azanem


RESULTADOS: 0

Não foram encontrados resultados.



 INFORMAÇÕES DO MEDICAMENTO


AZTREONAM


Para que serve o Aztreonam

Antes de iniciar o tratamento com Aztreonam (substância ativa), deve se conduzir exames adequados para isolamento dos agentes causadores da infecção e para determinação da sensibilidade ao Aztreonam (substância ativa). O tratamento pode ser iniciado empiricamente, antes da disponibilidade dos resultados dos testes de sensibilidade. Em infecções onde há suspeita ou constatação da presença de patógenos Gram-positivos ou anaeróbios, Aztreonam (substância ativa) deve ser usado concomitantemente a outro antibiótico para se obter cobertura apropriada. A atividade de Aztreonam (substância ativa) é limitada a bacilos aeróbicos Gram-negativos, e as espécies de bactérias produtoras de betalactamases também são muito sensíveis. Aztreonam (substância ativa) é indicado no tratamento das infecções listadas abaixo, quando causadas por microrganismos Gram-negativos sensíveis ao medicamento.

Infecções do trato urinário

Monoterapia para infecções do trato urinário nosocomial que são resistentes a outros agentes ou em situações onde o risco de toxicidade dos aminoglicosídeos é alto.

Bacteremia

Cusada por Pseudomonas aeruginosa, sugere o uso de Aztreonam (substância ativa) em combinação com a ampicilina. Uma combinação de Aztreonam (substância ativa) com piperacilina em crianças com neutropenia febril foi sugerida como terapia de primeira linha, pois evitou toxicidade relacionada à aminoglicosídeo.

Infecções respiratórias inferiores

Quando usado empiricamente para o tratamento de infecções respiratórias deve ser sempre combinado com agentes ativos contra organismos Gram-positivos e anaeróbios. Em pneumonias nosocomiais, ele pode ser usado em combinação com anti-pseudomonal (penincilinas) e cefalosporinas de terceira geração.

Infecções ósseas e articulares

Osteomielite e artrite séptica causada por cepas sensíveis de E. coli, Proteus, Klebisiella, Serratia e mesmo Pseudomonas. Em situações onde a possibilidade de infecção Gram-positiva também existe, um agente anti-estafilocócico deve ser adicionado.

Sistema Nervoso Central

Meningites Gram-negativas com boa atividade contra N. meningites.

Sistema gastrintestinal

Eficaz contra CampylobacterSalmonella Shigella. No tratamento da tuberculose multirresistente em crianças causadas por Salmonella thypi, o Aztreonam (substância ativa) pode ser usado como terapia de segunda linha em casos de insuficiência da ceftriaxona.

Situações Específicas

Eficaz contra B. cepacia, Enterobacter cloacea, Acinetobacter calcoaceticus e para organismos específicos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Em casos de fibrose cística

P. aeruginosa, E. coli, H. influenzae, K. pneumoniae, S. epidermidis, Streptococcus beta-hemolítico, H. parainfluenzae, K. oxytoca, E.aerogenes e E. aglomerans são comumente isoladas em crianças. Aztreonam (substância ativa), no entanto, não é eficaz contra S. aureus.

Contraindicação do Aztreonam

Aztreonam (substância ativa)é contraindicado em pacientes com história de hipersensibilidade (alergia) ao Aztreonam (substância ativa)ou qualquer outro componente da formulação.

Como usar o Aztreonam

Aztreonam (substância ativa) pode ser administrado por via intramuscular ou intravenosa.

Preparo de soluções parentais

Uma vez adicionado o diluente, o conteúdo do frasco deverá ser agitado imediatamente e vigorosamente. As soluções diluídas não devem ser utilizadas para doses múltiplas; caso o conteúdo do frasco não seja totalmente utilizado em uma única dose, o restante da solução não utilizada deverá ser descartada.

Administração intramuscular

Aztreonam (substância ativa) deve ser diluído em, no mínimo, 3mL de diluente por grama de Aztreonam (substância ativa).

Podem ser usados os seguintes diluentes

  • Água para injetáveis;
  • Água bacteriostática para injetáveis (com álcool benzílico* ou com metil e propilparabeno);
  • Solução de cloreto de sódio 0,9%;
  • Solução cloreto de sódio 0,9% em álcool benzílico.

*Diluentes contendo álcool benzílico não são adequados para uso em recém-nascidos.

