existem evidências da presença de propionato de fluticasona no leite desses animais.

Nos seres humanos, os níveis plasmáticos após aplicação inalatória de propionato de fluticasona nas doses recomendadas parecem baixos.

A administração durante a lactação só deve ser considerada se o benefício para a mãe justificar o possível risco para a criança.

Categoria B de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Ação do Propionato de Fluticasona

Resultados da eficácia

Em um estudo randomizado com 395 pacientes foi comparada a eficácia do propionato de fluticasona 2000 mcg versus budesonida 2000 mcg na melhora da função pulmonar e das exacerbações.

A fluticasona foi superior a budesonida no que se refere ao percentual de dias livres de sintomas, gravidade das exacerbações, utilização de medicação de resgate e melhora do VEF1.

A duração das exacerbações foi menor no grupo tratado com fluticasona quando comparado ao grupo tratado com budesonida (18,5 vs 23,6 dias, respectivamente). A fluticasona foi mais efetiva do que a budesonida com melhora clínica significativa da função pulmonar e redução do escore dos sintomas diurnos da asma em pacientes com asma grave.

Estudos clínicos

DPOC

Há uma redução significativa dos sintomas de DPOC e uma melhoria da função pulmonar, independente da idade do paciente, sexo, da função pulmonar, tabagismo ou atopia.

Isto pode resultar numa significativa melhoria na qualidade de vida.

Medicamentos contendo propionato de fluticasona na asma durante a gravidez

Um estudo epidemiológico retrospectivo observacional de coorte utilizando registros eletrônicos de saúde do Reino Unido foi utilizado para avaliar o risco de malformações congênitas maiores (MFCs) após a exposição ao propionato de fluticasona por via inalatória no primeiro trimestre e propionato de fluticasona + salmeterol em relação ao corticosteroide inalatório sem propionato de fluticasona.

Nenhum comparador placebo foi incluído neste estudo.

Dentro do grupo de asma de 5362 grávidas expostas a corticosteroides inalatórios no primeiro trimestre, foram encontrados 131 MFCs; 1612 (30%) foram expostas ao propionato de fluticasona ou salmeterol + propionato de fluticasona, das quais foram encontrados 42 MFCs diagnosticados.

A odds ratio ajustada para MFCs diagnosticadas por 1 um ano foi 1,1 (95% IC: 0,5 – 2.3) para mulheres com asma moderada expostas ao propionato de fluticasona versus mulheres expostas a corticoides inalatórios sem propionato de fluticasona e 1,2 (95% IC: 0,7 – 2,0) para mulheres com asma importante a grave.

Não foi encontrada diferença no risco de MFCs após a exposição no primeiro trimestre ao propionato de fluticasona isolado versus salmeterol + propionato de fluticasona.

Riscos absolutos de MFMs ao longo de todos os estratos de gravidade variaram de 2,0 a 2,9 a cada 100 grávidas expostas ao propionato de fluticasona o que é comparável aos resultados de um estudo com 15.840 grávidas não expostas às terapias de asma na General Practice Research Database. (2,8 eventos de MFCs a cada 100 grávidas).

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

O propionato de fluticasona, quando inalado nas doses recomendadas, apresenta potente ação anti-inflamatória glicocorticosteroide sobre os pulmões, o que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma.

Há também redução significativa dos sintomas da DPOC e melhora da função pulmonar independente da idade, do sexo, da função pulmonar basal, da condição tabágica e do estado atópico.

Esses benefícios proporcionam melhora significativa da qualidade de vida do paciente.

No tratamento da asma, o início do efeito terapêutico do medicamento é de quatro a sete dias após o início do tratamento, embora alguns benefícios possam ser aparentes já nas primeiras 24 horas para os pacientes que não tenham recebido corticoides inalatórios anteriormente.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona após administração com cada um dos inaladores disponíveis foi estimada com base nos estudos de dados farmacocinéticos inalatórios e intravenosos e na comparação desses dados.

Nos indivíduos adultos e sadios, estimou-se a biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona na versão diskus em 7,8% e a do propionato de fluticasona na versão spray em 10,9%. Nos pacientes com asma ou DPOC, observou-se um pequeno grau de exposição sistêmica ao propionato de fluticasona.

A absorção sistêmica do propionato de fluticasona ocorre sobretudo através dos pulmões e é inicialmente rápida e posteriormente prolongada.

O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua contribuição com a exposição sistêmica é mínima em virtude da baixa solubilidade em água e do metabolismo de primeira passagem, o que resulta em disponibilidade oral menor que 1%. Há aumento linear da exposição sistêmica quando se eleva a dose administrada por via inalatória.

Distribuição

O propionato de fluticasona tem grande volume de distribuição no estado de equilíbrio (aproximadamente 300 litros). A ligação às proteínas plasmáticas é moderadamente alta (91%).

Metabolismo

O propionato de fluticasona é removido com rapidez da circulação sistêmica, principalmente pelo metabolismo a um ácido carboxílico inativo pela enzima 3A4 do citocromo P450 (CYP3A4).

Deve-se tomar cuidado na administração concomitante de inibidores conhecidos da CYP3A4, já que existe risco potencial de aumentar a exposição sistêmica ao propionato de fluticasona.

Eliminação

A disposição do propionato de fluticasona caracteriza-se pelo elevado clearance plasmático (1.150 mL/min) e pela meia-vida terminal de aproximadamente 8 horas. O clearance renal do propionato de fluticasona é desprezível (<0,2%) e não atinge 5% como metabólito.



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SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO OU DE SEU MÉDICO. LEIA A BULA.



Todas as informações contidas nesse site tem a intenção de informar e educar, não pretendendo de forma alguma substituir as informações e orientações do profissional da saúde ou servir como recomendação para algum tratamento, não administre qualquer tipo de medicamento sem consultar o seu médico ou farmacêutico.