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 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


CLORIDRATO DE ETILEFRINA


Para que serve o Cloridrato de Etilefrina

Comprimido e Solução oral 

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) é indicado para o tratamento da hipotensão sintomática ou ortostática, associada geralmente com sintomas como tonturas, sensação de fadiga inexplicável, visão embaçada ou perda da visão, sensação de fraqueza. 

Solução injetável

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) é indicado para o tratamento da hipotensão normovolêmica aguda, síncope cardiovascular.

Contraindicação do Cloridrato de Etilefrina

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade à etilefrina ou a qualquer um dos excipientes da fórmula e em pacientes com desregulação hipotensora, a qual produz uma reação hipertensiva ao levantar.

Como ocorre com outros agentes simpatomiméticos, Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) é contraindicado em pacientes com

  • Hipertensão;
  • Tireotoxicose;
  • Feocromocitoma;
  • Glaucoma de ângulo fechado;
  • Hipertrofia prostática ou adenoma prostático com retenção urinária;
  • Doença arterial coronária;
  • Insuficiência cardíaca descompensada;
  • Cardiomiopatia obstrutiva hipertrófica;
  • Estenose das artérias centrais ou válvulas cardíacas;
  • Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) comprimidos: intolerância à galactose.

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) está contraindicado no primeiro trimestre de gravidez e durante a lactação.

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) está classificado na categoria C de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como usar o Cloridrato de Etilefrina

Comprimidos e Solução oral

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) comprimidos e solução oral devem ser ingeridos por via oral, com um pouco de líquido. Obtém-se um efeito especialmente rápido se forem ingeridos antes das refeições.

Posologia

Comprimidos e Solução oral

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) comprimidos 5 mg
Adultos e crianças acima de 6 anos

1 a 2 comprimidos, 3 vezes ao dia.

Crianças entre 2 e 6 anos

½ a 1 comprimido, 3 vezes ao dia.

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) solução oral (10 gotas = 5 mg)
Adultos e crianças acima de 6 anos

10 a 20 gotas (5 10 mg), 3 vezes ao dia.

Crianças entre 2 e 6 anos

5 a 10 gotas (2,5 5 mg), 3 vezes ao dia.

Crianças menores de 2 anos

2 a 5 gotas (1,25 2,50 mg), 3 vezes ao dia. 

O frasco de Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) solução oral vem acompanhado de um moderno tipo de gotejador, de fácil manuseio, basta colocar o frasco em posição vertical e deixar gotejar a quantidade desejada

  1. Romper o lacre da tampa.
  2. Virar o frasco.
  3. Manter o frasco na posição vertical; para começar o gotejamento, bater levemente com o dedo no fundo do frasco.

Solução Injetável

Se for indicado o uso intravenoso, deve-se preferir a aplicação por meio de infusão gota a gota. Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) injetável não é compatível com solução de levulose.

Infusão intravenosa

A dose deve ser regulada de forma que se consiga atingir os valores de frequência do pulso e de pressão arterial requeridos e deve ser determinada separadamente para cada paciente.

Recomenda-se que os pacientes que recebem infusão intravenosa sejam tratados em uma unidade de cuidados intensivos, com monitorização regular de ECG, pressão arterial e pressão venosa central.

Posologia 

Solução Injetável

Adultos e crianças maiores de 6 anos

0,4 mg/min (0,2-0,6 mg/min).

Crianças de 2 a 6 anos

0,2 mg/min (0,1-0,4 mg/min).

Crianças menores de 2 anos

0,1 mg/min (0,05-0,2 mg/min).

Para a infusão deve-se utilizar solução fisiológica de NaCl, solução de Ringer com lactato, solução de glicose a 5% ou solução de xilitol a 10% sem nenhum aditivo suplementar.

Injeção intravenosa

Em casos graves de colapso circulatório, Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) pode ser administrado por injeção intravenosa lenta. Em adultos deve-se administrar a metade do conteúdo de uma ampola de 10 mg (=0,5 ml); as doses para crianças devem ser correspondentemente menores.

Injeção intramuscular e subcutânea

Adultos

1 ml.

Crianças de 6 a 14 anos 

0,7-1 ml.

Crianças de 2 a 6 anos

0,4-0,7 ml.