Aztreonam (substância ativa) deve ser administrado por injeção intramuscular profunda em grande massa muscular (quadrante superior externo da região glútea ou na parte lateral da coxa). Uma vez que o Aztreonam (substância ativa) é bem tolerado, não é necessário empregar agente anestésico local.

Administração intravenosa

Para injeção intravenosa direta

A dose desejada de Aztreonam (substância ativa) deve ser preparada usando 6 a 10 mL de Água para injeção. A solução resultante deverá ser injetada lentamente, diretamente na veia ou no equipo de administração, por um período de 3 a 5 minutos.

Para infusão intravenosa

Cada grama de Aztreonam (substância ativa) deverá ser dissolvido, inicialmente, em 3 mL de Água Esterilizada para Injeção.

A concentração final não deverá exceder a 2% p/v (pelo menos 50mL de solução por grama de Aztreonam (substância ativa)) e pode ser obtida com uma das seguintes soluções para infusão intravenosa.

  • Soro fisiológico Isotônico (0,9%);
  • Solução Injetável de Ringer;
  • Soro Injetável de Ringer Lactato;
  • Solução Injetável de Glicose (5% ou 10%);
  • Solução Injetável de Glicose (5%) com Soro Fisiológico (0,9%);
  • Solução Injetável de Glicose (5%) com Cloreto de Sódio (0,45%);
  • Solução Injetável de Glicose (5%) com Cloreto de Sódio (0,2%);
  • Manitol a 5% ou 10% injetável;
  • Solução de Ringer Lactato com 5% de Glicose.

Alternativamente, o conteúdo de um frasco de 100 mL pode ser reconstituído para uma concentração final que não exceda a 2% p/v com uma solução para infusão apropriada listada acima. Em caso de infusão intermitente de Aztreonam (substância ativa) e de outra droga farmacotecnicamente incompatível, o equipo de administração dos medicamentos deve ser lavado, antes e depois da administração de Aztreonam (substância ativa), com um diluente compatível com ambos os fármacos. As drogas não devem ser administradas simultaneamente. Toda infusão de Aztreonam (substância ativa) deve ser administrada por um período de 20 a 60 minutos.

Ao se utilizar um tubo de administração em y, deve-se atentar para o volume calculado de solução de Aztreonam (substância ativa), necessário para que toda a dose seja infundida. Pode-se usar um aparelho para controle de volume de administração para aplicar uma diluição inicial de Aztreonam (substância ativa) em uma solução para infusão compatível durante a administração; neste caso, a diluição final de Aztreonam (substância ativa) deve fornecer uma concentração que não exceda a 2% p/v. As soluções de Aztreonam (substância ativa) preparadas para infusão intravenosa em concentrações que não excedam a 2% p/v devem ser usadas dentro das primeiras 24 horas depois de preparadas, se estiverem à temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), ou em um prazo de 3 dias, se estiverem sob refrigeração (2 e 8°C).

Soluções de Aztreonam (substância ativa) em concentrações que excedam a 2% p/v (1g de Aztreonam (substância ativa) por 50mL) devem ser usadas imediatamente após a preparação; exceto as preparadas em água estéril para injeção ou soro fisiológico isotônico a 0,9%. Estas soluções devem ser usadas em 24 horas, se mantidas à temperatura ambiente, ou em 3 dias, se refrigeradas.

Associação com outros antibióticos

Soluções de Aztreonam (substância ativa) para infusão intravenosa que não excedam a 2% p/v (no referência: reconstituída/diluída) com

  • Solução de soro fisiológico isotônico (0,9% de NaCl);
  • Solução de glicose a 5% onde se adiciona fosfato de clindamicina, sulfato de gentamicina, sulfato de tobramicina ou cefazolina sódica, nas concentrações normalmente empregadas clinicamente, são estáveis (fisio-quimicamente) por até 24 à temperatura ambiente ou 3 dias quando sob refrigeração;
  • Soluções de ampicilina sódica e Aztreonam (substância ativa) em soro fisiológico isotônico (0,9%) são estáveis (fisio-quimicamente) por 24 horas à temperatura ambiente e por 48 horas, sob refrigeração.

A estabilidade em solução glicosada a 5% é de 2 horas à temperatura ambiente e 8 horas sob refrigeração. Soluções de Aztreonam (substância ativa)/cloxacilina sódica e Aztreonam (substância ativa)/cloridrato de vancomicina são estáveis em Dinea IR 137 (solução de diálise peritoneal) com glicose a 4,25% por até 24 horas à temperatura ambiente. Outras misturas de fármacos ou as associações já mencionadas, em concentrações fora daquelas especificadas, não são recomendadas uma vez que não se dispõe de dados de compatibilidade.

