beclort


RESULTADOS: 0

Não foram encontrados resultados.



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


DIPROPIONATO DE BECLOMETASONA


Para que serve o Dipropionato de Beclometasona

Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) é indicado na prevenção e tratamento de:

  • Asma brônquica;
  • Espasmo brônquico;
  • Rinite alérgica perene ou por mudança de estação;
  • Rinite vasomotora;
  • Rinofaringites;
  • Sinusites;
  • Doenças inflamatórias;
  • Alérgicas das cavidades nasais e paranasais ou da faringe;
  • Prevenção da recorrência de pólipos nasais após remoção cirúrgica.

Contraindicação do Dipropionato de Beclometasona

Hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula.

Presença de infecções virais, fúngicas ou de tuberculose pulmonar.

Como usar o Dipropionato de Beclometasona

Para permitir a aplicação do medicamento Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) é necessário a utilização de aparelho nebulizador.

Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) não deve ser injetado ou administrado por via oral.

Instruções de uso

Figura A

Dobre nas duas direções.

Figura B

Separe o flaconete na parte superior e depois na parte inferior.

Figura C

Agitar bem antes de usar.

Figura D

Para abrir, gire a tampa do flaconete para o lado esquerdo.

Figura E

Para gotejar: basta pressionar o flaconete.

Figura F

Caso utilize metade da dose, tampe o flaconete e utilize o conteúdo restante dentro de 24 horas.

Posologia

Em relação à duração do tratamento, seguir as orientações de seu médico.

Adultos

Um flaconete de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) (2 mL), a cada 24 horas (1 vez ao dia) ou a cada 12 horas (2 vezes ao dia).

Cada dose contém 800 mcg de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa).

Crianças

Meio flaconete de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) (1 mL), a cada 24 horas (1 vez ao dia) ou a cada 12 horas (2 vezes ao dia).

Cada meia dose contém 400 mcg de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa).

O limite máximo diário em adultos é de 1600 mcg, ou seja, 2 flacontes de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa).

O limite máximo diário em crianças é de 800 mcg, ou seja, 1 flaconetes de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa).

Uso geriátrico

Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) pode ser usado por pessoas acima de 65 anos de idade, desde que observadas as precauções comuns ao produto.

Os flaconetes apresentam uma marca correspondente à meia-dose.

Agitar antes de usar.

Atenção: devido à pequena quantidade liberada em aparelhos chamados ultrassônicos, a administração de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) deve ser feita em nebulizadores pneumáticos. Não é recomendado seu uso em aparelhos chamados ultrassônicos.

O medicamento deve ser administrado por meio de um aparelho para nebulização.

Pode ser diluído em soro fisiológico na proporção de 1:1, ou seja, 1 mL de soro para cada 1 mL do produto.

Reações Adversas do Dipropionato de Beclometasona

Os efeitos sistêmicos são extremamente improváveis em virtude das baixas doses recomendadas.

Deve-se tomar cuidado durante o uso prolongado, controlando o paciente para detectar o mais precocemente possível efeitos colaterais sistêmicos como retardo no crescimento de crianças e adolescentes, osteoporose, úlcera péptica ou sinais de insuficiência adrenal secundária, catarata, glaucoma e mais raramente, uma variedade de efeitos psicológicos ou comportamentais incluindo, hiperatividade psicomotora, distúrbios do sono, ansiedade, depressão a agressividade (particularmente em crianças).

Em alguns pacientes submetidos à aerossolterapia poderá ocorrer candidíase da boca e da faringe.

A incidência de candidíase parece estar relacionada à dose administrada.

Esta doença responde ao tratamento adequado e pode ser prevenida pela lavagem da cavidade bucal com água após o uso do medicamento.

Podem ocorrer, da mesma forma que com quaisquer outros produtos tópicos nasais, queimação no local, irritação, secura da mucosa nasal e, raramente, epistaxe.

Reação muito comum (> 1/10)

Laringite e faringite.

Reação comum (> 1/100 e < 1/10)

Náusea, dispepsia e tosse.

Reação incomum (> 1/1.000 e < 1/100)

Irritação da garganta, rouquidão, broncoespasmo paradoxal, chiado no peito, dor de cabeça.

Reação muito rara (> 1/10.000 e < 1.000)

Herpes simples, candidíase, tremor, edema dos olhos, dispneia, edema de garganta, urticária/vermelhidão; coceira, angioedema, edema de face e astenia.