Crianças menores de 2 anos

0,2-0,4 ml.

Caso necessário, a dose deve ser repetida a intervalos de 1-3 horas.

Dose diária máxima

Em geral, não devem ser excedidas as seguintes doses diárias máximas
Adultos e crianças maiores de 6 anos

50 mg.

Crianças de 2 a 6 anos

40 mg.

Crianças menores de 2 anos

30 mg.

Reações Adversas do Cloridrato de Etilefrina

Reação comum (≥1/100 e <1/10)

Cefaleia.

Reações incomuns (≥1/1.000 e <1/100)

Ansiedadeinsônia, tremor, inquietação, tontura, palpitação, taquicardia, arritmia, náusea.

Reações com frequência desconhecida (não foi possível calcular com base nos dados disponíveis)

Hipersensibilidade (reação alérgica), angina pectoris, aumento da pressão arterial, hiperidrose.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária- NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Cloridrato de Etilefrina

Os efeitos de Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) podem ser potencializados pela administração concomitante de guanetidina, mineralocorticóides, reserpina, hormônios tireoidianos, outros simpatomiméticos ou outras substâncias com atividade simpatomimética (como antidepressivos tricíclicos, inibidores da MAO, anti-histamínicos).

Os hidrocarbonetos alifáticos halogenados em anestésicos inalatórios e glicosídeos cardíacos em doses mais elevadas podem aumentar os efeitos dos agentes simpatomiméticos sobre o coração, provocando, assim, o desenvolvimento de arritmias cardíacas.

A di-hidroergotamina aumenta a absorção enteral de Cloridrato de Etilefrina (substância ativa), aumentando a sua ação. A atropina pode potencializar o efeito de Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) e aumentar a frequência cardíaca.

Agentes bloqueadores adrenérgicos (alfa-bloqueadores e beta-bloqueadores) podem suprimir parcial ou totalmente os efeitos da etilefrina. O tratamento com beta-bloqueadores pode induzir bradicardia reflexa.

O efeito dos medicamentos hipoglicemiantes pode ser diminuído.

Precauções do Cloridrato de Etilefrina

Deve-se proceder com precaução em pacientes com taquicardia, arritmias cardíacas, distúrbios cardiovasculares graves, diabetes mellitus e com hipertireoidismo.

O uso de etilefrina durante competição atlética leva a resultados positivos em testes para o uso de substâncias não clínicas, por exemplo, substâncias para melhorar o desempenho atlético.

Um comprimido de Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) contém 31,8 mg de lactose, correspondentes a 190,8 mg de lactose por dose diária máxima, de 6 comprimidos, recomendada (adultos).

Pacientes com rara condição hereditária de intolerância à galactose, por exemplo, galactosemia, não devem tomar esse medicamento.

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) comprimidos e solução oral contêm o excipiente metabissulfito de sódio que pode raramente causar reações de hipersensibilidade grave e broncoespasmo.

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) solução oral contém metilparabeno e propilparabeno que podem causar reações alérgicas (possivelmente retardadas).

O uso de Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) solução oral deve ser realizado com precaução em crianças menores de dois anos, devido a sua capacidade limitada para metabolizar o excipiente propilparabeno. Não existem dados suficientes sobre os possíveis efeitos, por exemplo, no sistema reprodutor masculino, e nenhuma recomendação de exposição máxima diária está disponível para essa faixa etária. O uso de uma formulação contendo propilparabeno para crianças com menos de dois anos deve ser justificada caso a caso, avaliando a necessidade do tratamento e o risco potencial.

Este medicamento pode causar doping.

Fertilidade, Gravidez e Lactação

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) está contraindicado no primeiro trimestre da gravidez, porque os dados clínicos são insuficientes e os não clínicos demonstraram um efeito teratogênico. Durante o segundo e terceiro trimestres, somente poderá ser utilizado após cuidadosa avaliação sobre os riscos e benefícios do tratamento.

A etilefrina pode prejudicar a perfusão útero-placentária e provocar um relaxamento uterino. Como não se pode excluir a possibilidade de o fármaco passar para o leite materno, Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) está contraindicado durante o período de lactação.