Posologia

Adultos

Tipo de infecção Doses (*) (em g) Frequência (em horas)
Infecções das vias urinárias 1 8 ou 12
Infecções generalizadas moderadamente graves 1 ou 2 8 ou 12
Infecções generalizadas ou potencialmente letais 2 6 ou 8

(*) A dose máxima recomendada é de 8g ao dia.

Recomenda-se a via intravenosa para a administração de doses únicas maiores que 1g ou para pacientes com septicemia bacteriana (infecção generalizada), abscessos parenquimatosos localizadas (acúmulo de pus em um a cavidade específico, por exemplo, abscessos intra-abdominais), peritonites (inflamação do peritônio) ou em outras infecções generalizadas graves ou potencialmente letais. Devido à gravidade das infecções causadas por Pseudomonas aeruginosa, recomenda-se uma dose de 2g a cada 6 ou 8 horas, pelo menos como tratamento inicial de infecções sistêmicas produzidas por este micro-organismo.

Crianças e adolescentes

A dose habitual para pacientes com mais de uma semana de vida é de 30mg/kg a intervalos de 6 a 8 horas. A dose recomendada para o tratamento de infecções graves, em pacientes com 2 anos de idade ou mais, é de 50mg/kg em intervalos de 6 a 8 horas para todos os pacientes, inclusive no tratamento de infecções devido a Pseudomonas aeruginosa. A dose pediátrica máxima não deve exceder a dose máxima recomendada para adultos.

Insuficiência renal

Níveis séricos prolongados de Aztreonam (substância ativa) podem ocorrer em pacientes com insuficiência renal persistente ou transitória. Portanto, após uma dose usual inicial, a dosagem de Aztreonam (substância ativa) deve ser dividida pela metade em pacientes com clearance (taxa pela qual um fármaco é eliminado) de creatinina estimado entre 10 e 30mL/min/1,73m2. Quando se dispõe somente do valor da concentração sérica de creatinina, pode-se utilizar a fórmula a seguir (segundo o sexo, peso e idade do paciente) para o cálculo aproximado da depuração de creatinina. A creatinina sérica deve representar um estado de equilíbrio da função renal.

Homens

 

Mulheres

0,85 x valor obtido acima.

Para pacientes com insuficiência renal grave, com clearance de creatinina menor que 10mL/min/1,73m2, como aqueles que necessitam de hemodiálise, deverão receber inicialmente as doses usuais. A dose de manutenção deverá ser 1/4 da dose inicial usual, administrados a intervalos fixos de 6, 8 ou 12 horas. Em infecções graves ou potencialmente letais, além das doses de manutenção assinaladas, deverá ser administrado 1/8 da dose inicial após cada sessão de hemodiálise.

Reações Adversas do Aztreonam

O medicamento geralmente é bem tolerado. Durante o seu uso foram observados eventos adversos, os quais podem desaparecer espontaneamente ou com a descontinuação do uso. Os efeitos adversos observados com o uso de Aztreonam (substância ativa) são similares aos apresentados pelos demais antibióticos β-lactâmicos.

Têm sido registrados os seguintes efeitos colaterais

Dor ou inchaço e flebite (inflamação de uma veia) ou tromboflebite (inflamação de uma veia, associada a coágulo de sangue) no local de injeção intravenosa; exantemas (erupções na pele), reações de hipersensibilidade incluindo erupções cutâneas (lesão da pele com vermelhidão e saliência), urticária (placas avermelhadas e coceira na pele) e, raramente, anafilaxia (reação alérgica grave), eosinofilia (quantidade anormalmente alta de eosinófilos, um tipo de glóbulo branco no sangue) podem ser observadas nos pacientes que administraram o Aztreonam (substância ativa) embora venha sendo reportado como um fraco imunogênico. Também foram observados efeitos gastrintestinais incluindo diarreias, náuseas, vômito e perda da sensibilidade do paladar.

Alguns outros efeitos adversos vêm sendo reportados entre eles estão

Icterícia hepatites, aumento das enzimas hepáticas, prolongamento do tempo de protrombina e tromboplastina. Efeitos secundários do sistema nervoso central são relatados raramente, e estes tendem a ser mínimos. Superinfecção bacteriana com monoterapia de Aztreonam (substância ativa) é incomum, mas quando presente é geralmente por causa de microrganismos Gram-positivos e fungos.