Reação cuja frequência é desconhecida

Hiperatividade psicomotora, distúrbios do sono, ansiedade, depressão, agressividade, mudanças comportamentais (predominantemente em crianças).

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Dipropionato de Beclometasona

Não foram relatadas, até o momento, interações medicamentosas com o Dipropionato de Beclometasona (substância ativa).

Se usado ao mesmo tempo com esteroide sistêmico ou intranasal, o efeito de supressão da adrenal poderá ser aumentado.

Precauções do Dipropionato de Beclometasona

O controle dos sintomas da asma deverá, normalmente, seguir um processo gradual, e a resposta do paciente deverá ser monitorada por testes de função pulmonar.

Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) não é recomendado para aliviar os sintomas graves da asma (como a falta de ar e a broncoestenose), sendo necessária uma terapia de longo prazo para que os efeitos apareçam.

Informe seu paciente para que ele sempre tenha consigo a terapia de resgate adequada.

Aumento do uso de broncodilatores, em particular os beta2-agonista de curta ação, para alívios dos sintomas pode indicar deterioração do controle da asma.

O paciente deve ser orientado a retornar ao médico se perceber que o tratamento com broncodilatadores se tornar menos efetivo ou se ele precisar de mais inalações do que o normal.

Nestas situações, pacientes devem ser reavaliados e deve-se considerar a necessidade de aumentar a terapia anti-inflamatória (por exemplo, altas doses de corticosteroides inalatórios ou mesmo corticosteroide oral).

Sintomas graves da asma devem ser tratados do modo normal, por exemplo, aumentando a dose da beclometasona inalada e, se necessário, utilizando-se de um esteroide sistêmico e/ou um antibiótico quando apropriado.

Pode-se usar uma terapia com β-agonistas também.

O tratamento com Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) não deverá ser interrompido abruptamente.

Embora o produto controle a maioria dos casos de rinite alérgica por mudança de estação (sazonal), um estímulo alergênico excepcionalmente alto pode requerer um tratamento suplementar, especialmente para os sintomas oculares.

É necessário cuidado especial para pacientes com infecção viral, bacteriana ou fúngica no olho, boca ou trato respiratório.

No caso de infecção bacteriana do trato respiratório um tratamento com antibiótico pode ser necessário.

Como com todos os corticosteroides inalatórios, cuidado especial é necessário em pacientes com tuberculose pulmonar ativa ou quiescente e outras infecções.

Pacientes sofrendo de tuberculose devem receber terapia antituberculostática enquanto forem tratados com beclometasona.

A mudança de um tratamento com esteroides sistêmicos para Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) deve ser feita com cuidado, quando houver suspeita de insuficiência adrenal.

Caso o paciente esteja submetido a intenso estresse ou apresente grave crise asmática, deverá ser feito um tratamento suplementar com corticosteroides sistêmicos.

Alguns pacientes podem sentir-se mal de maneira não específica durante a fase de retirada do tratamento de corticoide sistêmico, mesmo que sua função respiratória fique estável ou até melhore. Eles devem ser encorajados a preservar a terapia com beclometasona inalada. 

Redução ou supressão da terapia com corticoide oral pode desmascarar características clínicas da Síndrome de Churg-Strauss e estados de hipereosinofilia.

Alteração de esteroide sistêmico para terapia inalatória algumas vezes pode desmascarar alergias tais como rinite alérgica ou eczema previamente controlado pelo medicamento sistêmico.

Estas alergias devem ser tratadas sintomaticamente com anti-histamínicos a/ou preparações tópicas, incluindo esteroides tópicos.

O uso prolongado de medicamentos tópicos pode causar fenômenos de sensibilização e, excepcionalmente, efeitos colaterais sistêmicos típicos desta classe terapêutica.

Neste caso a administração deve ser interrompida e instituído um tratamento adequado.

Efeitos sistêmicos podem ocorrer em pacientes utilizando altas doses do produto por períodos longos de tempo.

Esses efeitos são muito menos prováveis do que quando se utiliza corticoides orais.

Possíveis efeitos sistêmicos incluem supressão da adrenal, retardo no crescimento de crianças e adolescentes, diminuição na densidade mineral óssea, catarataglaucoma, e mais raramente, uma variedade de efeitos psicológicos ou comportamentais incluindo, hiperatividade psicomotora, distúrbios do sono, ansiedadedepressão a agressividade (particularmente em crianças).