Não foram realizados estudos pré-clínicos com etilefrina com relação à fertilidade. Não foram realizados estudos sobre o efeito na fertilidade humana.

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) está classificado na categoria C de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas

Não foram realizados estudos sobre o efeito de dirigir e operar máquinas, no entanto, o paciente deve ser advertido que poderá sentir efeitos indesejáveis, como tontura, durante o tratamento com Cloridrato de Etilefrina (substância ativa). Portanto, deve-se recomendar cuidado ao realizar estas tarefas.

Ação do Cloridrato de Etilefrina

Resultados de eficácia

Em um estudo multicêntrico randomizado, controlado por placebo, duplo-cego, com comparação de grupos paralelos, foram observados 3 grupos (3x5 mg etilefrina, 3x10 mg etilefrina e 3x placebo por dia).

O objetivo do estudo foi o de determinar a eficácia e tolerabilidade de etilefrina no tratamento de hipotensão ortostática sintomática

Tratamento agudo

Eficácia e tolerabilidade da dose de 5 e 10 mg de etilefrina.

Tratamento crônico

Eficácia e tolerabilidade após 14 dias de tratamento com doses diárias de 15 e 30 mg de etilefrina.

  • A casuística do referido estudo foi de 366 pacientes randomizados incluídos na análise de eficácia (intenção de tratamento - ITT): 362 pacientes;
  • 3x10 mg etilefrina: 124 (123);
  • 3x5 mg etilefrina: 121 (119);
  • Placebo: 121 (120).

Os principias critérios de inclusão foram

Hipotensão ortostática sintomática, determinada por pressão arterial sistólica, redução de pelo menos 20 mm Hg após 5 minutos na posição ereta no teste de Schellong, frequência cardíaca, aumento não superior a 10 batimentos por minuto durante 5 minutos na posição ereta no teste de Schellong.

Todos os 3 tratamentos, incluindo o esquema placebo, produziram efeitos clinicamente visíveis sobre a pressão arterial, com vantagem para o esquema etilefrina, conforme avaliado pela resposta da pressão arterial. Esses efeitos foram confirmados (e foram mais pronunciados) no julgamento, por parte dos investigadores, dos sintomas associados com a hipotensão ortostática sintomática (IHBS-A / IHBS/C) e na avaliação global de eficácia.

Pacientes que responderam ao tratamento

Na análise de “intenção de tratamento” (ITT) do parâmetro primário “taxa de resposta” 82,9% dos pacientes tratados com 3x10 mg e 78,2% dos pacientes no esquema 3x5mg etilefrina conseguiram resposta em comparação com 73,3% dos pacientes que responderam ao esquema placebo (p=0,087 e 0,451).

O efeito agudo de uma dose adicional isolada de 10 mg de etilefrina após 14 dias de tratamento crônico (4o teste de Schellong) resultou em uma maior taxa de resposta de 88,6% comparado com 82,9% no 2o teste de Schellong. O valor-p para o 4o teste Schellong, comparando o esquema 3x10 mg de etilefrina ao esquema placebo pelo Teste Exato de Fischer (bi-caudal) foi 0,699.

A análise de “intenção de tratamento (ITT)” com 362 pacientes avaliados quanto aos parâmetros secundários revelaram os seguintes achados principais

Pressão arterial sistólica

Corresponde aos resultados relacionados com a dose na variável primária responsiva, onde os resultados da pressão arterial sistólica na posição ereta foram dose-dependentes, correspondendo a um aumento de 15,0 mm Hg na dose de 10 mg, 13,8 mm Hg na dose de 5 mg, e 12,6 mm Hg no grupo placebo, enquanto que a pressão arterial sistólica na posição supina demonstrou uma ligeira redução de aproximadamente 5 – 7 mm Hg, comparável em todos os três grupos.

Sintomas clínicos

Os sintomas clínicos avaliados mostraram uma redução clinicamente relevante na “Soma Total da Pontuação por Paciente” do IHBS-A (8 itens, avaliados pelos sintomas durante cada teste de Schellong) e IHBS-C (22 itens, avaliados por períodos de tempo de 14 dias antes do estudo e durante o tratamento), questionários mostrando vantagens estatisticamente significantes para o esquema etilefrina nos testes de exploração.