Até o momento não se registraram

Nefrotoxicidade, neurotoxicidade nem coagulopatias decorrentes do seu uso. Parece não existir sensibilidade cruzada entre o Aztreonam (substância ativa) e outros antibióticos betalactâmicos do tipo de penicilinas e cefalosporinas.

Um estudo recente que aborda a questão de segurança indica que Aztreonam (substância ativa) foi bem tolerado e seguro em pacientes prematuros, quando uma solução de glicose (>5mg/kg/minuto) foi infundida concomitantemente com o objetivo de alterar os efeitos secundários, tais como hipoglicemia induzida por arginina.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Aztreonam

A administração concomitante de Aztreonam (substância ativa) e probenecida ou furosemida pode produzir aumentos dos níveis séricos de Aztreonam (substância ativa), sem significado clínico. Por causa da nefrotoxicidade e ototoxicidade potencial é necessário monitorar a função renal do paciente quando administrar simultaneamente aminoglicosídeos. Devido ao potencial de antagonismo, betalactâmicos (por exemplo, cefoxitina, imipenem) não devem ser utilizados concomitantemente com Aztreonam (substância ativa) por serem indutores potentes das betalactamases.

Estudos in vitro utilizando K. pneumoniae indicam que o cloranfenicol pode antagonizar a atividade bactericida do Aztreonam (substância ativa), portanto, tem sido sugerido que o cloranfenicol deve ser administrado poucas horas depois de Aztreonam (substância ativa). Porém, a necessidade desta precaução não foi estabelecida.

Com o uso concomitante entre Aztreonam (substância ativa) e ácido clavulânico, foram relatadas evidências in vitro de efeitos sinérgicos contra alguns Enterobacter betalactamase– Enterobacter, Klebsiella ou B. fragilis, podendo ocorrer também antagonismo. O uso concomitante não altera a susceptibilidade in vitro de S. aureus ao Aztreonam (substância ativa) já que a resistência ao fármaco nestes organismos é intrínseca. Estudos farmacocinéticos de dose única não demonstraram nenhuma interação significativa entre o Aztreonam (substância ativa) e a gentamicina, nafcilina sódica, cefradina, clindamicina ou metronidazol. Não foram relatadas reações com a ingestão de álcool, semelhantes as que ocorrem com dissulfiram, já que a molécula de Aztreonam (substância ativa) não contém cadeia lateral metil-tetrazólica.

Precauções do Aztreonam

Os antibióticos, assim como os outros fármacos, devem ser administrados com cautela e qualquer paciente com histórico de reação alérgica a compostos estruturalmente relacionados ao Aztreonam (substância ativa). Caso ocorram reações alérgicas, descontinuar a terapia e iniciar tratamento de suporte adequado com procedimento padrão. Reações de hipersensibilidade sérias podem necessitar de epinefrina e outras medidas de emergência. A ocorrência de colite pseudomembranosa é relatada com quase todos os agentes antibacterianos, inclusive com Aztreonam (substância ativa), podendo variar quanto ao grau de gravidade, desde leve à potencialmente letal. O uso de antibióticos pode promover o crescimento de organismos resistentes.

Uso em idosos

O estado renal é o fator de maior importância na determinação da dosagem para pacientes idosos. Deve-se avaliar cuidadosamente a função renal do paciente e ajustar a dose apropriadamente, se necessário.

Uso em crianças

O Aztreonam (substância ativa) é considerado um agente alternativo apropriado para o tratamento de infecções bacterianas graves em recém-nascidos e crianças. Um estudo recente que aborda a questão de segurança indica que Aztreonam (substância ativa) foi bem tolerado e seguro em pacientes prematuros, quando uma solução de glicose (>5mg/kg/minuto) foi infundida concomitantemente com o objetivo de alterar os efeitos secundários, tais como hipoglicemia induzida por arginina.

Gravidez e amamentação

Categoria de risco A.

O Aztreonam (substância ativa) mostrou-se um fármaco altamente seguro e eficaz, segundo estudos farmacocinéticos e clínicos no período perinatal, além de não apresentar efeitos colaterais e nenhum registro laboratorial anormal.

Este medicamento pode ser utilizado durante a gravidez desde que sob prescrição médica ou do cirurgião-dentista.