Por isso, é importante que o paciente seja regularmente reavaliado e que a dose de corticosteroide inalatório seja reduzida para a menor dose na qual o controle efetivo da asma seja mantido.

Deve-se manter controle adequado dos pacientes sob tratamento prolongado.

A terapia com corticosteroide pode aumentar o risco de desenvolvimento de infecções graves ou fatais em indivíduos expostos a doenças virais, como varicela.

Supressão significativa da adrenal não costuma ocorrer com doses inferiores a 3000 mcg por dia de beclometasona na forma de suspensão para nebulização.

Redução de cortisol plasmático foi reportado em pacientes utilizando 4000 mcg por dia de beclometasona na forma de suspensão para nebulização.

É importante que o crescimento de crianças que recebem terapia com corticoides inalados seja constantemente monitorado.

Caso o crescimento esteja abaixo e mais devagar do que o esperado é provável que a dose do medicamento deva ser reduzida.

Como com qualquer terapêutica inalatória, pode ocorrer broncoespasmo paradoxal com aumento imediato de sibilos após dosificação. Neste caso, o paciente deve ser tratado, imediatamente, com broncodilatadores de ação rápida.

O medicamento deve ser imediatamente descontinuado e, se necessário, uma terapia alternativa deve ser instituída.

O uso de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) durante a gravidez deve ser considerado apenas quando os benefícios esperados para a mãe excederem em muito os possíveis riscos para o feto.

O Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) tem sido amplamente usado durante vários anos na clínica diária, sem relato de danos aparentes.

É razoável supor que haja passagem de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) para o leite materno, mas é improvável que os níveis alcançados sejam significativos nas doses usadas em aerossol.

Entretanto, o uso do Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) durante a lactação requer uma avaliação cuidadosa da relação risco/benefício, tanto para a mãe quanto para o filho.

Categoria C - Não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas; ou então, os estudos em animais revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Ação do Dipropionato de Beclometasona

Resultados da eficácia

Em um estudo duplo-cego, duplo-dummy, randomizado e multicêntrico, 65 crianças (idade média de 8,6 anos, com média do VEF1 (volume expiratório forçado) de 81% do previsto), foram avaliados para tratamento com duas diferentes doses de beclometasona nebulizada (400 mcg, duas vezes ao dia ou 800 mcg, uma vez ao dia).

As crianças foram randomizadas: 32 foram incluídas no grupo de uma dose diária e 33 no grupo de duas doses diárias.

Durante o período de doze semanas de tratamento, a melhora observada nos parâmetros de função pulmonar foi observada em ambos os grupos de tratamento. O pico de fluxo expiratório matinal e noturno mostrou um ligeiro aumento progressivo, bem como a variabilidade diurna do PFE mostrou uma redução progressiva nos dois grupos de tratamento durante todo o período de estudo, sem atingir significância estatística.

Além disso, em ambos os grupos de tratamento, um progressivo e semelhante aumento da quantidade de noites e dias livres de sintomas e do percentual das crianças que alcançaram total controle dos sintomas da asma foi detectado.

Finalmente, nenhuma mudança significativa no exame laboratorial urinário (medidas na relação cortisol/creatinina) foi observada ao longo do período de estudo e mesmo comparando-se esses valores entre os dois grupos.

Outro estudo multicêntrico e randomizado, realizado durante 14 semanas de duração, comparou a eficácia e a segurança da utilização de corticosteroides por nebulização em pacientes pediátricos (130 pacientes com idade entre 6 meses a 6 anos), com asma persistente severa.

Foram administrados, a cada um dos grupos, Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) 800 mcg/dia ou 750 mcg/dia de budesonida, administradas em duas tomadas diárias, através de nebulização.

Um dos pontos analisados foi o número de pacientes que não tiveram exacerbações dos sintomas da asma durante o tratamento.

Ambos os medicamentos se mostraram efetivos na redução do número de exacerbações mais graves. Adicionalmente, os tratamentos resultaram na diminuição de sintomas, como chiado e utilização de corticosteroides orais, durante o período noturno.

Da mesma forma, ocorreu em ambos os tratamentos, redução significativa da utilização de medicação de alívio de crises e utilização de salbutamol.

Em relação aos efeitos adversos, os dois grupos tratados tiveram a mesma incidência e perfil de eventos adversos.