Avaliação global

A avaliação global de eficácia mostrou vantagens marcantes e significantes na avaliação de cada esquema etilefrina com 85% dos casos avaliados como “bom” ou “satisfatório”, comparado com apenas 68% no esquema placebo.

Em conclusão, todos os 3 tratamentos mostraram uma melhora clínica da doença durante o período do estudo. Este efeito clinicamente visível foi mais pronunciado para etilefrina, especificamente no esquema 3x10. Foram também confirmados e marcadamente mais pronunciados os efeitos distintos no questionário para os pacientes, avaliando os sintomas clínicos associados à hipotensão ortostática e a avaliação global de eficácia pelos investigadores.

Nos parâmetros subjetivos (os mais importantes critérios para os pacientes acometidos por hipotensão ortostática), as pontuações dos sintomas e a avaliação global, as vantagens para o tratamento com etilefrina (maior na maioria dos casos na dosagem mais alta de etilefrina) foram mais claramente observadas do que nos parâmetros objetivos e atingiu significância exploratória nas análises das diferenças entre grupos.

Assim sendo, os investigadores relataram um bom efeito terapêutico com vantagens clínicas para etilefrina, na comparação do tratamento com etilefrina ao placebo.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) contém a etilefrina, um agente simpatomimético de ação direta, com elevada afinidade pelos receptores alfa-1 e beta-1. Receptores beta-2 também podem ser ativados em doses elevadas. Por este motivo é capaz de aumentar a contratilidade cardíaca e melhorar o desempenho cardíaco, elevando o volume sistólico; adicionalmente, eleva o tônus venoso e a pressão venosa central, provocando um aumento do volume sanguíneo circulante. Demonstrou-se um efeito inotrópico positivo em pacientes com função cardíaca normal ou ligeiramente alterada.

O fármaco eleva a pressão sistólica em maior grau que a diastólica e foi observado um discreto efeito cronotrópico. Consequentemente, em caso de alterações cardiovasculares funcionais, o fármaco pode proporcionar uma melhora dos sintomas tais como tontura, cansaço e tendência a desmaio, assim como estabilizar os parâmetros hemodinâmicos.

Farmacocinética Comprimido e Solução oral 

Absorção

Como resultado do efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da solução oral é de aproximadamente 8% e a dos comprimidos é de aproximadamente 12%.

Distribuição

Cerca de 23% do fármaco se fixam às proteínas do plasma. Após dose única oral de 10 mg (comprimidos e solução oral), as concentrações máximas (medianas) no plasma são alcançadas após cerca de 20 minutos para os comprimidos (8 ng/mL) e cerca de 30 minutos para a solução oral (5 ng/mL).

Não se constatou a passagem do fármaco através da barreira hematoencefálica, ao administrá-lo sob forma marcada com isótopo radioativo a ratos. Desconhece-se até o momento se a etilefrina atravessa a barreira placentária ou se passa para o leite materno.

Biotransformação

A etilefrina é principalmente eliminada pelo metabolismo. O principal metabólito em humanos é ácido sulfúrico conjugado. Não há evidências sugerindo a existência de metabólitos ativos.

Eliminação

A meia vida de eliminação terminal é de aproximadamente 2 horas. Depois da administração de etilefrina marcada com trítio, recuperaram-se na urina 75-80% da radioatividade total. Já que a etilefrina e seus conjugados são excretados principalmente por via renal, é possível que os conjugados possam acumular-se nos rins em pacientes que apresentam insuficiência renal.

Farmacocinética Solução injetável

Após a administração intravenosa, a concentração de etilefrina no plasma mostra um declínio biexponencial; a meia vida da fase alfa é de 6,2 minutos, da fase beta terminal é de 2,2 horas. A eliminação renal de etilefrina e seus metabólitos foi de 78,2% após 24 horas. O metabólito principal foi etilefrina conjugada com ácido sulfúrico, cuja eliminação renal foi de 44,4% da dose administrada, dentro de 24 horas. A proporção de etilefrina livre recuperada na urina foi de 28,3%; o ácido 3-hidroximandélico correspondeu a 3,5% do fármaco eliminado por via renal.



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SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO OU DE SEU MÉDICO. LEIA A BULA.



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