Uso em pacientes com insuficiência hepática e renal

Em pacientes com insuficiência renal (incapacidade de funcionamento normal dos rins), as concentrações séricas (no sangue) de Aztreonam (substância ativa) são mais elevadas.

Carcinogênese, mutagênese e danos à fertilidade

Não foram realizados estudos de carcinogenicidade (que produz câncer) em animais. Estudos de toxicologia genética não revelaram evidências de potencial mutagênico (que promove mutação). Estudos de reprodução não revelaram evidências de comprometimento da fertilidade.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas

Não há dados que indiquem qualquer tipo de eventos adversos que possam levar ao comprometimento da capacidade de dirigir ou operar máquinas.

Interações com exames laboratoriais

Não há alteração de testes laboratoriais de bioquímica e hematologia. Os métodos não enzimáticos para a determinação de glicose na urina podem fornecer resultados falso-positivos. Por esse motivo a determinação de glicose na urina deve ser feita por métodos enzimáticos. Até o momento não há informações de que Aztreonam (substância ativa) possa causar doping.

Ação do Aztreonam

Resultados de eficácia

O Aztreonam (substância ativa) demonstrou ser um agente efetivo, seguro e valioso para o tratamento de infecções agudas dos tecidos moles causadas por bacilos aeróbicos Gram-negativos susceptíveis. A atividade in vitro, a farmacocinética, a atividade bactericida e penetração nos tecidos de Aztreonam (substância ativa) sugerem que ele pode desempenhar um papel na terapia de infecções bacterianas Gram-negativas graves em crianças. As taxas de cura variaram de 92% a 100%, com recaídas, visto principalmente em crianças com lesões renais obstrutivas e aquelas com infecções causadas por Salmonella.

Um estudo comparativo de Aztreonam (substância ativa) para o tratamento da sepse neonatal mostrou que ele é tão eficaz quanto à amicacina para esta infecção. Aztreonam (substância ativa) rendeu resultados clínicos comparáveis às da terapia combinada convencional para infecção pulmonar em pacientes com fibrose cística. Alterações laboratoriais reversíveis foram ocasionalmente observadas. Com base nesses dados, Aztreonam (substância ativa) é considerado um agente alternativo apropriado para o tratamento de infecções bacterianas Gram-negativas graves em recém-nascidos e crianças.

Em relação às infecções que abrangem a área ginecológica e obstetrícia, o Aztreonam (substância ativa) mostrou-se um fármaco altamente seguro e eficaz, segundo estudos farmacocinéticos e clínicos no período perinatal. Em um estudo realizado com homens saudáveis, foram administrados 1g de Aztreonam (substância ativa) por administração parenteral, onde Aztreonam (substância ativa) foi considerado potente e estável contra betalactamases apresentando uma meia-vida mais longa se comparada com demais antibióticos betalactâmico.

Aztreonam (substância ativa) exibe um alto grau de estabilidade para betalactamases e é especificamente ativo contra bactérias Gram-negativas, incluindo Pseudomonas aeruginosa. Sua atividade contra esses microrganismos foi, em geral, igual ou superior ao observado em cefalosporinas, cefotaxima e ceftazidima. Como as penicilinas e cefalosporinas, Aztreonam (substância ativa) interage com a ligação essencial da penicilina de bactérias Gram-negativas. Aztreonam (substância ativa) protegeu os ratos contra infecções experimentais produzidas por uma variedade de bactérias Gram-negativas, exibindo eficácia comparável à de cefotaxima e ceftazidima.

Em um estudo multicêntrico aberto, 55 pacientes com infecções graves foram tratados com Aztreonam (substância ativa). Tendo sido excluídos pacientes com neutropenia, foram avaliados 16 casos com infecção urinária (13 curas e 3 falhas), 13 com infecção respiratória (7 curas e 6 falhas), 10 com infecção peritoneal em pacientes submetidos à diálise (9 curas e 1 falha), 9 com bacteremia (6 curas e 3 falhas) e 7 com infecções de vários tipos (6 curas e 1 falha). O agente etiológico foi demonstrado no início da infecção em todos os casos (com exceção de dois); todas as 53 bactérias isoladas inicialmente dos pacientes eram sensíveis ao Aztreonam (substância ativa). Ocorreram 14 falhas terapêuticas (25,4%). Nenhum efeito tóxico foi notado.