Somente onze eventos adversos foram reportados e nenhum evento adverso teve relação com o tratamento.

Em conclusão o estudo demonstrou que ambos os medicamentos são efetivos para o tratamento da asma persistente severa em crianças de 6 meses a 6 anos de idade.

Outro estudo clínico, multicêntrico e multinacional, randomizado, realizado em grupos paralelos, comparou a eficácia e segurança de corticoides inalatórios no tratamento de pacientes agudos com asma crônica.

Após uma semana de uso de placebo, 205 pacientes (idades entre 18 e 65 anos) com asma persistente moderada foram randomizados para um desses dois grupos, por um período de 12 semanas

  • Uso de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) (em suspensão para nebulização) na dose de 2400 mcg/dia (separada em duas vezes ao dia). n = 103;
  • Uso de propionato de fluticasona (em suspensão para nebulização) na dose de 2000 mcg/dia (separada em duas vezes ao dia). n = 102.

Uma eficácia comparável entre essas terapias foi observada ao final do estudo, evidenciada quando se avaliou vários parâmetros de eficácia [testes de função pulmonar, sintomas de exacerbação da asma e uso de medicação de resgate (salbutamol)].

Os valores médios do fluxo expiratório pulmonar cresceram com significância estatística em ambas as terapias: de 71% para 77% no grupo que fez uso de beclometasona e de 70 para 76% no grupo que utilizou fluticasona

Ambos os tratamentos foram bem tolerados. Um total de 23 pacientes que usaram beclometasona e um total de 32 pacientes no grupo de fluticasona reportou efeitos adversos durante o período de tratamento e esses foram, geralmente, de leve intensidade.

Em conclusão, os resultados desse estudo demonstraram que beclometasona (2400 mcg/dia) e fluticasona (2000 mcg/dia), ambos administrados em suspensões para nebulização, foram igualmente efetivos e com um perfil de segurança e tolerabilidade aceitáveis, quando usados no tratamento de adultos com asma moderada e persistente.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) é um derivado cortisônico com atividade tópica anti-inflamatória e antialérgica eficaz sobre a mucosa das vias respiratórias.

O Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) exerce especificamente uma ação antirreativa nos brônquios, reduzindo o edema e a hipersecreção e inibindo a formação do broncoespasmo.

Administrado por inalação, o Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) atua exclusivamente sobre as estruturas da árvore respiratória, em decorrência deste fato, desde que obedecidas as doses indicadas, não ocasiona efeitos sistêmicos e não induz ações inibitórias sobre a atividade do córtex suprarrenal.

A fim de obter pleno sucesso terapêutico, é importante que o paciente siga atentamente a instrução de uso e aprenda a inalar corretamente o medicamento.

Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) auxilia no controle dos sintomas da rinite alérgica e da rinite vasomotora.

Uma melhora significativa ocorre geralmente em poucos dias de uso da medicação, mas podem ser necessárias de uma ou duas semanas de tratamento para que sua ação seja observada.

Propriedades farmacocinéticas

Quando administrado por aerossolterapia alcança rapidamente os pulmões onde é hidrolisado imediatamente pelas estearases pulmonares em 17-monopropionato e em outros metabólitos inativos.

Provavelmente, somente pequena quantidade do fármaco inalterado e do 17-monopropionato são diretamente absorvidos pelos pulmões e alcançam o plasma.

A presença de pequena quantidade de fármaco inalterado e do éster 17-monopropionato explica, em parte, a baixa incidência de efeitos tóxicos sistêmicos e a ausência de supressão adrenocortical com as doses terapêuticas usuais. É excretado pela urina e pelas fezes, não se sabendo se é eliminado pelo leite materno.

O uso prolongado da beclometasona parece não perder sua eficácia no tratamento da asma e da rinite.

O efeito de Dipropionato de Beclometasona (substância ativa) aparece em um prazo de duas a três semanas depois do início do tratamento.



Assine nossa newsletter e receba as melhores promoções e ofertas de sua região




SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO OU DE SEU MÉDICO. LEIA A BULA.



Todas as informações contidas nesse site tem a intenção de informar e educar, não pretendendo de forma alguma substituir as informações e orientações do profissional da saúde ou servir como recomendação para algum tratamento, não administre qualquer tipo de medicamento sem consultar o seu médico ou farmacêutico.