O Aztreonam (substância ativa) parece ter utilidade semelhante aos aminoglicosídeos em infecções graves Gram-negativas, em associação com antibióticos betalactâmicos, com a vantagem de não ser nefro ou ototóxico3. A eficácia de Aztreonam (substância ativa) em infecções osteoarticulares foi observada através de um espectro de atividade do organismo causador do desenvolvimento da infecção. O espectro da atividade mostrou que o mesmo manteve uma boa atividade em ambiente anaeróbico, em contraste com aminoglicosídeos, boa estabilidade betalactamase, atividade em ambiente anaeróbico e ácido, e boa penetração no fluido sinovial e nos ossos. Tais qualidades são consistentes com relatórios iniciais da eficácia de tratamentos de Gram-negativos e osteomielite.

Aztreonam (substância ativa) não apresenta nenhum efeito sobre a flora intestinal anaeróbia, por isso o risco de colitepor Clostridium difficile devido à monoterapia com Aztreonam (substância ativa) é baixa. Aztreonam (substância ativa) também contém 780mg de arginina por grama de antibiótico, a preocupação foi levantada sobre os possíveis efeitos colaterais como hipoglicemia induzida por arginina. Apresentou-se 90% de inibição da Pseudomonas usando uma concentração de 12-32mg/L onde Aztreonam (substância ativa) demonstrou-se eficiente ou mais eficiente do que a cefamandol em tratamento nas vias urinárias e eficácia similar a tobramicina ou gentamicina. A penetração extravascular e atividade bactericida de Aztreonam (substância ativa), cefuroxima e ampicilina contra cepas de Haemophilus influenzae, betalactamases positivas e negativas foram comparados em um modelo de coelho. Aztreonam (substância ativa) teve maior grau de penetração no líquido intersticial de coágulos de fibrina, sendo o agente mais eficaz contra as betalactamases positivas e negativas.

Uma única injeção de Aztreonam (substância ativa) resultou em uma morte muito mais rápida do H. influenzae do que pela injeção de outros fármacos. Aztreonam (substância ativa) e cefuroxima mostraram bioestabilidade in vivo para betalactamase produzida pelo H. influenzae, enquanto ampicilina foi rapidamente hidrolisado in vivo. Em um estudo clínico foi avaliado a administração de doses simples e múltiplas, dessas doses múltiplas administradas, 163 (6,8%) apresentaram 172 efeitos clínicos adversos. Os mais comuns foram reações no local da injeção, erupção cutânea, diarreia, náuseas e/ou vômitos. Entre o grupo que recebeu Aztreonam (substância ativa) e o grupo controle, houve um aumento de três vezes no aspartato aminotransferase (TGO) e na alanina aminotransferase (TGP), ocorreu em valores comparativamente de baixas frequências.

Os valores médios de TGO e TGP foram ligeiramente maiores em pacientes que administraram Aztreonam (substância ativa) do que naqueles que administraram cefamandol. O tratamento com Aztreonam (substância ativa) foi interrompido em 51 (2,1%) de 2.388 pacientes devido aos efeitos clínicos adversos ou alterações dos valores laboratoriais. Superinfecções (infecções devido a novos patógenos que ocorrem no local original de infecção durante o tratamento com o fármaco em estudo que foram tratados com outro antibiótico) foram relatadas em 2% - 6% dos pacientes tratados com Aztreonam (substância ativa), uma frequência semelhante à observada nos grupos control.

A administração do Aztreonam (substância ativa) tem resultado num crescimento de organismos não susceptíveis incluindo cocos Gram-positivos elevações reversíveis de transaminases, e ação do Aztreonam (substância ativa) sobre a flora intestinal se dirige principalmente contra bacilos Gram-negativos facultativos, com menos ação sobre anaeróbicos estritos, colite pseudomembranosa também pode ser desenvolvida, foram registradas superinfecções, especialmente com enterecocos.

Até o momento não se registraram nefrotoxicidade, neurotoxicidade nem coagulopatias decorrentes do seu uso. Parece não existir sensibilidade cruzada entre o Aztreonam (substância ativa) e outros antibióticos β-lactâmicos do tipo de penicilinas e cefalosporinas8. Um estudo recente que aborda a questão de segurança indica que Aztreonam (substância ativa) foi bem tolerado e seguro em pacientes prematuros, quando uma solução de glicose (>5mg/kg/minuto) foi infundida concomitantemente com o objetivo de alterar os efeitos secundários, tais como hipoglicemia induzida por arginina.

Características farmacológicas

Farmacologia clínica

O Aztreonam (substância ativa) é um composto betalactâmico monocíclico isolado de Chromobacterium violaceum, interage com proteínas de ligação de penicilina de microrganismos sensíveis e induz a formação de longas estruturas bacterianas filamentosas, cujos membros são caracterizados por ter a 2-oxoazetidine-1-sulfônico molécula de ácido. O Aztreonam (substância ativa) não apresenta núcleo dicíclico, por isso não apresenta reações de pele como as penicilinas em testes de alergias. A atividade antimicrobiana atinge somente bactérias aeróbias Gram-negativas, apresentando pouca ou nenhuma atividade contra as bactérias aeróbicas Gram-positivas e microrganismos anaeróbicos. O Aztreonam (substância ativa) exibe maior semelhança com gentamicina, tobramicina e antibióticos aminoglicosilados, entretanto não apresenta nefrotoxicidade, sendo um imunogênico de ação leve, não sendo associado a desordens de coagulação. Existe semelhança também entre o Aztreonam (substância ativa) e as cefalosporinas de terceira geração contra a maioria das enterobactérias.

Microbiologia

A maior das espécies de Pseudomonas aeruginosa é sensível ao Aztreonam (substância ativa), mesmo as que são resistentes às penicilinas anti-pseudomonas e aos aminoglicosídeos. As bactérias gram-positivas e os micro-organismos anaeróbicos são resistentes, no entanto a sua atividade contra as Enterobacteriaceae é excelente, da mesma maneira que contra P. aeruginosa. É também altamente ativo in vitro contra H. influenzae e gonococos.

Aztreonam (substância ativa) tem excelente atividade contra os principais patógenos gram-negativos como E. coli, Klebsiella, H. influenzae, Serratia spp. e Pseudomonas aeruginosa. Para Pseudomonas, a concentração bactericida mínima (MBC) é geralmente 4 - 16 vezes maior do que o MIC (Mínima Concentração Inibitória). Estabelecidos os pontos críticos de susceptibilidade para Aztreonam (substância ativa) usando ágar e caldo de diluições obteve-se 8μg/mL ou menos (suscetível), 16μg/mL (intermédio) e 32μg/mL ou mais (resistente). A maioria dos Enterobacteriaceae, nomeadamente E. coli, K. pneumoniae e espécies Citrobacter spp. são inibidas por menos de 1μg/mL de Aztreonam (substância ativa). Serratia marcescens e Enterobacter spp. são menos suscetíveis (MIC 90 1-4μg/mL), enquanto que H. influenzae e N. gonorrhoeae são mais suscetíveis (MIC 90 - 0,25μg/mL). Pseudomonas aeruginosa exige que o MIC seja na faixa de 8 a 12μg/mL de Aztreonam (substância ativa).

Farmacocinética

O Aztreonam (substância ativa) não é absorvido por via oral. Ele é distribuído na maioria dos fluidos corporais, incluindo osso, fluído da vesícula, a bile, secreção brônquica e intestinal.
Ele atravessa a barreira hematoencefálica e atinge níveis terapêuticos no líquido cefalorraquidiano (1,4μg/mL). O Aztreonam (substância ativa) penetra no líquido cefalorraquidiano (LCR) mais rapidamente em pacientes com inflamação das meninges. Também é ativo em uma ampla gama de valores de pH, tornando-se um complemento útil no tratamento de abscessos. Após a injeção intramuscular, a absorção é quase completa. A absorção após a administração intraperitoneal em pacientes com peritonite é de 92%. Ao longo de um intervalo de dosagem de grande porte, as concentrações plasmáticas aumentam em proporção direta com a dose. Difusão através da placenta é pobre, como é a difusão para o leite materno. A meia-vida sérica é 2,4 - 5,7 horas para prematuros, durante a primeira semana de vida. Em contraste, a meia-vida média é de 1,7 horas para pacientes com mais de um mês, porém, menor de 12 anos de idade. A eliminação de Aztreonam (substância ativa) é principalmente renal. Cerca de 60% a 70% da dose administrada é excretada na urina sob forma inalterada. Em pacientes com insuficiência renal, as concentrações séricas de Aztreonam (substância ativa) são mais elevados, e a meia vida é prolongada.

Sua rota primária de eliminação é a urina, a meia vida sérica do fármaco em pacientes com função renal normal é de aproximadamente 1,5 - 2,1 horas (90 - 126 minutos), o intervalo recomendado para uso em pacientes com função renal normal é de aproximadamente 8 horas.

A farmacocinética de Aztreonam (substância ativa) é alterada pelos resultados de lesão termal, contudo, a depuração de creatinina (CLCR) pode ser usada para avaliar a depuração de Aztreonam (substância ativa) em pacientes queimados. A disposição de Aztreonam (substância ativa) em pacientes queimados é alterada devido a lesão termal, o efeito principal é um aumento do volume de distribuição. Além disso, a depuração total e a depuração renal de Aztreonam (substância ativa) (CLT, CLR) não parecem ser afetados e manteve-se fortemente associada a CLCR. Com base nestes resultados, doses maiores de Aztreonam (substância ativa) podem ser necessários nesta população de pacientes, no entanto, intervalos de administração mais frequentes podem não ser garantidos.

Em estudos farmacocinéticos e clínicos com o Aztreonam (substância ativa) no período perinatal, a dose de 1g via intravenosa apresentou uma rápida distribuição no cordão umbilical, com concentrações superiores a 15μg/mL em 1 hora e 36 minutos após a administração e concentração maior que 10μg/mL em 4 horas e 30 minutos após a administração da injeção. Essas diferenças de concentrações não foram observadas entre a amostra de soro recolhida da artéria e da veia do cordão umbilical. No líquido amniótico a concentração alcançada foi de 10μg/mL em 3 horas e 37 minutos após a administração. A distribuição do Aztreonam (substância ativa) no leite materno, após 6 horas da administração, alcançou uma concentração entre 0,4μg/mL e 1,0μg/mL. Foi administrado 1g de Aztreonam (substância ativa) duas vezes ao dia através de infusão em 4 casos de infecção perinatal por 5 a 9 dias. Em todos os casos o Aztreonam (substância ativa) se mostrou eficaz, além de não apresentar efeitos colaterais e nenhum registro laboratorial anormal. Por tais resultados apresentados o Aztreonam (substância ativa) pode ser considerado altamente efetivo e seguro para usos clínicos, tanto no parto quanto no pós-parto.

Em um estudo realizado com 6 homens saudáveis, com idades entre 24 e 40 anos foram administrados 1g de Aztreonam (substância ativa) por administração parietal. Níveis séricos de sangue foram coletados ao longo de 8 horas e amostras de urina foram coletadas durante 24 horas. Após 0,5 horas da administração do Aztreonam (substância ativa) a concentração encontrada foi de 50μg/mL e caiu para 2 a 3μg/mL em 8 horas. A meia-vida foi de 1,93 horas e o volume de distribuição foi equivalente a 12% do peso corpóreo médio. A depuração foi de 89,0mL/min, e 79,7% da dose foi recolhida na urina dentro de 24 horas. O Aztreonam (substância ativa) possui rápida penetração atingindo o máximo de 25,4μg/mL em 1,8 horas após administração.

As amostras de sangue e urina foram submetidas ao HPLC e nenhum metabólito foi detectado. Em nenhum dos 6 voluntários foram observados efeitos colaterais após a administração do Aztreonam (substância ativa). Realizou-se a repetição dos testes laboratoriais (24 horas após administração) de bioquímica e hematologia e os resultados mantiveram-se normais.
Cada um dos seis indivíduos receberam, por designação aleatória, 0,5g, 1g ou 2g de Aztreonam (substância ativa) no dia 1 do estudo e uma dose alternativa 1 e 2 semanas mais tarde. Amostras de soro foram obtidas a 0, 0. 25, 0.5, 1, 1.5, 2.5, 4.5, 6.5, 8.5, e 12.5 h após o início da infusão do fármaco.

Após uma dose de 1g, níveis de Aztreonam (substância ativa) em soro permanecem bem acima do MIC para H. influenzae, E. coli, Klebsiella spp., Proteus spp., Morganella spp. e Providencia spp. por 12 horas e Citrobacter spp. e Serratia spp. por pelo menos 6 horas.



Assine nossa newsletter e receba as melhores promoções e ofertas de sua região




SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO OU DE SEU MÉDICO. LEIA A BULA.



Todas as informações contidas nesse site tem a intenção de informar e educar, não pretendendo de forma alguma substituir as informações e orientações do profissional da saúde ou servir como recomendação para algum tratamento, não administre qualquer tipo de medicamento sem consultar o seu médico ou farmacêutico.